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 O APOCALIPSE, por Sri Aurobindo (1ªparte)

4/1/2011

 

Bem amados Irmãos, permitam-me transmitir-lhes o Amor e as saudações de nosso Mestre de todos, a Divina Luz.

 

Minha manifestação tornou-se possível, pela primeira vez desde minha transição, em minha última estada Terrestre.

 

Pela graça dos sete Raios, dos sete Arcanjos, se o permitem, Bem amados Mestres da Luz, gostaria de fazer um bem pequeno retorno, nesse ciclo, a fim de lhes dar alguns elementos importantes quanto ao que vocês são e ao que vocês fazem, mesmo nesse mundo.

 

Eu fui, há muito tempo, aquele que foi nomeado pelo Mestre Bem Amado Cristo, o Discípulo Bem amado São João, o Evangelista.

 

Eu sou o que redigiu, no isolamento o mais completo, na Luz Primordial, um escrito que a maior parte da humanidade leu.

 

Eu reproduzi fielmente o que o Mestre me deu.

Eu lhes digo isso porque há uma relação com o que eu fui quando de minha última passagem nesta Terra, assim como há um laço, uma ligação com minha linhagem e minha origem estelar.

 

Eu não venho entre vocês para me manifestar de maneira habitual, mas de maneira excepcional.

 

Eu fui João, o Discípulo Bem Amado, e eu fui aquele que foi nomeado, em sua última encarnação, Sri Aurobindo.

 

Eu sou aquele que transcreveu o mais fielmente possível a história a vir, que vocês vivem agora.

 

Fui aquele que descreveu, o melhor que eu pude, e independentemente de qualquer estrutura religiosa, o retorno da Luz.

 

Descrevi as manifestações, os meios, os princípios.

 

O retorno da Luz é agora.

O sacrifício inicial do Mestre Bem Amado permitiu semear o que ia retornar hoje.

 

Como de hábito, o homem encobriu e desviou a mensagem, não a minha (que é certamente o único Evangelho que está conforme o desejo do Mestre), não no que eu vivi em minha última encarnação, na qual tentei descrever, por antecipação, o que seria a irrupção, em sua humanidade, da Luz.

 

Quando escrevi a Revelação “O Apocalipse de São João”, descrevi, realmente, o que via ao nível dos mundos da Luz, relativamente a esta Terra.

 

Em minha última vida eu vivi, em minha carne, o retorno da Luz.

Então, vim, hoje, explicar-lhes, pelas palavras e pelas Vibrações, o que está em seu caminho para realizar e para percorrer nesses tempos tão particulares.

 

Farei, se querem, idas e vindas entre o que escrevi, há muito tempo, e o que vivi recentemente.

Assim, vocês terão a visão do ponto de vista interior, a visão do ponto de vista exterior, as duas faces de uma mesma peça.

 

A Vibração correspondente a isso se irradia em seu seio, nas colocações de minhas Palavras.

 

Assim, para além das palavras, a Vibração da Luz penetrará em vocês, tal como uma fulgurância, tal como um despertar, assim como o revivi quando de minha última vida.

 

No início era o Verbo e o Verbo era o Pai e o Verbo era Elohim.

O Verbo é Vibração.

O Verbo é Luz.

O Verbo é Criação.

O Verbo é sementeira da Luz.

 

Nesta dimensão, nesta densidade, o Verbo se fez carne.

O Verbo se fez carne para a Promessa de seu Retorno, não mais em uma carne, mas na totalidade da carne, na humanidade, em sua totalidade.

 

A Luz brilha nas Trevas e as Trevas não a reconheceram.

As Trevas é o mental.

A Luz é o supramental.

 

Entre os dois, uma franja de interferências, uma barreira intransponível, porque a morte de um é a ressurreição do outro e a morte do outro é a encarnação do um.

 

Esta franja é o lugar de um combate.

Esse combate não pode ser ganho por vocês mesmos, porque vocês estão nas Trevas.

 

Estando nas Trevas, vocês devem fazer um esforço, fornecer uma aspiração à Luz, sem vê-la, sem senti-la, sem Vibrá-la.

Esta aspiração, que está inscrita em toda alma que percorre os caminhos da encarnação, é a promessa e o juramento de seu retorno, ela não é o retorno.

 

Entre o mundo das Trevas e o mundo da Luz se instalam as muralhas.

Essas muralhas, que lhes obstruem literalmente a Luz e os escurecem, têm múltiplos nomes.

 

A avidez, a separação, as crenças, as experiências passadas, os apegos, entre outros, todos esses elementos constituem o obstáculo para sua aspiração.

 

Então, quando o ser humano chega, de uma maneira ou de outra, pela respiração, pela meditação, pelo canto, pela oração, a fazer calar tudo o que pertence a esta barreira, então, a aspiração pode se manifestar e, nesta aspiração, é vislumbrada a Luz.

 

Quando de minha última vida, como quando fui São João, assim como vocês o denominaram, fui capaz de cruzar esta barreira, por minha aspiração e pela mão do Mestre, que literalmente içou-me ao seu Reino.

 

Quando Ele disse em sua vida: «meu Reino não é desse mundo», queria atrair sua consciência sobre o fato inegável de que seu Reino, de vocês, tampouco é desse mundo e, no entanto, quantos de vocês o fizeram seu Reino e ali projetaram, nesta ilusão e nesse mundo de Trevas, ilusões de um mundo melhor, ilusões de um mundo aonde a Luz viria apagar as Trevas.

 

A maior parte das falsificações da Sombra e da continuação da Sombra foi fazê-los crer que vocês podiam transformar esse mundo em um mundo de Luz.

 

Esse mundo de Trevas é um mundo de experiências, cujo único objetivo é desenvolver em vocês a aspiração e nada mais.

 

O Mestre disse «vocês estão sobre esse mundo, mas vocês não são desse mundo».

Aí está um ensinamento essencial.

 

Em minha última vida, fui aspirado e vi a Luz e vibrei na Luz.

Hoje, por seu mundo, muito numerosos seres humanos viveram, de uma maneira ou de outra, esse contato com a Luz.

A partir daquele dia, a vida deles jamais foi a mesma.

 

Os apoios das Trevas tudo fizeram para acentuar esta franja que separa as Trevas da Luz.

Esta franja de interferências é alimentada e reforçada pelo medo e fizeram de vocês seres de medo, seres de culpas, vocês, que eram seres de pura Luz e que sacrificaram esta Luz para iluminar as Trevas e, sobretudo, para, um dia, dissolver literalmente esta franja de interferência, esta ruptura dimensional entre as Trevas e a Luz.

 

Hoje, vocês chegaram a esta época de que falei na Revelação.

Hoje, assim como o dizem os Arcanjos, vocês são os Portadores e os Transmissores de Luz mesmo nas Trevas.

 

Cultivando a Alegria, o medo se dissolve.

Para nada serve mostrar a Sombra e as Trevas, senão vocês as reforçam, vocês as tornam Mestres.

 

O Reino dos Céus, o Reino da Luz, para além desta franja de interferência, é um mundo de felicidade, de paz e, sobretudo, de Alegria.

 

O medo é o cimento das Trevas nas quais vocês vivem.

 

Procurando o Reino dos Céus, procurando a abertura, vocês iniciam a dissolução do medo, em vocês e no mundo.

 

A vibração que separou os mundos Angélicos e os mundos de Trevas é unicamente o medo.

O medo é queda, a Alegria é elevação.

 

Tudo o que concorre para o medo aumenta a franja de interferência e os afasta, como indivíduos, da Luz.

 

O lugar onde se resolve o medo, o lugar onde se encontra a passagem para a Luz é sua garganta, aí onde passa o sopro, aí onde toma forma o Verbo e o pensamento.

Neste espaço se resolve a lei de atração, de ação/reação.

Ela se resolve na resolução e Graça.

 

Assim, o Mestre Bem Amado dizia: «Ninguém pode penetrar o Reino dos Céus se não voltar a ser como uma criança», uma criança é a que não tem passado, nem futuro, é pura porque está no instante e na Verdade.

 

Vocês mesmos devem abandonar a idéia de que vocês são o resultado de seu passado, para penetrar na eternidade do instante, a fim de viver a aspiração última que lhes permitirá cruzar a franja de interferência construída por seus próprios medos e os medos de seus semelhantes e os medos dos Mestres da Sombra.

 

O fechamento é a encarnação e os pesos, gravidade, densidade e medos.

 

A liberação é o aéreo, a leveza, a Alegria.

 

 (continua)

Category : ESOTERISMO, CANALIZAÇÕES, UFOLOGIA Print

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