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 GLÂNDULAS E HORMÔNIOS - Hepífise ou Pineal

22/7/2010

 

 

 

A GLÂNDULA PINEAL ou “CASA DO ESPÍRITO

Também chamada de corpo pineal ou epífise, é uma glândula cônica e achatada, localizada acima do teto do diencéfalo, ao qual se une por um
pedúnculo.

No homem adulto, mede aproximadamente 5 por 8 mm.

A glândula pineal fica localizada no centro do cérebro, sendo conectada com os olhos através de nervos.
As pesquisas recentes sobre as funções da glândula pineal e de seu principal produto, o hormônio melatonina, despertaram um grande interesse público nesta última década em função da descoberta do papel da melatonina na regulação do sono e do ritmo biológico [ritmocircadiano] em humanos.

A MELATONINA E O RITMO CIRCADIANO

A melatonina é uma substância natural semelhante a um hormônio e é produzida na glândula pineal. A produção de melatonina pela glândula
pineal é cíclica, obedecendo um ritmo diário de luz e escuridão, chamado ritmo circadiano.

Nos seres humanos, a produção de melatonina ocorre durante a noite, com quantidades máximas entre 2 e 3 horas da manhã, e mínimas ao amanhecer do dia.
Tanto a luz como a escuridão transmitem o sinal dos olhos para a glândula pineal, determinando a hora de iniciar e parar a síntese da
melatonina.

A produção noturna de melatonina levou à rápida descoberta do seu papel como indutor do sono em humanos, e como restauradora dos distúrbios decorrentes de mudanças de fusohorário (jet-lag), no início dos anos 90.

A MELATONINA E A REGULAÇÃO DO SONO

Além da regulação do sono, a melatonina controla o ritmo de vários outros processos fisiológicos durante a noite: a digestão torna-se mais
lenta, a temperatura corporal cai, o ritmo cardíaco e a pressão sangüínea diminuem e o sistema imunológico é estimulado.

Costuma-se dizer, por isso, que a melatonina é a molécula chave que controla o relógio biológico dos animais e humanos.
Do ponto de vista experimental, a melatonina modifica a imunidade, a resposta ao estresse e algumas características do processo de envelhecimento. No contexto clínico, tem sido utilizada nos distúrbios do ritmo biológico, alterações relacionadas ao sono e o câncer.
Ela possui vários e significativos efeitos biológicos.

A MELATONINA E SEUS EFEITOS NO EQUILÍBRIO DO ORGANISMO

Os pesquisadores estudaram os efeitos anti-câncer da melatonina, que parece funcionar em conjunto com a vitamina B6 e o Zinco, opondo-se à
degradação do sistema imunológico proporcionada pelo envelhecimento.
A melatonina também pareceu promissora no tratamento de problemas femininos, como a osteoporose, a síndrome pré-menstrual, e até mesmo o controle da natalidade.

Por se tratar de um dos principais hormônios anti-estresse, participa ainda das funções adaptativas e estimulantes.
Portanto, a melatonina estabiliza e sincroniza a atividade elétrica do sistema nervoso central.
Muitos defendem que a pineal, atuando não apenas através da melatonina, é uma “estrutura tranqüilizadora que suporta o equilíbrio do organismo”, agindo como um órgão sincronizador, estabilizador e moderador.

Isso sugere que a melatonina pode ter muitas aplicações em condições onde é importante estabilizar e harmonizar a atividade cerebral.
Um dado importante é o fato de que a glândula pineal afeta diretamente as outras glândulas por meio de suas secreções. (Arendt J.,1995. In Melatonin and the Mammalian Pineal Gland, Chapman & Hall, London, pp. 4.)

A MELATONINA E SEU PAPEL NA REPRODUÇÃO

Foram caracterizados sítios de ligação para melatonina nas gônadas [glândulas sexuais], no epidídimo, no ducto deferente e na glândula
mamária, sugerindo vários locais de ação.
O papel da melatonina no desenvolvimento sexual e na reprodução humana ainda está sendo investigado. Em mulheres, foi demonstrado que as concentrações de melatonina e de progesterona variam com as estações do ano, e que há uma correlação negativa entre melatonina e a produção de estrógeno.

A melatonina em humanos possui importante ação antigonadotrófica, visto que inibe a produção de hormônio liberador do hormônio de crescimento (GnRH), que é essencial para o desenvolvimento das gônadas na fase de puberdade. (Vanecek, 1998).

A MELATONINA E O MAL DE ALZHEIMER

Diagnosticado por Alois Alzheimer em 1906, o mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que destrói as células do cérebro, lenta e progressivamente, afetando o funcionamento mental (pensamento, fala, memória, etc.).

Com o avanço da moléstia, o paciente começa a perder hábitos, como o da higiene pessoal, e a manifestar alterações de comportamento, como ansiedade, agressividade, etc. Caracterizado como uma forma de demência, o mal de Alzheimer atinge cerca de 1% da população na faixa dos 65 anos de idade.

Seu primeiro sintoma é, via de regra, a perda da memória recente, sendo indicado, neste caso, consultar um médico neurologista.
Em pacientes com Alzheimer, os receptores no hipocampo, responsáveis pelo controle da tensão vascular, tem seu número significativamente
aumentado em relação a pessoas normais da mesma idade, provavelmente devido a uma "up regulation" em resposta à diminuição da melatonina circulante.

O pico noturno de melatonina não ocorre, ou é muito reduzido em idosos normais. A melatonina apresenta uma redução na formação da proteína B amilóide que é a responsável pelo mal, tendo, portanto, um efeito que permitiria supor uma ação anti-Alzheimer.

A MELATONINA E A MEMÓRIA

A melatonina também tem um efeito sobre a retenção de memória, tendo sido efetiva na reversão da perda de memória em animais velhos e em modelos de Alzheimer.

A PINEAL E O CEREBELO

Na parte posterior do crânio está localizado o cerebelo, cuja função é a manutenção do equilíbrio, tônus muscular e da postura, bem como da coordenação dos movimentos.
Se houver qualquer tensão ou lesão no cerebelo, esta repercutirá no funcionamento da pineal e suas preciosas secreções serão prejudicadas. O cerebelo é comparado a um computador muito elaborado.

Ele não somente recebe impulsos proprioceptivos, os quais informam sobre a posição de nosso corpo ou de suas partes, como também chegam impulsos visuais, táteis e auditivos que podem ser utilizados pelo cerebelo.
Não se sabe exatamente como ele executa esta tarefa.

O ALIMENTO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

O sistema nervoso central é um todo, sua divisão em partes é exclusivamente didática. Essa divisão, em relação a um critério anatômico, reconhece que ele se localiza dentro do esqueleto axial, isto é, cavidade craniana e canal vertebral. O encéfalo é a parte do sistema nervoso central situado dentro do crânio neural.

A medula se localiza dentro do canal vertebral.
Encéfalo e medula constituem o neuro-eixo.
No encéfalo, temos o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico.

No homem, a relação entre tronco encefálico e o cérebro pode ser grosseiramente comparada à que existe entre o tronco e a copa de uma árvore.
O sistema nervoso é formado por estruturas nobres e altamente especializadas, que exigem para seu metabolismo um suprimento permanente e elevado de glicose e oxigênio.

Assim, o consumo de oxigênio e glicose pelo encéfalo é muito elevado e requer um fluxo circulante intenso. Quedas na concentração desses elementos ou a suspensão do afluxo sanguíneo ao encéfalo não são toleradas além de um período muito curto.

A parada da circulação cerebral por mais de 7 segundos leva o indivíduo à perda da consciência. Após cerca de 5 minutos começam a aparecer lesões que são irreversíveis.
Contudo, áreas diferentes do sistema nervoso central são lesadas em tempos diferentes, sendo as áreas filogeneticamente mais recentes as que primeiro se alteram.

A área lesada que resiste por mais tempo é o centro respiratório situado no bulbo.
Os processos patológicos que acometem os vasos cerebrais tais como tromboses, embolias e hemorragias ocorrem com uma freqüência cada vez maior com o aumento da vida média do homem moderno. Cumpre lembrar que no sistema nervoso central, ao que parece, não existe circulação linfática, por outro lado, existe circulação liquórica.

 

EXERCÍCIOS ESPECÍFICOS PARA A GLÂNDULA PINEAL

É indicado ao praticante fazer estes exercícios sentado e com os olhos fechados.

Observe a localização da glândula pineal no topo do crânio [figura 1].

Faça os exercícios procurando sentir a localização da pineal.

Coloque também sua atenção na respiração, lembrando do alimento necessário ao Sistema Nervoso Central.

 

EXERCÍCIO 1 [Massagear o alto do crânio]

 

Faça um movimento circular com a polpa dos dedos das duas mãos sobre o couro cabeludo, no alto da caixa craniana.

Investigue vagarosamente até encontrar uma reentrância.

Sinta-a com os dedos. Esse ponto corresponde à “moleira” dos recém-nascidos.

Massageie esse ponto usando os dedos indicador e médio.

Procure perceber qual o sentido mais confortável [sentido horário ou anti-horário].

Massageie lentamente o ponto sem provocar atrito com a pele.

Perceba que o couro cabeludo, muito colado no início, se desprende
melhor depois de um certo tempo.

Faça essa massagem sem pressa, no seu ritmo e no seu tempo.

É importante salientar que este ponto é o local de união de todos os
meridianos.

A prática é ótima antes de dormir, pois a glândula pineal é a rainha do sono profundo.

 

EXERCÍCIO 2 [Massagear para frente e para trás o couro cabeludo com os dedos]

 

Outra forma indicada e confortável é puxar o couro cabeludo para frente e para trás sempre a partir desse ponto [no alto da caixa craniana].

 

EXERCÍCIO 3 [Tamborilar o alto do crânio com os dedos]

 

A seguir você vai “tamborilar” com os dedos médios o ponto no alto da caixa craniana, onde se localiza a glândula pineal.

A ação do toque deve ser amorosa, não use força.

Perceba o que está sentindo.

Você poderá sentir calor, salivação, enjôo, um mental tranqüilo.

 

EXERCÍCIO 4 [Massagear a fronte na linha do início do couro cabeludo e a “coroinha”]

 

 

 Coloque o dedo médio e indicador da mão direita na fronte, precisamente no início do couro cabeludo, alinhados com o nariz.

Massageie este ponto com os dois dedos.

Escolha a direção que for mais confortável e agradável.

Faça as massagens nos pontos cranianos sempre vagarosamente e observando seu próprio ritmo e tempo.

Continue massageando esse ponto e com os dedos da outra mão encontre uma reentrância na parte posterior do crânio (um pouco mais atrás do topo da cabeça), acima do cerebelo.

Esta reentrância ou depressão corresponde ao lugar chamado de “coroinha”.

Os religiosos costumam marcar bem essa região, usualmente rasurando os cabelos num formato circular.

Coloque o dedo médio e indicador sobre esse ponto e massageie no
sentido que achar mais confortável.

Perceba as sensações (dor, calor, lágrimas, relaxamento nos nervos oculares, sensação de estímulo da tiróide, sensação do palato, sensação de sair do tempo].

 

FINALIZAÇÃO [Irradiando calor com as mãos]

Em seguida, aqueça as mãos friccionando-as e colocando-as no topo da cabeça.

Deixe que as mãos escolham qual deve ficar em cima e qual
deve ficar embaixo.

Perceba o calor que a fricção das mãos provoca.

Sinta o calor irradiando para a pineal e a resposta receptiva dessa glândula ao calor.

Faça contato com a glândula pineal, enviando-lhe afeto, reconhecendo todo o complexo trabalho que faz no seu organismo.

Reconheça sua importância no equilíbrio geral do organismo e no retardamento do envelhecimento. Ao fazer isto, a glândula recebe calor e magnetismo.

 

OBSERVAÇÕES

As tradições respeitavam a glândula pineal e a consideravam alinhada ao mais elevado centro espiritual.

Os hindus entendiam que dentro do Lótus de Mil Folhas ou Chakra da Coroa, encontrava-se o verdadeiro centro do coração.

Na tradição judaica usa-se até hoje o kipá [usado no topo da cabeça].

É usado para lembrar o usuário de sua reverência diante de Deus.

Na mitologia grega, Hermes [Mercúrio] era representado com um capacete alado, símbolo de invulnerabilidade e de potência.

Hades [Plutão] possuía um barrete que adornava sua cabeça e o tornava invisível.

Os católicos representam os santos com auréolas ou halos dourados. Desta forma, a “coroa” no alto da cabeça tem um significado que não poderíamos omitir.

Sua forma circular indica a participação da natureza celeste, um “Dom” vindo de cima, um poder, o acesso a um nível e a forças superiores.

 

(primeira parte)

 

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