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 ORAÇÃO AOS PLANETAS - Carlos Aveline

28/5/2010

 

 

 


O Sistema Solar Como Uma Escola De Almas

 


São Francisco de Assis chamava o sol e a lua de irmãos, e o poeta brasileiro Olavo Bilac escreveu, em um poema famoso:

"Ora, direis, ouvir estrelas..." .  
Mas hoje podemos re-escrever a frase de Bilac e afirmar:
"Ora, direis, ouvir planetas.... "
Por que, do ponto de vista astrológico e esotérico, está claro que os planetas são de fato consciências vivas do sistema solar.  Eles operam como mestres de sabedoria. Falam às nossas almas sem necessidade de palavras. São fontes de inspiração para todos os seres  –  inclusive  aqueles que evoluem  inconscientemente.     
                       
O estudo das influências e lições dos diferentes planetas pode despertar uma espécie de devoção, uma admiração espiritual. O sentimento nasce quando percebemos a energia inspiradora e viva dos espíritos planetários nos corações humanos.  Os astrônomos, creio, sentem o mesmo respeito e devoção diante do cosmo, ainda que em muitos casos essa emoção seja subconsciente.

Não por acaso  Albert Einstein escreveu:  "É muito difícil elucidar esse sentimento cósmico-religioso para qualquer pessoa que não o tenha dentro de si."  [1]
Somos alunos imensamente pequenos diante de um céu infinito, do qual nós e nosso planeta fazemos parte ativa, em eterno movimento espiralado em torno do centro da galáxia.  Nessas condições, não seria má idéia improvisar uma breve oração. 
 


"OM", poderíamos começar, fazendo soar a palavra sagrada dos hindus.  
  E depois de uma pausa  prosseguiríamos:

 
 

Queremos  receber de Plutão e sua lua Caronte a energia do Centro da Galáxia, o sol central espiritual, e aprender também o dom da luta total e do renascimento.  Que Plutão alimente em nós a capacidade de buscar o infinito, e que nos dê o poder de deixar de lado o que não serve mais e renovar o que deve ser renovado. 

Pedimos a Netuno que nos ensine a  paz do oceano primordial, e que dê a nós a percepção da alma da galáxia e a capacidade de dissolver o que é pequeno no que é grande. Assim estaremos em unidade com nossos corações.   
 
A Urano, agradecemos  por ensinar-nos algo da amplitude ilimitada do ar, da intensidade do relâmpago,   da determinação do raio e do potencial  de cada instante,  de modo que possamos expressar – ainda que imperfeitamente –  uma parcela da energia luminosa e  ilimitada  do universo.

A Saturno, agradecemos por transmutar lentamente as estruturas densas e sutis dos nossos seres,  não em função do que é agradável nesse momento, mas segundo o que é correto e adequado, nesse ciclo e nos  seguintes.  Que  possamos aprender com ele a viver em sintonia com a Lei do universo.
 
Invocamos a Júpiter –  o  mestre da firmeza e do otimismo  –  apenas para pedir sua bênção.  Que ele examine a nossa determinação. Que veja se nosso olhar se ergue sempre para o mundo celeste, e se temos  suficiente confiança no futuro luminoso  da vida infinita.
 
Que Marte, a fonte inesgotável de iniciativa e coragem de criar, nos ensine a colocar em cada instante toda nossa energia interior.
 
Em relação à Terra, declaramos a ela que nossas vidas expressam hoje o processo de nascimento da consciência planetária e cósmica
 
Ao planeta  Vênus, o irmão mais velho cuja alma protege a alma da Terra,  agradecemos  o equilíbrio e a força que sua energia dá à consciência humana. Tentaremos colocar em ação, com calma perseverança, nosso amor pelo que é bom e verdadeiro. 
 
Que Mercúrio, o mensageiro divino,  o mestre da compreensão, dê clareza a nossos pensamentos e palavras. Que aumente em nossa mente a pureza e a força da Verdade Eterna. 


 
Agradecemos à Lua, mestra do amor e do respeito pelo passado, por testar com suas surpreendentes oscilações a nossa determinação de ver além das marés que sobem e descem. E esperamos que a Lua verifique se sabemos  transcender os assuntos menores, para refletir sempre a luz maior que vem do centro do sistema solar.
 
Finalmente, saudamos em silêncio a luz eterna e a vida infinita: o Sol, o Surya indiano, o Apolo grego, o senhor e mestre de todos os planetas e espaços dessa parte da nossa galáxia.  Om, Shanti."
 
NOTA:
[1] "Assim Falou Einstein", compilação de Alice Calaprice, Ed. Civilização Brasileira, RJ, 1998, ver pp. 159-160.
 

 
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Carlos Cardoso Aveline

 
 

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