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 DOENÇAS CARMICAS - Dr Osvaldo Shimoda

13/6/2010

 

A ciência médica, através de seus sofisticados recursos científicos, tecnológicos e farmacológicos, vem tratando muitas doenças orgânicas com sucesso por meio de seu arsenal terapêutico, curando-os ou minimizando-os.

Houve desta forma grandes avanços na cura de muitos males orgânicos, outrora incuráveis. Não obstante, há muitas doenças que ela ainda não consegue curar por se tratarem de origem espiritual, ou seja, cármica, que são enfermidades da alma, decorrentes de erros cometidos em existências passadas, que se refletem no corpo físico.

São, portanto, doenças mais complexas de serem curadas, pelo fato do paciente ter contraído uma dívida moral, oriundas de atos praticados como aborto, estupro, homicídio, suicídio, roubo, etc., seja nesta ou em outras vidas.

 Em outras palavras, a doença do paciente é fruto, resultado da violação da lei do retorno     (causa e efeito), uma das leis universais.

O grande físico inglês, Isaac Newton, ao descobrir a 3ª lei da termodinâmica, disse: "Toda ação corresponde a uma reação na mesma intensidade e em sentido contrário".

Essa lei da física também se aplica às ações humanas: "Toda ação que infringimos ao nosso semelhante, retorna a nós na mesma proporção, intensidade". Portanto, a lei da ação e reação de Newton corresponde ao efeito de um bumerangue, que também pode ser traduzida pelo dito popular: "Você colhe o que planta".

Sendo assim, os que abandonaram, são agora abandonados, os que agrediram, são agredidos, os que julgaram, são julgados, os que estupraram, são estuprados, os que roubaram, são roubados, etc.

Não tem erro, as leis são infalíveis, estamos todos subordinados a elas, pois ninguém fica imune à ação delas.

Certa ocasião, uma paciente me procurou para entender por que havia nascido com lábio leporino (lábio cortado como o da lebre).

Apesar de ter se submetido a varias cirurgias corretivas, continuava fanhosa e, por isso, desde criança era motivo de chacota nos meios onde freqüentava.

Ao passar pela Terapia Regressiva Evolutiva, seu mentor espiritual lhe mostrou a causa de seu problema: numa vida passada, era também um homem muito vaidoso, arrogante e prepotente que usou mal sua inteligência e o dom da palavra jogando uma tribo contra a outra para ficar com o poder. Resultado: muitas vidas foram destruídas. Na vida presente, veio com a deformação labial (doença cármica) para aprender a valorizar o bom uso das palavras, bem como trabalhar também sua vaidade e arrogância.

O grande mestre de Galiléia, Jesus, por conhecer profundamente as leis universais, alertava em suas pregações: "Não julgueis para não seres julgado".

Eu me recordo de uma vizinha, que freqüentemente fazia um comentário carregado de preconceito: "O dia em que tiver um filho homossexual, eu o mato com as minhas próprias mãos!" Teve dois filhos homossexuais e nunca mais foi vista pela vizinhança, pois havia se mudado. Ironia do destino ou conseqüência da Lei de causa e efeito?

 

Caso Clínico: Síndrome do Túnel do Carpo - Mulher de 56 anos, viúva.

A Paciente veio ao meu consultório por sofrer - há mais de 32 anos - de Síndrome do Túneo do Carpo (lesão muscular que se caracteriza por alterações da sensibilidade ou formigamento, queimação e dores contínuas) nos braços e, principalmente, nas mãos.

A dor era tão intensa, que tinha vontade de arrancar os braços, principalmente o esquerdo. Para agravar o seu estado, era alérgica aos remédios antiinflamatórios; por isso, tinha que suportar as dores constantes. Na mão direita, chegou a se submeter a uma cirurgia e, apesar da dor ter diminuído, passou, desta vez, a sentir dor na cicatriz da cirurgia.

Além de sentir dores nos braços e mãos, sentia também choques constantes quando escovava os cabelos, enxugava o corpo após o banho, ou quando manuseava o mouse do computador. Por isso, não dirigia mais o seu carro porque ficava muito insegura. Fez tratamentos de fisioterapia, acumputura, reiki, quiropraxia, mas não teve nenhum sucesso na cura de sua doença.

Ao regredir, a paciente me relatou: "Vejo um vilarejo... é uma vida passada. Vejo pessoas andando, charretes, carruagens... ouço barulho dos cavalos... as ruas são de pedra. A iluminação é de lampião... começa a escurecer, as pessoas acendem os lampiões. As mulheres usam vestidos de época, compridos, chapéu para se proteger. É muito antiga essa época, deve ser ano 1600 ou 1700. As pessoas se recolhem, pois está anoitecendo. É uma época em que as mulheres não têm participação, por serem muito submissas. (pausa). Vejo agora uma senhora na porta de sua casa, esperando ansiosamente uma pessoa... Acho que é o filho dela que não chega. Ele trabalha no campo. É o seu filho único, mora só os dois nessa casa, pois ela perdeu o marido. (pausa). Essa senhora, sou eu. Espero meu filho, mas ele não chega... Acho que aconteceu alguma coisa. (pausa). Ó, meu Deus! Vejo uma cena... ele foi picado por uma cobra e acabou morrendo (paciente fala chorando). Não sei o que fazer de minha vida, pois era ele que me sustentava que trazia comida para casa. Não tenho como sobreviver, estou desesperada... Corto o pulso da mão direita, mas fico frustrada, pois não morro de imediato. Além da dor da perda de meu filho, agora sinto muita dor no pulso e muita frustração. Sinto falta de ar, agonia... não quero isso! (paciente chora copiosamente, grita intensamente e respira ofegante, com muita dificuldade).

Peço para ela liberar pela última vez essa experiência de morte (nessa terapia, o objetivo do pedido é fazer a paciente revivenciar a experiência traumática dessa vida passada para se libertar, soltar definitivamente os bloqueios físicos e emocionais, causadores de seu problema). No final da sessão, ela me disse que, apesar de estar cansada, se sentia bastante aliviada. Na sessão seguinte, a paciente comentou que havia saído do consultório muito bem, e que quando estava no metrô veio à mente a frase: "Não acabou ainda, têm mais coisas para serem reveladas. Sua mão direita foi curada, mas a esquerda ainda não". Era o seu mentor espiritual se comunicando intuitivamente com ela. De fato, sua mão direita havia se curado, pois não sentia mais dor e nem choque ao manusear o mouse de seu computador; no entanto, ela continuava sentindo dores e choques em sua mão esquerda. Após o relaxamento, a paciente me relatou: "Sinto um tremor muito grande em meu corpo (ela relata com o corpo trêmulo). (pausa). Agora estou tranqüila, em paz. Mas parece que não sou eu...".

- Quem seria? - Indago à paciente. "Sinto novamente aquele tremor. É como se alguém tivesse usando o meu corpo... Parece ser um ser espiritual". - Pergunte se ele pode se identificar? - Peço à paciente. "Ele quer se acomodar no meu corpo, por isso que ele se treme... Sinto a sua energia".

 - Pergunte-lhe o que você fez para ele no passado? - "Ele está gargalhando, sente muita raiva de mim. Diz que o apedrejei, que foi maldade minha. Diz ainda que eu zombava dele, e além de apedrejá-lo, o chutei muito. Afirma que não havia motivo para fazer isso com ele. Diz também que fiz isso porque ele era uma pessoa humilde. Nessa existência passada, eu era uma pessoa que trabalhava com o rei, por isso tinha muito poder. Era muito cruel, usava um chicote para decepar as mãos das pessoas mais humildes. - Meu Deus! Fazia isso por pura diversão... Foram muitas mãos decepadas. Que diversão idiota! Contava vantagem de quantas mãos arrancava com o chicote. Meu Deus! (paciente fala chorando). Peço perdão a essas pessoas por tudo que fiz, por não ter valorizado suas vidas (chora muito). Quantas famílias perderam os pais, pois além de cortar suas mãos, decapitava também suas cabeças. Gostava de apedrejar, mas minha diversão maior era arrancar suas mãos. Eu me vangloriava por fazer isso com uma chicotada. Que nojo que sinto de mim! (grita chorando).Vejo essas pessoas pedindo clemência e eu dando risada... Acho que foram mais de 100 pessoas. - Meu Deus, me perdoe! Que coisa cruel! Senhor, me perdoe... Gostaria que essas pessoas me perdoassem. Que coisa ignorante! (pausa).Vejo-as sofrendo, gemendo de dor, sem as mãos... O que sinto hoje é pouco pelo que essas pessoas sentiram. - Com toda humildade, meu Pai, me perdoa! Peço perdão do fundo de meu ser (grita, chorando muito). Quero reparar esse mal. Obrigado, meu Pai, por me dar essa oportunidade, me perdoe por toda uma época, uma cultura de ignorância à qual vivi! (pausa). - Sinto agora uma paz, uma luz. São bênçãos que caem sobre mim... Tenho a impressão que fui perdoada. Agradeço, meu Deus, de ser merecedora de todo esse perdão. Não sei se um dia vou reverter a minha mão, mas agradeço, Pai, por ter me revelado o mal que fiz a essas pessoas".

- Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer? Ele está me dizendo: "Procure sempre caminhar na direção do bem, valorizando as pessoas que estão ao seu redor, com muita humildade. Perca de vez os preconceitos, a arrogância, sendo humilde, mas não precisa se humilhar, se inferiorizar. Tenha sempre um gesto de carinho, amor, compreensão e respeito ao seu próximo. Foi isso que você veio para exercitar na encarnação atual. Você tem o dom da cura, através das mãos, essa é a sua missão que precisa cumprir (paciente é uma médium de cura). Ajude às pessoas pela espiritualidade, principalmente, pela cura. À medida que for curando o seu próximo, com o auxílio da espiritualidade, sentirá melhoras em seu braço e na mão esquerda. Será uma troca. É o que você precisa fazer, e era essa a mensagem que queria lhe passar".

Category : CIÊNCIA, TECNOLOGIA, ESPIRITUALIDADE Print

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