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 MELINDRES E SUSCETIBILIDADES

31/7/2009

 

 Deixando de ser ofendível!
por Theresa Spyra -

Quantas e quantas vezes somos obrigados a lidar com pessoas que nos magoam, nos ofendem? No trabalho, sempre tem aquele colega pentelho com a língua afiada, prontinho pra falar algo que vai cutucar lá dentro. Às vezes temos um cliente que fala umas coisas como que pra duvidar da nossa competência, ou colocar em cheque nossa capacidade. Existe a opção de nem ligar, ou de achar que é assunto pessoal.

Sabe quando alguém ataca? Quando se sente atacado! Mesmo que na imaginação dele! Geralmente ouço: mas eu não fiz nada! O ser humano sempre faz alguma coisa. Se alguém me atacou, é porque eu estou em estado “atacável”. Se alguém me assaltou, é porque eu estou “assaltável”. Se alguém me dá um calote, é porque eu estou “calotável”. O outro é sempre um instrumento de um algo maior, que chamamos sistema. É o sistema que dá as direções do que provavelmente irá acontecer comigo. Indivíduos são meros brinquedos nas mãos do sistema. Da mesma forma, o agredido também é agressor, o assaltado também é assaltante, o caloteado também é caloteiro. E isto não significa comportamento. Quer ver? Quantas vezes agredimos alguém ao não abrirmos a boca? Quantas vezes ofendemos pela nossa ausência? Quantas vezes roubamos, se não dinheiro, pelo menos o tempo, a paciência, o humor dos outros? Também não somos nós que agimos assim: somos levados por um sistema.

Para lidar bem com aquele que ofende, é necessário percebê-lo não mais como um indivíduo, mas como um instrumento do sistema. O sistema sempre está querendo se harmonizar, entrar em equilíbrio e utiliza todos os meios para demonstrar isso. Quando alguém ofende, o sistema está dizendo: perceba onde esta ofensa atinge o que você sente, e aceite. A dor do ofendido é a mesma dor do ofensor. Os dois fazem parte do mesmo quebra-cabeça e estão sintonizados pelo sentimento de dor. Geralmente, este sentimento de dor está vinculado com a dor da rejeição, do abandono, do não ser aceito por alguém. Esta dor não precisa ser curada; precisa ser aceita. Não há culpados pela dor – simplesmente ela existe, e pronto! Quando nos cortamos com uma faca, de que adianta culpar a faca, querer quebrá-la? A faca é muito útil também, e se ela cortou, foi agente do sistema.

Tudo aquilo que atinge você, agradável e desagradável, também faz parte de você. Você só é atingível se tiver uma ligação interior, um sentimento parecido com o outro. Ao descobrir e aceitar este sentimento, você deixa de ser boneco do sistema e passa a controlar o que quer receber na vida e o que não quer. Daí, você passa a ter opções. Vai escolher permanecer “ofendível” ou não! E isto não é bárbaro?

Abraços!
theresa@nokomando.com.br

Category : SAÚDE, ENERGIA, CIÊNCIAS ALTERNATIVAS Print

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