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 SEMELHANTE CURA SEMELHANTE - Hahnemann

14/11/2010

  

 hahnemann


Christian Friedrich Samuel Hahnemann nasceu em 10 de abril de 1755, em Meissen, na Saxônia. Seus pais lhe deram o nome de Christian, seguidor de Cristo ; Friedrich, protegido do rei; Samuel, Deus me escutou, em sinal de reconhecimento a Deus.

Seu pai era pintor de porcelana e ele mesmo foi preparado para seguir a carreira paterna. Desta forma, aprendeu na Escola várias línguas estrangeiras: inglês, francês, espanhol, latim, árabe, grego, hebreu e caldeu, além da língua nacional. O objetivo era poder, no futuro, comercializar em outros países a porcelana.

Mas, o seu destino seria outro. Foi estudar Medicina em Leipzig e Viena.
Por ser pobre, sustentava-se fazendo traduções, e assim entrando em contato com obras sobre doutrinas existenciais.

Em 1812, era docente da Universidade de Leipzig. Contudo, na carreira médica se mostrava inquieto por não conseguir bons resultados na cura dos enfermos que tratava. Seus amigos diziam que ele sonhava, que tudo que almejava era utopia.
" O homem é limitado mesmo, limitados também seus conhecimentos."

Finalmente, aos 36 anos, após a morte de um amigo que cuidava clinicamente, resolve abandonar a medicina. Adentra o seu consultório e avisa a seus pacientes que não mais os atenderá. Se os não pode curar, de que vale a sua ciência! E despede a todos.


Está profundamente desanimado. Para sobreviver e sustentar a família, trabalha em traduções, mais especialmente na área da química e da farmacologia.


Fazendo a tradução de uma obra de um médico escocês William Cullen, no ano de 1790, surpreende-se com a descrição das propriedades do quinino. Chama-lhe a atenção, em especial, o fato de que a intoxicação pelo quinino tinha sintomas semelhantes aos da enfermidade natural da febre intermitente.


Ele próprio passou a ingerir doses de quinino, comprovando que os resultados eram semelhantes à febre combatida por aquele produto.


Repetiu a experiência com outras drogas, como o mercúrio, a beladona, a digital, sempre no homem sadio, concluindo por elaborar a doutrina homeopática, resumida na expressão : "similia similibus curantur", ou seja, sintomas semelhantes são curados por remédios semelhantes.

Já no ano de 1796, suas observações foram divulgadas. Observações que passariam a compor sua mais importante obra: O Organon, publicado em 1810, onde explica seu sistema e cria a Homeopatia. Depois, publicaria Ciência Médica Pura e Teoria e tratamento homeopático das doenças crônicas.


Nos princípios homeopáticos estabelece-se que toda substância que, em dose ponderável,é capaz de provocar no indivíduo são um quadro sintomático, também tem capacidade de o fazer desaparecer, com administração em pequenas doses. Também que a preparação dos medicamentos requer diluições infinitesimais, pois que elas teriam a capacidade de desenvolver as virtudes medicinais dinâmicas das substâncias grosseiras.


Desde os primeiros momentos, Hahnemann sofreu acirrada campanha contrária ao que expunha, em especial dos farmacêuticos, pelo que muito padeceu.


Somente em 1835, já com seus 80 anos, viúvo, foi procurado por uma jovem que o buscou em sua cidade como último recurso médico e foi por ele curada. Eles se consorciam e ela o leva para Paris, onde finalmente obtém geral reconhecimento.


Foi em Paris que ele desencarnou a 2 de julho do ano de 1843, 14 anos antes de vir a lume O livro dos espíritos e nascer, portanto, a Doutrina Espírita.


Compondo a equipe espiritual responsável pela Codificação, deu seu contributo particularmente em O evangelho segundo o espiritismo, cap. IX, Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos, onde assina a mensagem do item 10, tratando das virtudes e dos vícios que são inerentes ao Espírito. A mensagem foi dada em Paris, no ano de 1863.


À guisa de curiosidade somente, no mesmo ano, a 13 de março, na Sociedade Espírita de Paris, tendo como médium a sra. Costel, Hahnemann dissertou a respeito do estado da ciência à época, em resposta a um médico homeopata estrangeiro, presente à sessão. Dita dissertação se encontra no volume sexto da Revista Espírita.
  

Enciclopédia Mirador Internacional, vol 11, verbetes: Hahnemann e Homeopatia.

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O VELHO HAHNEMANN

 

Além de ter sido o responsável pelo surgimento da Homeopatia, Samuel Hahnemann também é considerado uma das figuras fundamentais para a implantação da Doutrina Espírita.


O velho Samuel Hahnemann não consegue conciliar o sono. São quatro horas da manhã. Resolve ir até o seu escritório, deixa a esposa dormindo. Senta-se à escrivaninha. Olha mais uma vez para uma autobiografia escrita por Paracelso; observa o seu retrato na capa. Pensa: "Nossa! Como somos parecidos! Meu amigo, que vida dura que você teve! Mas quanta coragem! Você foi muito avançado para sua época. Foi mais um incompreendido, como muitos.

Também já passei por tudo isso. Meu Deus! Como isso se repete na história da humanidade. Somente depois de um bom tempo somos reconhecidos. Como você foi perseguido! Não parava em lugar nenhum. Nós dois sofremos. Há semelhanças em nossas vidas. Preciso recomeçar a escrever também minha autobiografia. Sinto que não viverei muito. Você era solitário; eu tenho o consolo de uma esposa que muito me entende, muito me ajuda. Paracelso! Se você tivesse vivido mais, talvez chegasse às mesmas conclusões a que eu cheguei: você chegaria à homeopatia. Faltou pouco. Onde estará você? Onde estará também o nosso amigo Hipócrates?"


Hahnemann abre o livro de Paracelso, relê alguns trechos. Pára e medita. Quando o médico suíço nasceu, em 1493, já fazia um ano que Colombo havia descoberto a América. Em 1517, surgiu a Reforma, com Lutero. Que séculos, o 15 e o 16! O mundo e as dores do crescimento. Gutemberg, Erasmo, Rafael, Michelângelo. O mundo estava acordando da sonolência da Idade Média, estavam aparecendo as luzes do Renasscimento.


Quando jovem, ele buscara as ciências ocultas, queria entender os mistérios profundos da vida. Estudou a Alquimia, a Astronomia e a Cabala. Que risco! Só havia, então, uma autoridade: o Papa e sua Igreja. Paracelso! Quantas viagens, hein? Itália, Áustria, Portugal, Espanha, Inglaterra ... Tomou contato com as idéias de Abelardo, com as idéias dos cátaros, que aceitavam a reencarnação. Na Espanha, estudou as traduções dos grandes sábios árabes. Conheceu Erasmo. Que vida rica! Ele encontrou os escritos de Hipócrates, que certa vez disse: a[ ... ] nada no Universo perece inteiramente nem se cria de novo.

São apenas misturas distintas e variadas. Os seres morrem mais para alcançarem o meio de se renovar". Hahnemann se indaga: "Meu Deus! Quanto tempo terei mais de vida? Terei tempo de escrever minha autobiografia? Já estou com oitenta e oito anos."

E continua: "Os homens não conseguiram entender a metodologia de Paracelso, médico, que fabricava seus próprios remédios. Não podiam aceitar isso. Então, você tinha simpatia pela Reforma, hein? Você chegou a pensar que a medicina fosse uma ciência incerta, mas mudou de idéia ao ler o Evangelho, ao ler a observação de Jesus de que viera ao mundo para os doentes e não para os sãos. Eis sua maravilhosa conclusão: 'O homem não é senão uma particula de um universo estupendo.


Se fosse possível identificar as forças autogeneradoras do universo, então seria fácil curar as mazelas humanas'.
É, meu amigo, a Homeopatia, eu tenho de reconhecer, começou com você. Eu só completei o seu trabalho. É interessante como em toda sua obra se vê a tríade humana: espírito, alma e matéria. Você chegou a escrever que '[ ... ] o pensamento não é criado no cérebro, mas atua por meio dele'. Que maravilha! Que avançado que foi para sua época! Paracelso, então você chegou a dizer: l .. ] os semelhantes curam os semelhantes, o escorpião cura o escorpião, o mercúrio, o mercúrio'. Mordedura de cobra se cura com veneno de cobra. Você é, mesmo, o criador da Homeopatia. Tenho de reconhecer isso.

Quanta injustiça fizeram com você, quantas acusações: feitiçaria.
Quanta agressão moral e física. Foi acusado de charlatão, impostor. Mandados de prisão e deportação foram expedidos contra você. Meu amigo, eu também passei por tudo isso. Ainda bem que encontramos proteção nos nobres. Tudo por causa da cura, que sempre acontecia. Olhe que maravilha você escreveu: 'Hipocrisia não é santidade, pretensão não é poder, artifício não é sabedoria. A arte de discutir, sofismar, perverter e deformar as verdades pode se aprender nas escolas, mas o poder de reconhecer e de seguir a verdade não poderia ser conferida por meio de títulos acadêmicos, a não ser que venham de Deus'. A não ser que venham de Deus!"

O velho Hahnemann passa a destra pelo queixo, fica pensativo. Levanta-se, vai até a janela, contempla a paisagem lá fora. Está um bonito dia. Consulta o relógio; falta pouco para as cinco horas da manhã. Fala baixinho: "Estou sabendo que você morreu misteriosamente em 1541. Estava na miséria, meu Deus! Foi mais uma vítima da intolerância. Da odiosa intolerância."


Nesse momento, sente uma dor forte no peito e começa a tossir. Não vem se sentindo bem por causa da bronquite. Deita-se num sofá próximo à escrivaninha. Fecha os olhos e vê toda a sua vida passar à sua frente, numa visão panorâmica, como num filme.


Vê seu pai, o pintor, escritor, o apaixonado por Rousseau. Quando criança, o universo inteiro interessava ao pequeno Hahnemann; interessava às suas especulações. Lembra-se do seu amor pelo estudo dos idiomas. Ao quatorze anos já estava apto a substituir o professor de grego. Como adorava consultar os livros.


Enquanto esperava os exames para ser médico, lecionou grego, latim, inglês, hebraico, italiano, sirio, árabe, espanhol e alemão. Tinha também algum conhecimento do caldaico. Isso tudo com apenas vinte e quatro anos de idade. E pensar que, mais tarde, ele foi chamado de alemão ignorante e fanático.


Recorda seu casamento com Johanna, uma menina de dezessete anos. Os filhos. Ah, os filhos! Onze. Johanna o entendeu. Entendeu e respeitou quando se recolhia a um mundo silencioso, de meditação, de estudo.


Nessa visão panorâmica aparecem suas experiências. Quantas vezes não experimentou em si mesmo as drogas naturais. Lembra-se da descoberta do princípio universal da cura pelos semelhantes: "Para curar radicalmente certas afecções crônicas, é preciso procurar medicamenntos que ordinariamente provoquem no organismo humano moléstia análoga, e a mais análoga possível".

Ele debelou epidemias e doenças que a Medicina oficial dos colegas não conseguia contornar. Vieram contra ele ciúmes, ódios, paixões desvairadas, perseguições, mudanças contínuas de cidades. A família passando fome, dificuldades. Alguns filhos morreram jovens; as moças se casaram mal, separaram-se. Perseguições e mais perseguições. Porém, nada o desanimava. Acreditava em sua verdade porque ela passara por um teste importante: o teste da experimentação. Sempre pensava:

"É preciso destruir os preconceitos seculares, para construir uma nova abordagem ao problema do sofrimento humano. Não importam as conseqüências que desabem sobre mim"
. E seguia em frente, inabalável, confiante, seguro.

Em março de 1830, a dedicada Johanna morre, com sessenta e sete anos. Em 18 de janeiro de 1835, já com oitenta anos, casa-se com uma jovem francesa de trinta e cinco anos, Marie Mélanie. Um ano antes, ela se vestira de homem e se apresentara a ele como cliente.


Na tela mental aparece Guizot, em discurso na Academia Francesa:


"Hahnemann é um sábio de grande mérito. A ciência deve ser para todos. Se a homeopatia é uma quimera ou um sistema sem valor próprio, cairá por si própria. Se ela é, ao contrário, um progresso, expandir-se-á, apesar de nossas medidas proibitivas, e a Academia deve lembrar-se, antes de tudo, que tem a missão de fazer progredir a ciência e de encorajar as descobertas".


Lembra-se, nessa visão panorâmica, dos seus livros, dos discípulos, seguidores das alegrias. Recorda-se de uma das clientes, quando ordenara que fosse transferida para um cômodo espaçoso, ordenara que se abrissem portas e janelas para que entrassem ar e luz abundantes. Pedira para mudar-lhe roupas e travesseiros, dar-lhe tanta água para beber quanto desejasse. Curou a moça, ganhou de presente um bonito quadro, uma obra-prima, aquele mesmo que está dependurado em seu escritório. Hahnemann escreveu sob o retrato:


"Deus a abençou e a salvou". Vem-lhe o seguinte pensamento: "O médico não é mesmo mais do que um instrumento".


São cinco horas da manhã do dia 2 de julho de 1843. O pai da Homeopatia, o velho Samuel Hahnemann, desencarna, com oitenta e oito anos de idade.

Fabiano Possebon - Revista Espiritismo e Ciência


Nota
Ao subscrever mensagem transmitida pela mediunidade de Madame W. Krell. em março de 1875, o criador da Homeopatia assinou assim: Hahnemann, outrora Paracelso. Assim, o próprio espírito declara ter sido Paracelso em reencarnação anterior. Este meu monólogo é uma ficção, porém, baseado em fatos reais da vida dos dois gigantes da Medicina. Ignoro se Paracelso escreveu alguma autobiografia. Como informação adicional, digo que Hahnemann fez parte da equipe que implantou nossa querida Doutrina Espírita entre os homens. Há uma hipótese levantada por Hermínio Miranda, no livro supracitado (O Apóstolo da Medicina), ainda não confirmada, de que Hahnemann teria sido Hipócrates numa outra encarnação.

Extraído de: http://www.comunidadeespirita.com.br/biografias/bio%20samuel%20hahn...

 

Os 3 princípios da Homeopatia

De uma forma muito simples, a Homeopatia, enquanto terapêutica, recorre a uma substância que, se for administrada a uma pessoa saudável, provocaria os mesmos sintomas manifestados pela pessoa que está doente. Um dos exemplos habitualmente utilizados para exemplificar um tratamento homeopático é o da picada de uma abelha: quando infiltrado na pele, o veneno da abelha causa um pequeno inchaço rosado.
Segundo os princípios da Homeopatia, o tratamento prescrito seria, sem dúvida, um medicamento homeopático cujos componentes foram retirados da …abelha! Já a grande obra de Samuel Hahnemann, “Organon de l´Art de Guérir”, publicada em 1810, apresentava os três princípios fundamentais da Homeopatia, que são, ainda hoje, a sua base.

  1. Princípio da Similitude: aquilo que provoca a doença também a cura, baseia-se na teoria similia similibus curantur, ou seja, o semelhante cura o semelhante. Procura-se a semelhança entre a sintomatologia apresentada pelo doente e o equivalente na substância homeopática (similia).
  2. Princípio da Infinitesimalidade: são utilizadas doses mínimas das substâncias homeopáticas (que em doses normais provocariam os sintomas da doença a tratar) para curar o doente. Quanto mais diluído for o medicamento, maior a eficácia, até
    porque é a própria técnica de diluição utilizada na preparação dos medicamentos homeopáticos que despertam e potenciam as propriedades curativas das substâncias em causa.
  3. Princípio da Globalidade: a Homeopatia não se concentra exclusivamente na doença, mas antes na pessoa como um todo. Avalia-se a sua constituição física, o seu temperamento e, claro, os sintomas. Só depois é prescrito um único medicamento,
    aguardando-se as reacções "homeostáticas” antes de repetir a dose, alterar a substância utilizada ou aguardar a cura.

 

colaboração de Karin Klapper

Category : SAÚDE, ENERGIA, CIÊNCIAS ALTERNATIVAS Print

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