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 MEDICINA DA ALMA

11/11/2009

 

A medicina da alma

 

Psicólogos e médicos encontram o caminho para o equilíbrio mental combinando terapias e remédios (1).

 

 

 O Equilíbrio do Cérebro e da Alma - Uma boa notícia para depressivos, ansiosos e fóbicos: amparados em novas descobertas, psiquiatras e psicólogos unem forças para combater os transtornos da mente, superando décadas de divergências.

 

 

Estatística:

 

30% da população mundial terá, pelo menos uma vez na vida, algum tipo de transtorno mental.

 

70% desses transtornos são ligados às famílias da ansiedade ou da depressão.

 

Os quadros mais comuns são: fobias (24%), depressão (17%), distimia (6%) e ansiedade generalizada (5%). A soma dá mais de 30% porque parte dos pacientes apresenta distúrbios simultâneos.

 

O Sueco Tomas Furmark trabalha na fronteira do conhecimento na área, que hoje em dia consiste na intersecção entre psicologia, psiquiatria e outras áreas da medicina. Ele é o autor de um artigo que causou grande repercussão na comunidade científica. Utilizando uma técnica de obtenção de imagens do cérebro – a tomografia por emissão de pósitrons (PET) – Furmark analisou o encéfalo de pacientes com fobia. Parte desses pacientes havia se tratado unicamente com terapia cognitivo-comportamental, e outra parte havia recorrido a remédios. O resultado de seus estudos mostrou que a terapia altera o funcionamento cerebral tanto quanto a química.

 

Comentando o assunto, o alemão Klaus Grawe, pesquisador da Universidade de Berna e outra grande autoridade no assunto, destacou o fato de que experiências de vida alteram o cérebro tanto quanto remédios – e o trabalho de Furmark dava novas provas dessa evidência.

 

O uso da neuroimagem para fins psiquiátricos é uma das vertentes mais exploradas atualmente. Existem trabalhos que mostram quais são as alterações no cérebro em casos de Alzheimer, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão. (...) A mente é tão complexa, no entanto, que é impossível chegar a conclusões definitivas com base nessas evidências, pois “(...) não dá para mapear o curso dessas doenças no cérebro porque elas se apresentam de forma diferente de indivíduo para indivíduo”, diz o psiquiatra Beny Lafer, ex-docente da universidade americana Harvard e atualmente professor de psiquiatria da Universidade de São Paulo.

 

“Além disso – continua Lafer -, as técnicas de neuroimagem identificam apenas o funcionamento cerebral nos transtornos, mas nada dizem sobre as causas. Para estabelecê-las precisamos investigar a hereditariedade e os eventos da vida de cada indivíduo. Daí a importância de integrar a genética, a psiquiatria e o estudo dos fatores psicossociais”.

 

Não há dúvidas de que grandes avanços da Ciência tem sido observados no que diz respeito aos tratamentos dos transtornos mentais que aturdem a humanidade. Entretanto, a presente reportagem apenas coloca o enfoque da estreita visão materialista. Chama muito a atenção o título da reportagem porque “alma” no seu sentido mais comum é “o ser imaterial e individual que em nós reside e sobrevive ao corpo” (2). Mas não é este sentido que o articulista coloca em sua abordagem, senão aquele que considera a alma como “princípio da vida material orgânica; não tem existência própria e se aniquila com a vida”, conforme nos esclarece a interpretação de Allan Kardec. (2) Ou seja, toma a alma no seu conceito de mente, como efeito e não causa.

 

Aqui vemos exatamente a caracterização do que assevera Washington Luiz Nogueira Fernandes (3): “Alguns profissionais e estudiosos dos problemas psiquiátricos não dão qualquer margem à introdução de aspectos espirituais na compreensão das patologias mentais que se lhes apresentam, pelo simples motivo de não conhecerem absolutamente nada sobre o assunto, apresentando uma atitude de total cepticismo”. E aduzimos nós que muitos conhecem e até admitem, mas não tem a coragem de superar os preconceitos ou barreiras culturais e acadêmicas para admitir tais vínculos.

 

Feito estes esclarecimentos, destacamos da matéria a constatação de que há uma situação de convergência ou integração das diversas áreas da medicina para buscar as soluções para os transtornos mentais. É louvável esta atitude por parte dos profissionais na abordagem e tratamento dos pacientes. E melhor ainda é observar que, no Brasil, tal prática é comum, inclusive utilizando outros recursos fora do campo da medicina propriamente dita – como o das terapias alternativas. Quem visite (recomendamos com alta ênfase) o Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, de Curitiba, departamento da Federação Espírita do Paraná, poderá verificar os resultados auspiciosos que são obtidos dentro da sua filosofia de trabalho (http://hospitalbomretiro.com.br/filosofia.html).

 

 

Reportando-nos á abordagem do psiquiatra Dr. Lafer, mencionado anteriormente, vem-nos o registro de que, mesmo com a mais atual das tecnologias – no caso os equipamentos de obtenção de neuroimagens – não se tem logrado “mapear o curso das doenças”, e isto porque as doenças não residem unicamente no cérebro, que é apenas o aparelho receptor da estação transmissora que é o Espírito. Vemos então que, apesar das similaridades nas estruturas orgânicas dos cérebros, os agentes causais (espíritos) guardam profundas diferenças entre si, dados os diversos níveis evolutivos encontrados na humanidade encarnada. Isto é muito claro para nós espíritas.

 

Houvesse o estudioso da reportagem dilatado um pouco mais a sua pesquisa – em benefício da melhor compreensão do assunto pelos dignos leitores – e teria alcançado o escalonar das diversas forças da Psicologia (4): a primeira, com John Watson; a segunda força, com a Psicanálise de Freud; a terceira força com a Psicologia Humanista de Maslow e Rogers e a quarta força, a Psicologia Transpessoal, baseada na Psicossíntese de Roberto Assagioli e na grande obra de Karl Gustav Jung, discípulo dissidente de Freud. Destes expoentes da Psicologia, somente Freud ganhou destaque na reportagem.

 

Como sabemos, o assunto aqui enfocado é profusamente tratado na denominada “Série Psicológica” do Espírito Joanna de Angelis, um conjunto de “doze obras de excelente conteúdo, abordando temas psicológicos à luz do Espiritismo”(4), motivo pelo qual o destacamos e enfatizamos a importância de sua leitura e estudo.

 

“Se medicar, tratar e curar o organismo carnal já é bastante complexo, imaginemos o que significa atender às profundezas da alma humana”, alerta-nos Suely Caldas Schubert (5). E o Espírito Joanna de Angelis apresenta em palavras claras que “As admiráveis conquistas das ciências psíquicas – a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise – que têm oferecido nobres terapêuticas preventivas e curadoras para os desvios de comportamento e outras alienações mentais, não lograram tornar mais feliz nem mais seguro neste momento o viajor do Terceiro Milênio. Felizmente, luzem novas perspectivas de salvação propostas pela moderna psicologia Transpessoal, que encontrou o Espírito como responsável por todas as ocorrências de sua trajetória, ele mesmo o autoterapeuta para a recuperação dos valores perdidos, sob a segura orientação de especialistas credenciados nessa área para o ajudar”.(5)

 

Diante dos avanços científicos já alcançados nesta área e enquanto aguardamos que a Providência Divina, na sublime planificação do futuro melhor para a humanidade, abra novos caminhos para que a terapia do amor prevaleça, permaneçamos vigilantes na oração e constantes na prática da “Evangelhoterapia”(3).

 

 

por: Lincoln Barros de Sousa

 

http://www.feparana.com.br/analise_noticias/medicina_alma.htm

 

 

 

Bibliografia:

 

1 - Veja, Revista. O Equilíbrio do Cérebro e da Alma, 1882 ed. São Paulo. Editora Abril., 01 dezembro 2004, p. 116.

2 - KARDEC, Allan. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita. In: O Livro dos Espíritos, 83ª.ed. Rio de Janeiro: FEB,2002. p. 14 e 15.

3 –FRANCO, Divaldo Pereira. Explicação Introdutória do Organizador Washington Luiz N. Fernandes. In:Aspectos psiquiátricos e Espirituais nos Transtornos Emocionais. 1ª ed, Salvador: LEAL, 2003. p. 11.

4 – MARTINS, Aparecido do Carmo. Psicologia Integral. In: Conheça Mais, Portal Jovem do website http://www.feparana.com.br/.

5 – SCHUBERT, Suely Caldas. Considerações Finais. In: Transtornos Mentais: Uma Leitura Espírita, 1ª.ed, Araguari (MG): Minas Editora, 2001.

 Leia mais sobre a alma:

http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/Estudos/A_ALMA_PERCEP_E_SENSAC.html

http://aeradoespirito2.sites.uol.com.br/Apostilas/ALMA_ESP_PERISP_FLUIDOS.html

Category : CIÊNCIA, TECNOLOGIA, ESPIRITUALIDADE Print

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