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 Tun - O Calendário Maia da Evolução da Consciência

23/11/2010

Mihail Lermontov

Os nove ciclos do Calendário Tun estão em correlação com a história do universo e da civilização ocidental. Permitem também conjecturas sobre a sensação subjetiva da aceleração do transcorrer do tempo.

 

tempo maia

 

RESUMO

Entre os calendários Maia, o Calendário Tun se destaca por não ser semelhante ao nosso calendário Gregoriano nem ser um calendário profético. O Tun, calendário de 360 dias/ano, mede não a evolução dos dias e noites, mas sim a Evolução da Consciência, no sentido de percepção do conhecimento. Seus nove ciclos permitem estabelecer, com uma precisão incrível, uma relação com a história do universo, inclusive com a história da civilização ocidental. Este artigo apresenta a estrutura do Calendário Maia Tun e a correlação de seus nove ciclos com a história do universo e da civilização ocidental.

Introdução

A magnitude que os Maias dedicavam à medição do “tempo” provinha de sua concepção de que o “tempo” não é algo linear, como em nossa civilização ocidental. Nesta, a percepção do tempo tende a ser materialista, pois o psíquico e o espiritual, o “algo mais elevado” ficou perdido nas brumas do passado, na época em que o calendário era de 360 dias (não de 365,25dias).

De fato, sabe-se que os Sumérios, os Babilônios, os Chineses, e até mesmo os Romanos e os Gregos, em suas respectivas épocas áureas, usavam calendários de 360 dias. Mesmo na Bíblia é mencionado o calendário de 360 dias (denominado de Calendário Profético).

Contudo, para os Maias sua compreensão de tempo – por decorrência o calendário – baseava-se em repetições cíclicas. Deste modo, as revoluções periódicas da terra em torno do sol eram medidas por um calendário semelhante ao utilizado por nós hoje, que os Maias denominavam de Haab.

O Haab, assim como o nosso calendário Gregoriano, dividia o ano em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 6 segundos (aproximadamente 365,25 dias), que correspondem ao tempo de uma rotação da terra em torno do sol. O importante disso é o fato de o Haab ser uma medida material, isto é, física – massa se movendo em torno de outra massa – fenômeno essencialmente físico, por consequência material. Assim, o Haab era usado somente para fins de coleta de impostos, na previsão de datas de colheita, em suma, para os mesmos fins usados por nós, diariamente.

O calendário de 360 dias dos Maias, denominado de Tun, outro calendário utilizado por eles, media não a evolução dos dias e noites, mas sim, a evolução da Consciência, no sentido de percepção do conhecimento. Portanto, o Tun não era mais um calendário para medir evoluções cíclicas de algo material, era um meio de medir algo psíquico que tinha a ver com alguma coisa superior à matéria, apresentando-se como um calendário “mental”.

A evolução cíclica espiritual era medida por um terceiro calendário, em certo sentido profético, denominado Tzolkin cujos ciclos se repetiam a cada 260 dias. Este calendário, por exemplo, determinava o nome de cada criança de acordo com o dia de seu nascimento. Este fato designava a missão de vida daquele indivíduo, pois indicava a energia predominante que agiria sobre o mesmo. Com isto, as pessoas sabiam o que era importante e o que seria facilitado no decorrer de sua vida.

No que segue será abordado essencialmente o Calendário Tun. Inicialmente é apresentada a sua estrutura, seguindo-se a apresentação dos seus nove ciclos, desde a criação do universo até final do calendário, no ano de 2011 A.D. (Depois de Cristo). Os ciclos finais, após o aparecimento do conceito de Nação no ano de 3115 a.C. (Antes de Cristo), serão associados a fatos históricos marcantes da civilização ocidental, com o intuito de ilustrar a incrível relação biunívoca existente entre os Ciclos de Evolução de Consciência Maia e a evolução da conscientização em nossa cultura ocidental.

Estrutura do calendário Tun

Para uma melhor compreensão do calendário Tun é interessante, inicialmente, ter-se uma idéia do sistema numérico utilizado pelos Maias.

A cultura Maia utilizava o sistema vigesimal e, por meio de símbolos figurativos, chegaram a estabelecer as datas mais antigas que se registram na história da humanidade. Criaram um sistema baseado na posição de símbolos, que inclusive incluía o zero (para indicar a inexistência de unidades deste valor). No seu sistema vigesimal, os valores dos seus símbolos aumentavam de vinte em vinte, com algumas variações, para uma melhor adaptação à cronologia.

O ano Maia, de 360 dias, era dividido em 18 meses com 20 dias cada. Cabe notar que os Maias não consideravam as posições 200, 201, 202,... mas sim 200 (=1 dia, denominado kin) , 201 (=20 dias = 1 mês, denominado uinal), 201×18 (=360 dias = 1 ano, denominado tun), 202×18 (=7200 dias, denominado katún), 203×18 (=144000 dias, denominado baktún), etc.

No final dos anos 40, foi descoberto um monumento monolítico em Coba, na península de Yucatan, México (Figura 1). As inscrições do monumento, datadas de cerca de 2500 anos atrás, indicavam um calendário de longuíssima duração, dividido em nove ciclos cujas durações estão ilustradas na Tabela 1.

 

Ciclo

Duração do ciclo
pelo Calendário
Maia
(1 tun = 360 dias, 1 kin = 1 dia)

 

Duração do ciclo
pelo Calendário Gregoriano
(anos de 365,25 dias)

13 x 207 tun

16,4 bilhões

 

13 x 206 tun

820 milhões

 

13 x 205 tun

41 milhões

 

13 x 204 tun

2 milhões

 

13 x 203 tun

100.000

 

13 x 202 tun

5.125

 

13 x 201 tun

256

 

13 x 200 tun

12,8

 

13 x 20 kin

0,72
(260 dias)

 

A interpretação das inscrições do monumento de Coba foi elaborada, entre outros, por Carl J. Calleman (Ref. 1) e Jan X. Lungold (Ref. 2) considerando que cada ciclo do calendário (Tun) correspondia a um nível de desenvolvimento da consciência, desenvolvimento este no sentido de percepção do conhecimento. Segundo Colleman, a sequência dos ciclos implica um aumento gradual da consciência, com um decréscimo proporcional da duração dos ciclos, cabendo notar que a duração do ciclo subsequente é 20 vezes inferior a do ciclo que o antecede. Assim, o que era conscientizado durante o período de um ciclo, no ciclo seguinte, aquilo que ele representasse deveria ser conscientizado em um tempo 20 vezes menor, havendo consequentemente uma aceleração na taxa de conscientização.

Prosseguindo, cada ciclo era subdividido em 13 partes, correspondendo a sete “dias” e seis “noites”, alternadamente, como ilustrado na Figura 2. É curioso observar que, conforme simbolicamente expresso na Bíblia, no livro de Gênesis, “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia”.

cal.maia

Importante também é observar o referente ao início do primeiro dia de um ciclo (após o primeiro), em relação ao ciclo que o antecede. O primeiro dia de um ciclo sempre se inicia durante a parte final do último dia (sétimo) do ciclo que o antecede. Consequentemente, os ciclos que se sucedem estão, um a um, contidos naqueles que os antecedem. O gráfico da Figura 3 ilustra este fato.

ciclos tempo

 

(continua)

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