"> A MORTE, UM AMANHECER - André Louro - ASTROLOGIA CÁRMICA | Bloguez.com - Bloguez.com
 

 A MORTE, UM AMANHECER - André Louro (final)

16/5/2010

 

O cérebro reptiliano tem memórias muito fortes em relação à morte compulsiva: feras; guerras; invasões entre tribos… e sempre que somos expostos a mortes que não contêm a elevação do espírito, o cérebro reptiliano é confirmado, portanto o medo vai aumentando e os núcleos densos que nos prendem ao passado ancestral da espécie e que a hierarquia espiritual da Terra constantemente tenta superar, transmutar em nós, tudo isso é contrariado por esse contato constante com a morte disforme.

 

Quando um ser se abre para abraçar de novo a esfera planetária, quando um ser se abre para  abraçar de novo a experiência nesta jóia azul em torno do Sol e quando um ser se abre para amar a Terra de novo, vindo aqui e assumindo os veículos que permitem amar a Terra: o teu corpo físico; a tua natureza psico afetiva; o teu veículo mental; o teu corpo etérico veiculador de prana e de  energia espiritual vinda do alto, quando um ser se abre para isto, ele entra em protocolos de redução de luz, ele entra numa espiral aprisionante progressiva.

 

Para nós podermos compreender a morte como um trânsito entre dimensões, sem descontinuidades, sem impasses, sem conflito, como uma continuidade da própria onda que deu origem à vida, e para que eu não me atrapalhe nas passagens entre as dimensões, eu tenho que começar a compreender a vida e o nascimento de uma criança de uma forma igualmente profunda. Quanto mais profunda for a minha compreensão da forma como o cosmos entrega mais uma semente de luz à Terra, mais contínua e estruturada é a minha percepção da morte porque são o mesmo mecanismo inverso.

 

Quando um ser se abre para abraçar a Terra e adquirir veículos nesta dimensão, e quando lhe é dado salvo conduto para de novo criar conexão com a nossa esfera, ele entra numa espiral de aprisionamento gradual, donde que o nascimento e a aquisição de uma forma estável na dimensão física está sujeito á lei cósmica da limitação. Se o nascimento está sujeito  à lei da limitação, a morte é uma expressão da lei oposta – a lei da libertação. Elas complementam-se.

A lei da limitação diz  que a vida limita-se para se exprimir numa dimensão inferior e a lei da libertação diz que, cumprindo uma etapa de expressão a vida expande ao ir ao encontro da sua origem. Nós somos vida limitada, vida operando através de suportes limitados, nós somos vida enclausurada exatamente como o rouxinol do imperador, por mais que tu cantes a gaiola está lá. Nós somos isto e é preciso amar, compreender, honrar a dignidade da vida, a qualidade única de se estar exprimindo dentro da gaiola do imperador.

 

Para o rouxinol lúcido não tem grande diferença se ele está dentro ou fora da gaiola o que é importante é a qualidade do canto. O rouxinol lúcido apercebe-se de que enquanto está naquela gaiola o canto dele cura o imperador, então o rouxinol está em paz com a sua condição de aprisionado mas se é um rouxinol lúcido, no momento em que o próprio imperador ou alguém abre a gaiola e lhe diz que o trabalho dele terminou, ele não fica agarrado  à gaiola talvez porque ele saiba que há gaiolas que o esperam para outros imperadores ou porque ele simplesmente não pertence à gaiola e se a lei da limitação diz que para a vida se exprimir na forma o rouxinol tem que ser colocado numa gaiola, a lei da libertação diz-te exatamente o oposto.

 

Para que eu possa começar a libertar-me da transição entre estas duas dimensões eu preciso ter consciência de algo fundamental: o medo está associado à ideia de caos, de imprevisibilidade, de não controlar os acontecimentos, isto é, o rouxinol liberta-se da gaiola e depois? O medo é toda a atividade prospectiva da mente tentando ver o que não faz parte da função dela ver, e para que eu comece a me libertar do medo basta eu aprofundar que a morte é uma expressão da ordem não do caos, a morte é uma expressão da lei tal como o teu globo ocular é precisão num grau extremamente elevado, ele contém a arquitetura exata para aprisionar luz de uma forma extremamente refinada.

 

A morte nada exige do próprio indivíduo, é uma intervenção direta de uma lei maior sobre um conjunto de leis menores. Quanto mais eu compreender que a morte faz parte do grande ritual cósmico por natureza, mais eu me fundo nesta compreensão que a morte é lei e portanto ela é completamente segura. À medida que uma alma se abre para descer a esta esfera ela começa a descer por uma espiral de limitação e são-lhe colocados véus que adaptam a sua luz aos planos aos quais ela está a descer.

 

Aquilo que se exprime através deste corpo é uma infinitésima parte de ti, é uma pequena parte da luz total que tu és. Um corpo físico não contém voltagem suficiente para ancorar totalmente aquilo que tu és. Para efeitos da encarnação nesta dimensão o que desceu é uma pequenina parte dessa luz total que tu és, donde que o processo de desencarnar é um processo de retorno da luz à Luz.

 

Essa luz, essa presença, a atividade dela é supra planetária, ela está constantemente se deslocando  naquilo a que a teosofia chama o plano causal e essa esfera luminosa do teu ser desliza aí como uma vasta entidade imperial. Imperial porque se trata do bem, porque tu és o bem, tu és a entidade que plana e apenas um fiozinho dela se vai prolongando até se identificar com protocolos de limitação como o nosso planeta que é um planeta Alfa/Omega que deverá reproduzir, na matéria, a perfeição na mente no Pai.

 

O que retorna às dimensões superiores é o teu eu consciente juntamente com o psíquico e  as redes de sustentação de vida que vêm directamente do eu superior e que são conhecidas como o cordão de prata – sutratman – e os átomos permanentes. Se eu compreender o que encarna eu compreendo o quão expansiva e libertadora é a experiência do desencarnar.

 

O eu superior emana essa entidade psíquica que entra na espiral descendente e vai sendo envolvida por véus mas nunca perde o contacto com o eu superior. Esse psíquico em nós (alma) ele funciona por detrás da consciência, por detrás do eu que está à superfície da actividade cerebral, tanto assim que quando nós sonhamos esse eu tende a aproximar-se dos níveis psíquicos do ser, eventualmente a fundir-se durante os sonhos mais profundos.

 

À medida que o psíquico se aproxima das dimensões terrestres existem atratores específicos para cada vibração da Terra. Então ele dispõe de um agente magnético que atrai matéria mental e dispõe de um agente magnético que atrai matéria emocional, e outro que atrai matéria físico etérica. Essa parte do teu ser não é daqui, ela veio prestar um serviço aqui, mesmo que seja evolução e opção … é sempre um serviço. Este psíquico que não é de cá, esses átomos permanentes atraem matéria de cada dimensão em função do que aquele ser viveu em vidas anteriores.

 

O psíquico contém um código vibratório que é expresso através desses centros atractores e que atrai material compatível exactamente com o material que tu deixaste para trás na última vida, porque o canal que tu constróis ao desencarnar – e é aqui que está a questão da morte consciente – é exactamente o mesmo canal que tu usas ao reencarnar e quanto mais consciente for a construção do canal ao saíres mais consciente é o retorno.

 

Há uma perca de luz à medida que o psíquico se vai envolvendo nas dimensões terrestres, há um revestimento com materiais que lhe são estranhos. Gradualmente o psíquico emana o cordão de prata – em princípio nós estaríamos a falar sobre morte, mas nós estamos a falar da vida, do nascimento de um ser e se conseguirmos criar uma total indistinção entre as duas coisas, o medo da morte fica para trás – à medida que esse nível psíquico se aproxima do útero materno, ele prolonga uma rede eletromagnética capaz de estruturar tecido vivo e com os átomos semente (atratores) ele vai atraindo vibração correspondente, exatamente, ao ponto em que tinha deixado as suas vidas anteriores. E exatamente como num tricot a multiplicação celular: os fios vão chegando vindos de um reservatório de fio e as duas agulhas vão criando nós e mais nós e a rede de nós forma um tecido.

 

É assim que os nossos corpos físico, emocional e mental foram construídos. Esses tricots incluem qualidade materna, mas principalmente, a acção desse psíquico por detrás dos acontecimentos garantindo que a lã que chega às agulhas é exactamente aquela lã e não outra, isto é, os materiais que compõem o corpo daquele bebé podem ser de vibrações muito diferentes, o reservatório de substância já iniciado no reino humano é imenso e heterogéneo, tem muitas camadas de vibração diferentes e os átomos semente são os codificadores que vão buscar exactamente o novelo que corresponde ao tecido que ele quer fazer, então tens um atractor que entra no nível mental de vibração terrestre.

 

À medida que a alma vai chegando à dimensão terrestre ela funciona como uma ansiã construindo os seus próprios corpos, mas devido aos átomos-semente, que são bancos de dados de vidas anteriores, ela não pode usar material indistinto, ela tem que usar material que corresponde à vibração que foi deixada em vidas anteriores.

 

Quando o ser nasce o psíquico fica alojado no centro do peito, o sacrário humano. Trata-se de uma região sagrada no nosso corpo, situa-se entre as omoplatas e o externo e guarda aí o psíquico, a parte do eu superior que foi possível descer à dimensão terrestre e é deste psíquico que emana a pequena luz que paira à superfície da actividade cerebral, luz que fica mais nublada quando o indivíduo densifica o seu cérebro ou que se expande à medida que a pessoa purifica o cérebro.

 

O cordão de prata é uma trança de força/vida/consciência que vem directamente do eu superior para o corpo. É uma trança trina (sutratman) que ancora em 3 pontos: a parte do cordão responsável pela vontade de um ser ancora no centro da cabeça – pineal; a parte responsável pelo amor ancora, juntamente com o psíquico, no coração e a parte responsável pela actividade, pelo poder criador, pela capacidade de intervenção ancora no cóccix. Os átomos-semente ficam próximos da aura registando tudo o que vamos fazendo com a nossa natureza humana.

 

Um ser humano é este habitáculo  desta entidade alucinante que vem das estrelas e se as nossas definições reduzem o poder desta entidade em nós, então as nossas definições funcionam como terra, elas matam a luz em nós, enterram-nos. Cada falsa definição de nós próprios baixa a frequência do nosso ser e o trabalho novo é este indivíduo novo, lúcido, sacudir, libertar-se, voar para além das definições que ele permitiu que se prendessem ao seu campo cognitivo e, nesse sentido tu começas a preparar um desencarne luminoso, hoje, quando desencarnas, já hoje, das velhas ideias. Tudo o que eu limpar em mim que não corresponde à minha evolução conscientemente, eu não preciso de o fazer nos planos subtis porque foi feito aqui nesta dimensão, há uma antecipação da morte.

 

Morte consciente equivale a vida consciente. Se um ser tem profunda consciência de quem ele é então ele está lá absolutamente identificado com o seu eu superior e nesse sentido ele tem uma morte consciente, aconteceu com imensos seres que desencarnaram conscientemente porque eles já estavam conscientemente desencarnados. O trabalho consiste em antecipar o bardo nesta vida. O período de bardo (que é o termo tibetano para a etapa intermédia entre uma encarnação e a outra) em que o ser pode estar identificado com esferas sutis mas não está na luz mas também  não está encarnado porque se ele sobe para um nível de luz já não se chama bardo chama-se iluminação. O período de bardo desaparece se eu o viver durante a vida.

No momento de desencarnar não há nada a fazer  nas dimensões intermédias, ele não tem que passar 8 dias ou milhares de anos (esta etapa intermédia pode ir desde minutos a milhares de anos, o tempo que passamos entre a morte e o contacto com a luz profunda que somos, depende do quanto eu levo comigo desta dimensão, agora se eu estou nesta dimensão como se estivesse nas estrelas, quando tu libertas os veículos, em minutos estás em contacto com o eu superior porque o período intermédio foi vivido em vida.

 

O momento em que o teu ser psíquico começa a activar os protocolos de desligamento é o momento de dissolução, e o estado de consciência ideal para atravessar esta porta é o estado de consciência de um ser que, depois de um longo dia de trabalho na floresta regressa a casa para tomar um chá, é tão simples quanto isto.

 

Nós falámos da gaiola que prende o rouxinol, isto é, do facto da alma estar associada a um sistema que tem problemas com vizinhos, é uma prisão, mas a vida não é isso, a vida é o que tu quiseres, a vida, os nossos corpos são profundamente plásticos, tem momentos difíceis, tem momentos de tensão mas tem vastas zonas onde tu podes semear plantas luminosas e no fundo o que nós estamos tentando fazer nesta dimensão é tentar trazer o psíquico à superfície e transformar os corpos à imagem do nosso eu superior.

 

Quando um ser começa a desencarnar e o trabalho sagrado de superar esta dimensão terá de ser acompanhado, cada vez mais de perto, pelos seres que têm compaixão (a compaixão muitas vezes se traduz por criar amor e uma vibração luminosa em torno do portal entre as dimensões terrestre e supra terrestre) se há um ritual mínimo no nascimento, que não é suficientemente luminoso, senão nós não pegávamos no bebé e não o metíamos  de cabeça para baixo, teríamos uma forma bem mais delicada de o introduzir na vibração terrestre, assim como deixaríamos mais 1 ou 2 minutos antes de cortar o cordão umbilical para não produzir um calor excessivo na entrada de oxigénio, seria necessária uma ventilação durante mais algum tempo, assim como não haveria luzes intensas na sala da maternidade, o bebé vem do espaço cósmico primordial, do útero da mãe e entra na feira popular, de repente, não admira que andemos um pouco atarantados durante a vida toda. Os ruídos na sala de partos deviam ser reduzidos ao máximo. O choque espinal devia ser reduzido profundamente.

 

Nós continuamos a falar da morte mas do lado de cá, porque aquilo que nós vimos do lado de cá como nascimento, do lado de lá, uma série de entidades despedem-se da alma: “Adeus, até de aqui a 80 anos, porta-te bem”, ou seja, aquilo que para nós é uma festa, para os planos superiores é uma despedida e aquilo que para nós é uma despedida e um motivo de lamentação, nos planos internos é uma festa, é um retorno, ou seja, há uma libertação da luz, uma imensa libertação de consciência e há uma vibração de triunfo se aquela vida foi vivida de acordo com o plano original.

 

Se nós compreendêssemos o poder agressor que o meio ambiente tem sobre o bebé que acaba de nascer, nós teríamos muito mais cuidado com esse choque espinal (com a questão de pendurar o bebé), daríamos mais 2 minutos antes de cortar o cordão umbilical, jamais retiraríamos o bebé de ao pé da mãe, não há nenhum campo vibratório que justifique afastar o bebé da mãe, do ponto de vista oculto não há nenhuma forma de argumentar isto. O lugar do bebé depois de nascer é junto da mãe porque o útero é uma porta dimensional tal como as pirâmides e este ser não pode ser afastado abruptamente. Há uma série de choques em sequência que têm de ser revistos no procedimento.

 

As futuras maternidades serão completamente aquáticas. Se tivéssemos os tais 50 anos de evolução linear, a tendência seria para as maternidades se transformarem em delfinários, simultaneamente, porque o sónar que os golfinhos têm contém um irradiador de informação cósmica extremamente poderoso que cria um envelope de vibração em torno do bebé que é tão potente quanto o amor e o calor materno.

 

Category : CIÊNCIA, TECNOLOGIA, ESPIRITUALIDADE Print

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