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 CONTOS DO ZEN BUDISMO

18/9/2009

 

Um famoso mestre espiritual

aproximou-se do Portal principal do palácio do Rei.

Nenhum dos guardas tentou pará-lo, constrangidos,

enquanto ele entrou e dirigiu-se aonde ao Rei em pessoa

que estava solenemente sentado, em seu trono.

 

"O que vós desejais?" 

perguntou o Monarca,

imediatamente reconhecendo o visitante.

 

"Eu gostaria de um lugar para dormir aqui nesta hospedaria,"

replicou o mestre.

 

"Mas aqui não é uma hospedaria, bom homem,"

disse o Rei, divertido, "Este é o meu palácio."

 

"Posso lhe perguntar a quem pertenceu este palácio antes de vós?"

perguntou o mestre.

 

"Meu pai. Ele está morto."

 

"E a quem pertenceu antes dele?"

 

"Meu avô," disse o Rei já bastante intrigado,

"Mas ele também está morto."

 

"Sendo este um lugar onde pessoas

vivem por um curto espaço de tempo e então partem

- vós me dizeis que tal lugar NÃO É uma hospedaria?"


Impermanência


 

Na China, havia um monge Zen, chamado mestre Dori,

que, por fazer zazen empoleirado num pinheiro pára-sol,

fora alcunhado de mestre Ninho de Passarinho.

 

Um poeta muito célebre, Sakuraten,

foi visitá-lo e, ao vê-lo fazer zazen, disse-lhe:

 

"Tomai cuidado, que isso é perigoso;

podereis, um dia, cair do pinheiro!"

 

"De maneira nenhuma," respondeu mestre Dori.

"Vós é que correis perigo de um dia cair."

 

Sakuraten refletiu. 

"Com efeito, vivo dominado por paixão, é como brincar com o raio".

E perguntou ao mestre Zen:

 

"Qual é a verdadeira essência do budismo?"
Mestre Dori respondeu:

 

"Não façais nada violento,

praticai somente aquilo que é justo e equilibrado."

 

"Mas até uma criança de três anos sabe disso!"

exclamou o poeta.

 

"Sim, mas é uma coisa difícil de ser praticada

até mesmo por um velho de oitenta anos..." completou o mestre.

Verdadeira regeneração



Ryokan devotou sua vida ao estudo do Zen.

Um dia ele ouviu que seu sobrinho,

a despeito das advertências de sua família,

estava gastando seu dinheiro com uma prostituta.

 

Uma vez que o sobrinho tinha substituído Ryokan

na responsabilidade de gerenciar os proventos da família,

e os bens desta portanto corriam risco de serem dissipados,

os parentes pediram a Ryokan fazer algo.

Ryokan teve que viajar por uma longa estrada

para encontrar seu sobrinho, o qual ele não via há muitos anos.

O sobrinho ficou grato por encontrar seu tio novamente

 e o convidou a pernoitar em sua casa.

Por toda a noite Ryokan sentou em meditação.

Quando ele estava partindo na manhã seguinte

ele disse ao jovem:

"Eu devo estar ficando velho, minhas mãos tremem tanto!

Poderia me ajudar a amarrar minha sandália de palha?"

O sobrinho o ajudou devotadamente.

"Obrigado," disse Ryokan finalmente,

"você vê, a cada dia um homem se torna mais velho e frágil.

Cuide-se com atenção."

Então Ryokan partiu, jamais mencionando uma palavra sobre a cortesã

ou as reclamações de seus parentes.

 Mas, daquela manhã em diante, o esbanjamento do seu neto terminou.

 

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