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 DUVIDA, APATIA, KABALLAH

12/11/2009

DÚVIDA, APATIA, KABALLAH

MEDO, INÉRCIA, KARMA

 

A verdadeira função da Cabalá: inspirar a pessoa a mudar seus caminhos e atitudes, e assim, colocá-la em contato direto com a Luz Infinita, fomentando a experiência do amor e temor das verdadeiras profundezas espirituais da Torah.

Se a pessoa não altera o seu caminho em direção ao aumento de sua ligação com a Luz Infinita e uma redução de sua ligação com o ego, então nada de fato ela recebeu de seu suposto aprendizado destes assuntos tão sagrados que revelam a intimidade do pensamento do Criador.

É fundamental, por isso mesmo, entender que Cabalá significa “receber” – é importante, receber na acepção mais completa da palavra, o que significa verdadeiramente, transformar, e assim, evoluir.

Um erro muito comum aos que enveredam por esses mistérios (a Cabalá) é pensar que o entendimento destes assuntos é algo que se desenvolve através da compreensão analítica e racional, e ignoram a sabedoria dos mestres que ensinam que o entendimento da Cabalá depende do estilo de vida santificado que a pessoa leva e sua gradativa e dedicada auto-neutralização.

Isso ocorre pelo estudo (é claro), mais também pelo cumprimento das mitzvot (Conexões espirituais) com rigor, pelo afastamento de qualquer corrupção moral, e por uma vida introvertida, salvaguardando sua intimidade, se afastando de toda a forma de Lashon harah (maledicência e fofoca), cultivando o amor pelo conhecimento, anulando-se neste conhecimento com todas as suas forças.

Somente isto faz a pessoa merecedora de receber o hasagat ruach hacodesh (a inspiração pelo Espírito Sagrado).

Ajudar um número cada vez maior de pessoas a se desenvolverem nestes caminhos, ajudando, sobretudo, a pessoa a fortificar seu coração no amor ao Eterno de maneira sincera e séria, acelerará a vinda da Era do Mashiach e a libertação da humanidade de seu cativeiro espiritual.

Portanto, existe uma responsabilidade vital que a pessoa precisa desenvolver para assim poder expandir a sua consciência de modo a aprender os níveis da realidade mais profundos e que revelam a Providência Divina na sua vida.

Este processo de revelação da Luz Infinita necessita, no nível do sechel (intelecto), que este seja investido por assuntos retificados, literalmente, que a pessoa faça de seu cérebro um cli (recipiente) para a Luz Infinita, que são de fato, as próprias letras da Torah (que é absorvida pelo estudo da parashah (porções) a cada semana).

Também a pessoa deve afastar-se daquilo que pode “contaminar” a sua mente.

Os principais elementos de “contaminação” da mente são os assuntos de auto-gratificação da pessoa neste mundo.

Ao invés disto deve o cabalista atribuir todo o seu mérito à Luz do Mundo Infinito.

A maneira para absorver este conhecimento santo e o grau de sua permeação no intelecto, dependerá muito de suas faculdades espirituais particulares, e também de sua decisão e força para se auto-anular, para se esvaziar e tornar-se humilde perante a Luz Infinita e sua Torah.

Somente a extrema humildade da pessoa, que a fará sempre fazer um chesbon nefesh (contabilidade de seu caráter), sobre suas ações diárias, incluindo as suas kavanot (intenções íntimas) a permitirá confrontar-se com seu ego escravizador.

O amor ao conhecimento deve ser expresso nas mitzvot e no serviço espiritual e no desenvolvimento vigoroso do entusiasmo espiritual diante das coisas Sagradas.

Os nossos sábios ensinam que a dúvida é o maior dentre os males espirituais, pois essa “dúvida” prejudica a ligação da pessoa com a Luz Infinita e serve apenas para distrair a pessoa de sua ligação com a Torah.

Os cabalistas fazem uma associação entre essa “dúvida” e a escravidão (Karma).

Tal como a escravidão em Mitz’raym (no Egito), que não era uma prisão de correntes nos pés e sim uma escravidão de alma que gerava principalmente uma apatia nos hebreus.

A escravidão significa também o “fazer nada”, a “apatia”, e a “falta de esperança”.

O Faraó (nosso ego) deseja isso: que a pessoa mantenha-se apática e fria diante da Torah e das mitzvot.

Uma pessoa espiritualmente apática, sem movimento, perde as esperanças de melhorias em sua vida, e de refinamento.

Para isso a pessoa precisa de sua bitul (auto anulação), sem isso, ela de fato não crescerá, salvo seu ego, sua yetzer harah (inclinação negativa) que quer somente se inflar de si mesma, separando-se da Luz e trazendo o foco da consciência para o particular e individual.

Ou seja, a pessoa acaba se focando, como por exemplo, na possibilidade de ver seus desejos realizados, quando a pessoa ainda não serve ao caminho com Torah e mitzvot – a condição sine qua non para o crescimento espiritual.

 

Fonte: Academia de Cabala

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