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 ATLÂNTIDA - O PARAISO PERDIDO

24/6/2010

 

A Atlântida segundo Platão
Se então existe muitas civilizações que parecem ter desaparecido sem deixar rastro, a mais popular de todas elas não resta dúvida de que é a Atlântida. Pese a isso todos os relatos mais ou menos fantásticos que povoam as bibliotecas de todo o mundo relativos ao tema, existem uma série de documentos que não podem ser deixados de lado. Iniciando pelo primeiro de todos os conhecidos, devido a um dos escritores de mais prestígio de todos os tempos. Platão, a quem se tem por um dos grandes gênios da história, dedicou a este tema três de seus Diálogos, dos quais infelizmente somente nos chegaram dois, "Timeu" e "Critias", sem que se saiba a ciência certa se o último da trilogia, correspondente ao relato de Hermócrates, chegou a ser escrito alguma vez ou se pelo contrário permaneceu inédito.

 

Uma Lenda Egípcia
Disse Timeu que ouviu contar esta história a Solón, um dos sete sábios da Grécia, quem por sua vez havia escutado dos lábios de um sacerdote egípcio em Sais. O começo do relato não poderia ser mais catastrófico: os homens já haviam sido destruídos e o tornaram a ser de muitas maneiras. A última, e talvez a mais dramática das vezes, havia ocorrido 9.560 anos antes da narração. Naquele tempo, mais além das Colunas de Hércules, existia uma ilha do tamanho de um continente, mais extensa que a Líbia e a Ásia Menor juntas, à qual chamaram Atlântida em honra de seu primeiro rei e fundador, Atlas, filho de Poseidon. Do contexto se desprende que estava no meio do oceano, e que se tratava de um arquipélago, pois se afirma que saltando de uma a outra ilha se podia passar de um continente a outro. Na repartição do mundo que fazem os deuses, a ilha correspondia a Poseidon, senhor dos mares. Ali habitava um dos homens que originalmente havia nascido da Terra, Eveneor, convivendo com uma mortal, Leucipa, com a qual havia tido uma filha, Clito, de extraordinária beleza. Ao morrer seus pais, Poseidon a desejou e uniu-se a ela, nascendo uma série de filhos com os quais seria populada a ilha, sob o reinado do primogênito Atlas.

 

A cidade inexpugnável
Para proteger a seus filhos e separar a sua amada do resto dos mortais, o deus decide fortificar o território por meio de um canal de cem metros de largura, outro tanto de profundidade e dez quilômetros de comprimento, que conduzia a outro canal interior, que fazia as vezes de porto, no qual puderam ancorar os maiores navios da época. Em seguida foram abertas eclusas para atravessar os outros dois cinturões de terra que rodeavam a cidadela situada na ilha central, de forma que somente poderia passar um navio de cada vez. Estes canais estavam cobertos com tetos, pelo que a navegação se fazia por baixo da superfície, que estava elevada com relação ao nível do mar.

 

Riquezas inigualáveis
O primeiro fosso tinha 500 metros de largura, igual à porção de terra que circundava, à modo de atol. O segundo era menor, 300 metros, o mesmo que o seguinte anel de terra. Por último havia uma terceira franja de água de 150 metros de largura que rodeava a cidadela ou acrópole, com um diâmetro de 69 quilômetros. Esta ilha central estava totalmente amurada, com torres de vigilância de pedra de diversas cores, branco, negro e vermelho, artisticamente combinados. O muro que protegia a primeira das ilhas estava revestido inteiramente de cobre, e de estanho fundido o da segunda. A cidade tinha um muro coberto por um desconhecido metal, o oricalco, que etimologicamente quer dizer cobre das montanhas, e que somente era inferior ao ouro. No centro da acrópole se levantava um templo dedicado a Poseidon e Clito, rodeado de uma cerca de ouro. Tinha 200 metros de comprimento, 50 de largura e uma altura proporcional. O exterior estava revestido em prata, menos os ângulos do teto, que estavam cobertos de ouro. O interior era de oricalco, com artesanato de marfim e adornos de ouro e prata. Presidia o templo uma estátua do deus, sobre um carro puxado por seis cavalos alados, todo ele de ouro maciço, rodeado por 100 nereidas (ninfas do mar) montadas sobre delfins, junto a outras estátuas doadas pelos cidadãos.

 

O paraíso perdido
Toda a ilha estava repleta de artísticas figuras em metais preciosos, o que pode dar-nos uma idéia das riquezas existentes, não somente em metais, com reservas de todos eles, duros e maleáveis, que puderam ser extraídos das minas, mas também em madeiras, animais domésticos e selvagens, incluindo um tipo desconhecido de elefante. Proliferavam as essências aromáticas, grandemente apreciadas, todo tipo de vegetais e frutas exóticas, e havia alimentos em abundância. Platão nos fala de um fruto de aspecto lenhoso que era toda uma panacéia. Proporcionava bebida, com dotes medicinais, comida e perfume. Além disso contava a ilha com duas fontes inesgotáveis de água, um fria e a outra quente, descobertas pelo próprio Poseidon, que serviam para rega agrícola e para atender todas as necessidades humanas. Construíram tanques e piscinas, algumas cobertas, que serviam para tomar banhos quentes durante o efêmero inverno. Seu grau de civilização era tão grande que inclusive havia banhos para atender à higiene dos animais, pelos quais sentiam uma grande paixão, especialmente pelos cavalos, não faltando um imponente hipódromo para congregar à afeição. Floresciam as artes, as ciências e os ofícios, havia um extenso comércio com o exterior e seus habitantes realizavam viagens a todas as terras conhecidas do planeta, levando com eles sua cultura e civilização.

 

Um extenso império
Os domínios atlânticos não ficavam limitados a esta ilha, que viria a ser a capital do reino, mas havia todo um arquipélago, dos quais as atuais Canárias, CaboVerde e Madeira podem ser um mínimo vestígio. Além disso seu domínio se estendia pela África até o Egito e pela Europa até a Etruria. Contava com um exército de mais de um milhão de soldados, 10.000 carros de combate, 250.000 cavalos e 1.250 navios, que a faziam invencível ante qualquer outra potência da época. Este império era governado por dez reis, que se reuniam alternativamente cada cinco e seis anos no Templo de Poseidon, para deliberar sobre os assuntos comuns, julgando as possíveis infrações que algum deles houvesse cometido, e realizando uma série de cerimônias rituais nas quais lutavam a corpo limpo com touros selvagens.


Atlântida Localizações atribuídas 

Há diversas correntes de teóricos sobre onde se situaria Atlântida, e quem seria o seu povo. A lenda que postula Atlântida, Lemúria e Mu como continentes perdidos, ocupados por diferentes raças humanas, ainda encontra bastante aceitação popular, sobretudo no meio esotérico. (Não confundir com os antigos continentes que, de acordo com a teoria da tectónica de placas existiram durante a história da Terra, como a Pangéia e o Sahul).

Alguns teóricos sugerem que Atlântida seria uma ilha sobre a Dorsal Atlântica, que teria sido destruída por movimentos bruscos da crosta terrestre naquele local. Essa teoria baseia-se em supostas coincidências, como a construção de templos em forma de pirâmide na América, semelhantes às pirâmides do Egito, fato que poderia ser explicado com a existência de um povo no meio do oceano que separa estas civilizações, suficientemente avançado tecnologicamente para navegar à África e à América para dividir seus conhecimentos. Esta posição geográfica explicaria a ausência concreta de vestígios arqueológicos sobre este povo.

Alguns estudiosos dos escritos de Platão acreditam que o continente de Atlântida seria na realidade a própria América, e seu povo culturalmente avançado e cobertos de riquezas seria ou o povo Chavín, da Cordilheira dos Andes, ou os Olmecas da América Central, cujo uso de ouro e pedras preciosas é confirmado pelos registros arqueológicos. Terremotos, comuns nestas regiões, poderiam ter dado fim a estas culturas, ou pelo menos poderiam tê-las abalado de forma violenta por um período de tempo. Através de diversos estudos, alguns estudiosos chegaram a conclusão que Tiwanaku, localizado no altiplano boliviano seria a antiga Atlântida. Essa civilização teria existido de 17.000 a.C. a 12.000 a.C. em uma época que a região era navegável. Foram encontrados portos de embarcações em Tiwanaku faltando escavar 97,5% do local.

Para alguns arqueólogos e historiadores, Atlântida poderia ser uma mitificação da cultura Minóica, que floresceu na ilha de Creta até o final do século XVI a.C.. Os ancestrais dos gregos, os Micênicos, tiveram, no início de seu desenvolvimento na Península Balcânica, contato com essa civilização, culturalmente e tecnologicamente muito avançada. Com os Minóicos, os Micênicos aprenderam arquitetura, navegação e o cultivo de oliveiras, elementos vitais da cultura helênica posterior. No entanto, dois fortes terremotos e maremotos no Mar Egeu solaparam as cidades e os portos minóicos, e a civilização de Creta rapidamente desapareceu. É possível que as histórias sobre este povo tenham ganhado proporções míticas ao longo dos séculos, culminando com o conto de Platão.

Uma interessante formulação moderna da história da Atlântida e dos Atlantes foi feita por Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Teosofia. Em seu principal livro, A Doutrina Secreta, ela descreve em detalhes a Raça Atlante, seu continente e sua cultura, ciência e religião.
 
Platão de Atenas(428/27 a.C. — 347 a.C.) foi um filósofo grego. Discípulo de Sócrates, fundador da Academia e mestre de Aristóteles. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Aristócles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua caracteristica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas. ???t?? (plátos), em grego significa amplitude, dimensão, largura. Sua filosofia é de grande importância e influência. Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política, metafísica e teoria do conhecimento.

 

Fonte: www.esoterikha.com

publicado por Marilu Abasolo

Category : HISTÓRIA, FILOSOFIA, TRADIÇÃO, MITOLOGIA Print

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