"> NINGUÉM É I - ASTROLOGIA CÁRMICA | Bloguez.com - Bloguez.com
 

 NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL...

17/2/2009

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL, MAS, TODOS SÃO ÚNICOS E ESPECIAIS

 Na sala de reunião de uma multinacional, o palestrante nervoso fala com sua
 equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e olhando nos
 olhos de cada um, ameaça:
"ninguém é insubstituível".
A frase parece
 ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

 Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.        Ninguém ousa falar nada.

 De repente um braço se levanta, e o palestrante se prepara para triturar o atrevido:
 

- Alguma pergunta?
 
- Tenho sim. E o Beethoven?
 
- Como? - pergunta, confuso.
 
 - O senhor disse que ninguém é insubstituível, e quem substitui Beethoven?
 
 Silêncio geral.
 
 Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço
 e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal, as empresas falam
 em descobrir talentos, reter talentos, mas no fundo continuam achando
 que os profissionais são peças dentro da organização, e que quando
 sai um é só encontrar outro para colocar  no lugar.
 
 Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank
 Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont?
 Monteiro Lobato? John Kennedy? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge
 Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?
 
 Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostavam e o que
 sabiam fazer bem - ou seja - fizeram seu talento brilhar. E, portanto,
 sim
, “são e foram insubstituíveis”.


 Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento será direcionado
 para alguma coisa especial. Está na hora dos líderes das organizações reverem
 seus conceitos, e começarem a pensar em como desenvolver o talento das
 equipes, estimulando o brilho de seus pontos fortes.

 Ninguém lembra, e nem quer saber, se Beethoven era surdo, se Picasso
 era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis
 paranóico. O que queremos é sentir o prazer produzido pelas suas
 sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias
 inesquecíveis, resultado de seus talentos próprios específicos.
 
 Cabe aos líderes das organizações mudarem o olhar sobre a equipe e
 voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.
 Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso coletivo.
 
 Se você ainda está focado em "melhorar as fraquezas" de sua equipe,
 corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por
 ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola,
 Beethoven por ser surdo e Gisele Bundchen por ter nariz grande.
 
 E na sua gestão medíocre, o mundo teria perdido todos esses MAGOS.


Celia Spangher

 

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