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 O ESTADO DA ALMA PÓS MORTE FÍSICA - Wayne Grudem

23/5/2011


O que acontece à alma após a morte?

Wayne Grudem escreve, em “Teologia Sistemática”, que as Escrituras deixam bem claro que, realmente, temos uma alma distinta do corpo físico, que não só pode funcionar com relativa independência dos nossos processos mentais, mas também, quando morremos, é capaz de continuar agindo e relacionando-se, fora do corpo, com Deus.

Há, todavia, correntes religiosas como as Testemunhas de Jeová e os Adventistas do Sétimo Dia que são contrárias a esta doutrina bíblica. Para elas, após a morte, a alma entra num estado de sono, de total inconsciência, assim permanecendo até o dia do Juízo Final. Sustentam-se em alguns trechos das Escrituras que falam que os mortos nada sabem, não têm lembranças, dormem no Senhor, etc.

É preciso examinar diversas outras passagens das Escrituras que, mesmo sem dizer em letras garrafais, indicam que há vida consciente após a morte. Os trechos citados pelas Testemunhas de Jeová e pelos Adventistas do Sétimo Dia também não dizem, de forma categórica e clara, que a alma do que morre está dormindo; dizem apenas que alguém ( não sua alma ) dorme no Senhor. Faz-se necessário, pois, um exame cuidadoso das Escrituras para tirarmos conclusões. Na Bíblia também não encontramos a palavra TRINDADE, mas nela estão presentes, de forma clara, as evidências da existência da Trindade, de sua manifestação e atuação na vida da igreja de Cristo e no mundo. Da mesma forma ocorre com a consciência da alma após a morte.

A alma é a parte imaterial no homem, que não tem necessidades físicas como comer, beber, descansar, dormir, etc. Tais coisas são próprias da matéria. Quando a Bíblia diz, por exemplo, “minha alma repousará no Senhor”, isto não significa que a alma estará cansada, mas que se deleitará no gozo da comunhão com Deus.

A Bíblia fala, diversas vezes, no estado de morte como “dormir” ou “adormecer” (Mateus 9:24, Mateus 27-52; João 11:11; Atos 7:60, Atos 13;36, etc). Outros textos parecem ensinar que os mortos não estão conscientes (Salmo 6:5, Salmo 115-17, Eclesiastes 9:10, Isaías 38:19). Lemos, por exemplo, em Eclesiastes 9:5, que “...porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, e a sua memória ficou entregue no esquecimento”. Textos com o mesmo sentido que este não autorizam ninguém a formular doutrina sobre o sono da alma, até porque o livro de Eclesiastes é o relato de reflexões a respeito das coisas debaixo do sol. Quando Salomão diz que o que ocorre ao homem isso também sucede ao animal, e que ambos vão para o mesmo lugar na sua morte (Eclesiastes 3:19-21), não contradiz a doutrina bíblica da sobrevivência da alma. O texto não faz menção à palavra “sono”, e se refere apenas à morte física, que é comum tanto a homens como aos animais; não se refere ao além.

Mas, diz Wayne Grudem (Teologia Sistemática), “quando as Escrituras falam da morte como “dormir” trata-se apenas de uma metáfora usada para indicar que a morte é apenas temporária para os cristãos, como é temporário o sono” (sic). Quando Jesus disse: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (João 11:11), ele não quis dizer que a alma de Lázaro havia adormecido, mas apenas que Lázaro adormecera. O evangelista João prossegue explicando que Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro, mas que eles supunham que Jesus tivesse falado do repouso do sono, e que Jesus então lhes disse claramente: Lázaro morreu. Se não havia consciência na alma de Lázaro, morto há quatro dias, quem ouviu a voz de comando de Jesus ao dizer: “Lázaro, vem para fora!” (João 11:43)? Da mesma forma, no caso da morte da filha de Jairo, quem foi que ouviu a voz de Jesus: “Menina, levanta-te”! (Lucas 8:54)?

Consideremos os seguintes textos bíblicos que evidenciam a existência de vida consciente após a morte, e não o sono da alma:

Filipenses 1:23: “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne”. – Observemos que o desejo do apóstolo era o de partir e estar com Cristo. A esperança de Paulo não era morrer, adormecer e aguardar o dia da ressurreição, mas de estar com Jesus, após o momento em que deixasse o corpo material (morte). O verbo “estar”, usado logo após o verbo “partir” , denota um ato imediatamente subseqüente à partida do apóstolo. Em 2 Coríntios 5:8 Paulo repete esse desejo, quando diz: “...preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor”. Estar com Cristo, habitar com o Senhor, são expressões que não deixam dúvidas de que, após a morte, estaremos, de imediato, na presença de Deus, sem dormir qualquer espécie de sono.

1 Tessalonicenses 4:13-14: “Não queremos, porém, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem”. – Ora, se as almas dos que morreram em Cristo não estão no céu, como trará ele em sua companhia os que “dormem”? Claro está que suas almas virão com ele, e aqui receberão seus corpos transformados, subindo com o Senhor para a glória.

Lucas 23:39-43: “Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. - Jesus não disse àquele homem que ele iria adormecer num sono profundo e que seria despertado num futuro distante para entrar na presença de Deus. Também não disse que primeiro ele iria pagar por seus pecados num purgatório ou que iria ter que reencarnar muitas vezes para evoluir até à perfeição. Não. Ele disse: HOJE estarás comigo no Paraíso. Jesus falou de modo muito claro, sem deixar margem para qualquer dúvida.

Mateus 17:1-4: Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas: uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias”. – Se após a morte não há vida consciente, desde Adão até os nossos dias, se a alma “dorme”, como pensam alguns, como explicar as presenças de Elias e Moisés conversando com Jesus?! Aquilo foi real, não foi uma projeção holográfica das figuras de Elias e de Moisés, até porque, tendo vivido, ambos, séculos antes de Pedro, de Tiago e de João, espiritualmente foram reconhecidos pelos discípulos.

Lucas 16:22-25: “Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos”. – Temos, aqui, uma prova clara, cristalina, inequívoca, da consciência da alma após a morte. Há um diálogo entre Abraão, morto há dezenas de séculos, e Lázaro, morto muito tempo depois. Mas é apenas uma parábola, dirão os que defendem o sono da alma. Sim, é uma parábola, contada por Jesus. Mas as parábolas representam verdade, e não fantasias. Elas nos transmitem ensinamentos, delas são extraídas doutrinas. Jesus não iria falar de uma parábola para nos ensinar sobre o que não existe. Dessa parábola aprendemos, entre outras coisas, o que se segue:

1) Lázaro, ao morrer, teve sua alma levada pelos anjos para o seio de Abraão, não para dormir, mas para ser consolada. Não se consola quem está dormindo.
2) O rico se encontrava em tormentos no inferno. Se a alma do rico estivesse dormindo, não teria consciência do tormento; não haveria diálogo com Abraão.
3) O rico, em consciência, ainda mantinha o ar de superioridade e enxergava Lázaro como um serviçal, querendo que Abraão o mandasse molhar a ponta de seu dedo e refrescar sua língua.
4) O rico tinha consciência de que seus cinco irmãos precisavam ser avisados da realidade espiritual tormentosa em que se encontrava, para que também não fossem para lá.
5) O rico se lembrava do nome do mendigo (Lázaro).
Esse diálogo constante da parábola contada por Jesus seria impossível, se as almas dormissem após a morte e não houvesse vida consciente no além. Disse Jesus: E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos e sim de vivos” (Mateus 22:31-32 – o destaque em negrito é nosso).

Apocalipse 6:9-11: “Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram”. – Esta passagem, nada obstante estar num livro profético, com alguma linguagem figurativa, demonstra atividade consciente de almas que clamavam ao Senhor. Alma que dorme não tem consciência do que se passava na terra; alma que dorme não recebe vestidura branca ou fala com Deus.

Apocalipse 7:9-10: “Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. – Temos aqui outra passagem, bastante clara, da existência de consciência na alma após a morte. Uma multidão de almas, ou espíritos, de todos os recantos da terra, de pé, entoava louvores e adorava a Deus e ao Cordeiro. Quem dorme não ora, não adora, não louva.

Jesus orou ao Pai assim, em João 17:25-26: “Pai, a minha vontade é que onde estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo”.

Jesus nos deseja junto a Ele, mas não dormindo, para que possamos contemplar a sua glória.

Publicado por Sonia Gomes

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