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 ESCLARECIMENTOS SOBRE MEDIUNISMO (1ªparte)

24/2/2009

Eu sou médium!!! ...O QUE FAÇO?

Este texto é carinhosamente dirigido aos médiuns - e em particular aos novos médiuns - daquela mediunidade mais completa, conhecida e popular de todas, a chamada “incorporação mediúnica”.

Contém, de maneira deliberadamente resumida, “enxuta” e em linguagem simples e didática, informações úteis, básicas e essenciais para a sadia e lúcida compreensão dessa tão bendita mediunidade, e quando for o caso, também para tranqüilizar os novos médiuns que “não sabem o que é essa sua tão bendita mediunidade, e muito menos sabem o que fazer com ela”.

 Além disto (quem sabe?) até poderá fazer alguns lembretes úteis aos médiuns veteranos.

Francisco de Carvalho

 

Caro (a) leitor(a) - Tanto para dinamizar e tornar agradável a sua leitura quanto para facilitar a sua compreensão, este texto está no formato de perguntas e respostas especiais. Por que especiais? Porque, em primeiro lugar, dentro da liberdade que a literatura permite aos autores, as perguntas são feitas por um fictício médium que precisa e quer estudar e compreender a sua mediunidade de “incorporação”. E em segundo lugar, também dentro dessa liberdade literária, quem dá a maioria das respostas é outro fictício médium que já estudou e bem compreendeu a sua tão bendita mediunidade de “incorporação”. Bom proveito!

 

01 LEMBRETES

Somente nós, os encarnados, temos corpo físico, esse nosso mortal corpo de carne e osso. Os desencarnados, como é óbvio, não têm corpo físico, e sim outro tipo de corpo, que não vem ao caso.

O mundo dos encarnados é este nosso mundo, que chamamos de plano físico, onde vivemos e podemos atuar utilizando o nosso corpo físico. O mundo dos desencarnados é outro, que não vem ao caso.

Com raríssimas exceções, somente nós, os encarnados, podemos atuar diretamente aqui no plano físico da Terra, utilizando o nosso corpo físico para realizarmos ações concretas e visíveis a olho nu por nós próprios (as nossas ações normais do nosso cotidiano) por exemplo, andar, falar, trabalhar, praticar esportes, ouvir, sentir, etc. Pois bem! Uma dessas raríssimas exceções é justamente a mediunidade de “incorporação”...

 

02 QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO DESPERTAR DA MEDIUNIDADE DE “INCORPORAÇÃO”

 

Primeiro fato conhecido - Para “incorporar” no seu médium, o guia mediúnico atua naquele médium de maneira tal que sempre repercute no sistema nervoso neurovegetativo do corpo físico daquele médium.

 Segundo fato conhecido - No nosso corpo físico, é o nosso sistema nervoso neurovegetativo, ou sistema nervoso autônomo, que produz, mantém e gerencia o funcionamento de todos os nossos aparelhos e órgãos. Também é nesse nosso sistema nervoso que imediatamente repercutem as nossas emoções de medo, aflição, preocupação, etc.

 Portanto, considerando esses dois fatos conhecidos, podemos concluir que os sintomas clássicos do despertar da mediunidade de “incorporação” são, no cotidiano, “inexplicáveis” e súbitas alterações no funcionamento do nosso sistema nervoso neurovegetativo, por exemplo, respiração ofegante, palpitação, suor frio ou quente, etc., e/ou “inexplicáveis” angústias, ansiedades, tristezas, etc.

  Outro sintoma clássico do despertar da mediunidade de “incorporação”, muito conhecido nos centros espíritas, normalmente ocorre quando e enquanto o novo médium toma passes magnéticos e principalmente mediúnicos: Ele tem momentos de semiconsciência e/ou a sua cabeça e/ou todo o seu corpo físico fica balançando.

Observação - Como é evidente, logo após a mediunidade de “incorporação” ter se desenvolvido satisfatoriamente, todos aqueles desagradáveis sintomas desaparecem.

 

03 EU SOU MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”. MAS... O QUE É ISTO?

No caso específico dessa minha mediunidade, eu sou médium de “incorporação” porque eu sou dotado da seguinte capacidade extra-física:

Em determinados momentos e sob determinadas circunstâncias, determinados desencarnados podem utilizar todo o meu corpo físico - “por empréstimo” - para eles realizarem palestras, darem passes mediúnicos, fazerem consultas espirituais, etc

Em outras palavras - Eu sou médium de “incorporação” porque determinados desencarnados podem “tomar emprestado” o meu corpo físico para eles atuarem aqui nesse nosso mundo físico e executarem, através do meu corpo físico, determinadas ações concretas e visíveis a olho nu.

 

04 PORQUE A PALAVRA “INCORPORAÇÃO” ESTÁ ENTRE ASPAS?

 

Porque, ao pé da letra, nessa minha mediunidade o desencarnado não me incorpora, ou seja, ele não entra no meu corpo físico, e sim ele se liga ao meu corpo físico para assim poder utilizá-lo “por empréstimo”.

Mas, é verdade, para fazer essa indispensável ligação com o meu corpo físico, o desencarnado precisa ficar bem perto do meu corpo físico, normalmente próximo das minhas costas. 

 

05 POR QUE ESSA MINHA MEDIUNIDADE É UMA CAPACIDADE EXTRAFÍSICA?

             Tudo aquilo que eu mesmo faço ou percebo com o meu próprio corpo físico, são minhas capacidades físicas, ou capacidades do meu corpo físico. Os exemplos, como já vimos, são andar, gesticular, falar, ouvir, pensar, ter sentimentos, etc., ou seja, realizar todas as nossas ações cotidianas, corriqueiras ou não.

No caso da minha mediunidade de incorporação, quem usa - “por empréstimo” - o meu corpo é um desencarnado, portanto, essa minha mediunidade é uma minha capacidade extra-física porque é uma capacidade que está além das capacidades do meu corpo físico.

Observação - Sem nenhuma exceção, todas as mediunidades são capacidades extra-físicas porque não são capacidades do corpo físico.

 

06 TODO MUNDO É MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”?

            Não! Embora todo mundo seja médium de determinadas mediunidades - e embora essa minha mediunidade seja, pelo menos aqui no Brasil, a mais comum, freqüente, conhecida e popular - nem todas as pessoas são médiuns de “incorporação”.

            Em outras palavras - Nem todos os encarnados têm a capacidade extrafísica que eu tenho de poder “emprestar” o meu corpo físico a desencarnados para eles agirem aqui no mundo físico, ou seja, aqui neste nosso mundo dos encarnados.

 

            07  POR QUE EU TENHO MEDIUNIDADE DE “INCORPORAÇÃO”?

            Porque, antes de eu encarnar nesta minha atual vida física, o meu pedido para nascer médium de “incorporação” foi aceito e, conseqüentemente, eu me comprometi a bem cumprir o meu Mandato Mediúnico.

 

            08 MEU PEDIDO??? MAS... EU NÃO PEDI PARA NASCER MÉDIUM DE “INCORPORAÇÃO”!

            É verdade, eu não pedi! Eu implorei! Eu roguei! Eu supliquei aos meus mentores e amigos espirituais para eu nascer (como nasci) médium de “incorporação”.

 

            09 POR QUE EU FIZ ISTO?

            Porque eu já sabia que, se aquele meu pedido fosse aceito (como foi) eu nasceria médium de “incorporação” (como nasci) e assim, se eu bem cumprir o meu Mandato Mediúnico, o meu prêmio será grande, muito grande! Enorme!

 

            10 QUE ENORME PRÊMIO É ESTE?

            Na realidade são (ou poderão ser) dois magníficos prêmios. O primeiro é a minha profunda satisfação espiritual resultante dos meus bons serviços prestados aos meus próximos através dessa minha mediunidade de “incorporação”. O segundo poderá ser a minha premiação com a chamada “pena cármica alternativa”.

Em palavras mais claras - Uma parte dos meus grandes (ou enormes) débitos cármicos atuais - que normalmente me causariam enormes e longos sofrimentos - poderão ser trocados pelo meu exercício gratuito, em benefício da comunidade, dessa minha mediunidade de “incorporação”.  

Observação - A própria justiça terrena utiliza essa chamada “pena alternativa”, trocando anos de cadeia por serviços gratuitos prestados à comunidade.

 

            11 QUE MARAVILHAS ESSES PRÊMIOS! NÃO SÃO?

 Depende! Sempre depende do meu livre-arbítrio, haja vista que, neste caso, eu sempre tenho três opções:

Primeira opção (excelente) - Se eu bem cumprir esse meu Mandato Mediúnico - ou seja, se eu exercer essa minha bendita mediunidade de “incorporação” com boa vontade, amor, fraternidade, solidariedade, dedicação, responsabilidade, alegria, etc. - será ótimo para mim porque, além da minha profunda satisfação pessoal de eu bem servir aos meus próximos, eu serei beneficiado com a quitação de uma significativa parcela dos meus débitos cármicos, de maneira proporcional ao bem que eu tiver causado aos meus próximos através dessa minha tão bendita mediunidade de “incorporação”.

 Segunda opção (ruim) - Se eu mal cumprir esse meu Mandato Mediúnico - ou seja, se eu exercer essa minha bendita mediunidade de “incorporação” sem boa vontade, sem amor, sem fraternidade, sem solidariedade, sem dedicação, sem responsabilidade, sem alegria, etc. - será ruim para mim porque, em primeiro lugar, eu não terei aquela satisfação íntima, em segundo lugar, apenas uma pequenina parcela dos meus débitos cármicos serão quitados, e em terceiro lugar, eu terei contraído novos débitos cármicos conseqüentes daquela minha má maneira de exercer a minha tão bendita mediunidade de “incorporação”.

 Terceira opção (péssima) - Se eu não cumprir esse meu Mandato Mediúnico - ou seja, se eu firmemente me recusar a exercer essa minha tão bendita mediunidade de “incorporação” - além de, obviamente, eu não ter nenhuma satisfação íntima e não receber quitação de nenhum débito cármico, eu terei aumentado muito os meus débitos cármicos, como conseqüências daquela fragorosa derrota do meu Mandato Mediúnico.

 Observação - As conseqüências do mau exercício mediúnico, e mais ainda da recusa do médium em exercer a sua mediunidade, são ainda maiores porque cada Mandato Mediúnico é um elo de uma corrente de trabalho espiritual que compreende as correspondentes equipes de guias mediúnicos. Em outras palavras, esse parcial ou total fracasso mediúnico implica em graves e sérios prejuízos ao trabalho do bem aqui na Terra.  

           

          12 ENTÃO... O MEU MANDATO MEDIÚNICO É...

   Em resumo, o meu Mandato Mediúnico é simplesmente eu bem exercer, da melhor maneira possível, essa minha bendita mediunidade de “incorporação”.

Em outras palavras - O meu Mandato Mediúnico consiste em eu exercer essa minha mediunidade de “incorporação” sempre gratuitamente e sempre com boa vontade, amor, fraternidade, solidariedade, dedicação, responsabilidade, alegria, etc.

Adiante veremos mais detalhes.

   13 E COMO FICAM OS MEUS COMPROMISSOS MATERIAIS?

            Somente os espíritos superiores que nasceram médiuns de “incorporação” (por exemplo, o saudoso e querido Chico Xavier) estão dispensados, dentro do possível, das obrigações materiais como emprego, família, etc. Nós, espíritos ainda no início da nossa evolução, precisamos bem cumprir todas essas nossas obrigações materiais.

  Portanto, o exercício da minha mediunidade de “incorporação” será feito apenas nas minhas horas vagas, ou seja, naqueles momentos permitidos pelas minhas obrigações profissionais, familiares, sociais, etc.

 Observação - É lógico que, caso a caso, essas horas vagas variam muito, inclusive considerando o necessário lazer. Mas, em todos os casos, o bom médium sempre se empenha para utilizar o máximo possível das suas horas vagas para exercer a sua mediunidade de “incorporação”.

 (continua) 

Category : HISTÓRIA, FILOSOFIA, TRADIÇÃO, MITOLOGIA Print

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