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 A TRADIÇÃO DAS DEUSAS E SACERDOTIZAS...

15/5/2011

 

deusas

 

Nos contos do Mabinogion e no Ciclo Irlandês, podemos observar a busca pelas Deusas de Avalon e suas múltiplas facetas, invocadas na imagem de rainhas, sacerdotisas, Deusas... Mulheres que normalmente desempenhavam um papel importante nas terras célticas, qualificadas nos dons da cura e da soberania, tanto na criação como na transformação. Elas foram conhecidas como as mantenedoras dos mistérios divinos.

 

As Deusas que possuem uma forte ligação com a Ilha Sagrada de Avalon, são as Deusas irlandesas: Dana, Brighid e Morrighan. Além das Deusas galesas, conhecidas como as guardiãs dos mistérios: Arianrhod, Blodeuwedd, Branwen, Cerridwen e Rhiannon.

 

Dana - Deusa Mãe da Irlanda

"Filhos da Deusa irlandesa Dana ou Danann, representa o clã da unidade familiar."

Deusa da fertilidade, da vida e da abundância. Dana ou Danu era a Deusa-mãe da tribo dos Tuatha Dé Danann, povos da Deusa ou tribos de Dana. Seu nome significa "Conhecimento", alguns estudiosos acreditam que Dana e Ana sejam a mesma divindade.

Os membros da tribo que permaneceram na Irlanda formaram os "Daoine Sídhe", que literalmente significa "Povo das fadas". Habitantes do Sídhe ou colinas sagradas, os povos do Outro Mundo ou Avalon, a Ilha da Eterna Juventude (Tir na nÓg), conhecidos também como "Os que sempre vivem", pois guardavam o segredo da imortalidade.

 

Brighid - Deusa amada por todos

"Bride tem um pomar, doce jardim do outro lado da montanha
Maçãs crescem nas árvores e são colhidas duas vezes por ano
As abelhas fazem mel que levam para todas as direções cardeais
Aspergindo doçura sobre todas as estradas do meu amor."

A Senhora da inspiração poética (o imbas ou awen sagrado), da cura e da fertilidade. Brighid é a Deusa da forja, da arte, da poesia e da cura, além de ter uma forte ligação com os bardos e os xamãs. Brighid também é a Deusa do fogo sagrado, a centelha da vida, que até os dias de hoje conserva-se o costume do fogo perpétuo, mantido no seu templo, que fica na província de Leinste, leste da Irlanda.

Nos mitos arthurianos, a espada que simboliza Arthur é Excalibur, forjada por mulheres em Avalon, na Ilha das Maçãs. Brighid também tinha um pomar mágico de maçãs, na qual as abelhas viajavam para obter seu néctar abençoado. Filha de Dagda é associada à Imbolc e as águas doces de poços ou fontes, que ficavam próximos às colinas feéricas, além de ser considerada à guardiã dos poços sagrados.

 

Morrighan - A Grande Rainha

"Morrigan, a filha de Ernmas, prosseguiu para anunciar a batalha e a grande vitória."

Deusa da guerra e do amor físico, Morrighan, em gaélico irlandês é Mhór Ríoghain, a Grande Rainha, patrona dos campos de batalha. Senhora Suprema da Guerra, possuía uma forma mutável e o poder mágico de predizer o futuro. Os mitos nos dizem que ela faz parte da tribo dos Tuatha Dé Danann.

Morrighan se envolve com o herói celta CuChulainn, no ciclo de Ulster, em "O Roubo do Gado de Regamna". Cuchulainn encontra Morrighan dirigindo uma novilha em seu território, não reconhece a Deusa e dirige-lhe vários insultos, enigmaticamente, ela diz: "Eu guardo a sua morte."

Outra referência são os mitos arthurianos, na batalha final de Camelan, Arthur é retirado dos campos de guerra por Morgan Le Fay, fazendo uma alusão à Deusa Morrighan, quando ele, finalmente, é levado para Avalon.

 

Arianrhod - A Roda de Prata

"Arianrhod de aspecto louvável é a madrugada da serenidade."

Arianrhod, a virgem que dá a luz aos filhos Lleu e Dylan, depois de passar num teste de magia feito pelo seu tio, Math. Filha de Dôn e Belenos, irmã de Gwydion, é a Deusa da terra e da fertilidade, na tradição galesa. Senhora do renascimento em Avalon, associada à constelação Corona Borealis, seu nome literalmente significa "Roda Prateada" e sua morada nas estrelas é conhecida como a espiral da vida.

Seu castelo estelar também é chamado “Caer Arianrhod”, sendo considerada a guardiã da torre de vidro entre os mundos. Arianrhod é a representação da Mãe que é sempre virgem, pura. Aquela que dá à luz, mas que não pertence a nenhum homem.

 

Blodeuwedd - Deusa do Amanhecer

"Nove poderes de nove flores,
Nove poderes em mim combinados;
Nove botões de plantas e árvores...
Longos e brancos são meus dedos,
Como a nona onda do mar."

Blodeuwedd é reverenciada em Avalon como a Deusa dos novos começos e da capacidade de renovação. Sua história pode ser encontrada no trecho do Mabinogion chamado de Math, filho de Mathonwy, que foi feita a partir de nove tipos de flores silvestres, por Math e Gwydion, para ser a esposa de Lleu (filho de Arianrhod), que depois foi transformada em coruja por causa da sua traição contra o marido.

Existem muito mais nessa história do que os olhos podem perceber... O nome Blodeuwedd significa "Rosto de Flor", representada muitas vezes, como um lírio branco. Deusa do amanhecer nos mitos galeses é associação à coruja e aos mistérios de Avalon.

 

Branwen - A filha de Llyr

"Ela foi uma das três matriarcais da ilha, a mulher mais bela do mundo!"

A Deusa Branwen é a personificação da soberania e a representação suprema de Avalon. Há um capítulo inteiro do Mabinogion que carrega seu nome - Branwen, a filha de Llyr. O Corvo Branco e irmã de Bran, o Abençoado. Tornou-se Rainha da Irlanda e posteriormente, foi extremamente maltratada por seu marido, ao insultar o povo irlandês.

Branwen foi obrigada a trabalhar como copeira e da sua cozinha-prisão, treinou um estorninho para levar mensagens de volta ao País de Gales, descrevendo sua situação e pedindo ajuda. Bran liderou uma expedição para resgatá-la, mas foi ferido mortalmente e Branwen morreu de tristeza ao saber. Branwen é a Deusa galesa do amor e da justiça.

 

Cerridwen - A Senhora do Caldeirão

"Eu obtive minha Inspiração do caldeirão de Cerridwen."

Nos contos de “Hanes Taliesin”, Cerridwen é reverenciada em Avalon como uma sábia anciã. É a Deusa galesa da transformação, cujo o caldeirão adentramos para renascer. O caldeirão é um dos principais símbolos de Cerridwen, associado à fertilidade, a regeneração e ao renascimento.

O Bardo Taliesin, Druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara-se um grande mago, após tomar algumas gotas de uma poderosa poção que Cerridwen preparava para o seu filho, Avagddu, no Caldeirão da Inspiração.

O caldeirão também é uma analogia ao Graal, que pode curar todos os males, reviver os mortos e curar os enfermos. Cerridwen vive ao lado de um lago, em Avalon, sendo a detentora do Caldeirão da vida e da morte.

 

Rhiannon - A protetora dos cavalos

"E os pássaros de Rhiannon...
Cantavam para Ela lá no Outro Mundo,
Trazendo-lhe muitas alegrias."

Rhiannon é representada pela égua branca, a rainha galesa do Outro Mundo, cujos pássaros poderiam confortar as almas sofredoras. É a Deusa dos encantamentos e da fertilidade, equivalente à Macha, na mitologia irlandesa e Epona, na mitologia galesa. Rhiannon teve seu filho roubado logo que ele nasceu e foi acusada, injustamente, por sua morte, descrito nos contos do Mabinogion em Pwyll, o Príncipe de Dyfed.

Sua poderosa presença é evocada em Avalon, por sua personalidade única e de origem misteriosa. É a Rainha soberana, que transmite todo seu poder através das suas palavras, inspirando-nos à sabedoria e a paciência. Que assim seja!

 

Referência bibliográfica: BELLINGHAM, David - Introdução à Mitologia Céltica - Lisboa: Ed. Estampa, 1999.GUEST, Lady Charlotte - The Mabinogion - Ed. Kinkley, 1887.
MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
MONAGHAN, Patricia - The Encyclopedia of Celtic Mythology and Folklore - Facts On File: New York, 2004.
SQUIRE, Charles - Mitos e Lendas Celtas - Ed. Nova Era, 2003.

Postado por Sonia Gomes (www.portaldosanjos.ning.com)

 

 

SAUDAÇÃO A TODAS AS DEUSAS 

Eu sou a Deusa dos mil nomes,
Do poder infinito e dos múltiplos dons,
Manifestados na diversidade das minhas faces,
Honradas e veneradas ao longo dos milênios.

Eu sou Gaia, a Mãe Terra da antiga Grécia,
Coloquei a ordem na vastidão do caos,
Criando o universo no ritmo da minha pulsação.

Eu sou Ísis, a Deusa egípcia,
Ofereço a cura e a transformação,
Para quem as procura,
Pois tenho o poder de plasmar um novo mundo.

Eu sou Cerridwen dos Celtas,
No meu Caldeirão mágico guardo o alimento da alma,
A fonte inesgotável de sabedoria e inspiração,
Quanto mais eu dou, mais eu recebo.

Eu sou Atena da Grécia,
Conhecida por minha sabedoria
Como meu totem - a Coruja
Ouço e vejo tudo o que se passa ao meu redor
Sou forte como o Carvalho,
Ou pacificadora como a Oliveira.

Eu sou Diana, a Deusa Lunar Romana,
Protetora das mulheres e das crianças,
Guardiã das florestas e dos animais,
Acerto as flechas no alvo dos meus desejos.

Eu sou Bast, a Deusa Gato do Egito,
Graciosa, sinuosa, brincalhona e afetuosa,
Irradio o calor e a luz do glorioso Sol.

Eu sou Freya, a bem amada Deusa Nórdica,

Sobrevoando o mundo, canto alegremente,
Celebrando os laços entre amigos e amantes,

Eu sou Hécate, a Tríplice Deusa grega,
Guardiã da noite e das encruzilhadas,
Escolho o caminho que eu quero trilhar,
Permeando a razão com o brilho da intuição.

Eu sou Ereshkigal da Assíria e Babilônia,
A Rainha do mundo subterrâneo,
Para crescer, desfaço-me da velha pele,
Sou detentora do profundo poder da renovação.

Eu sou Kwan Yin, a Deusa chinesa da compaixão,
Ouço e consolo as dores do mundo,
Protegendo as mães e seus filhos,
Ensinando a magia da mutação.

Eu sou Maat do Egito,
Verdade, justiça e lei são regras do
Meu universo, estabeleço a harmonia
Com meu poder divino.

Eu sou Rhiannon, a Deusa galesa equina,
Viajo livre, serena e segura no mundo,
Com minha voz melodiosa,
Acordo os mortos e adormeço os vivos.

Eu sou Sedna dos esquimós,
Conheça-me e honre-me através dos animais,
Ursos, baleias, focas e peixes,
Todas as criaturas da terra e do mar,
São parte de mim e têm o direito de viver.

Eu sou Is-Is, a Deusa Criadora
Incumbência recebida da Fonte Primordial.
Acolha-me em seu coração que lhe
Levarei de volta a casa do Pai Celestial

Abençoadas sejam todas as Deusas em mim!


(formatação e fusão de imagens por Corujinha do Vale e reedição Edméia Hirata)

Category : HISTÓRIA, FILOSOFIA, TRADIÇÃO, MITOLOGIA Print

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