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O SUICÍDIO E O ESPIRITISMO (1/2)

Added 11/9/2011

“O suicida, é um homem sem esperança, porque perdeua fé... ou a deixou sobrepujar pela idéia, terrivelmente enganadora, de que amorte era o fim libertador!”

 

       Otermo suicídio define um comportamento ou ato que visa a antecipação da própriamorte. Essencialmente, ele resulta de um processo em que a dorpsicológica intensa, conseqüência de acontecimentos que tornam a vidadolorosa e/ou insuportável, em que deixam de existir quaisquer soluções quepermitam escapar a um processo de introspecção, que deixa como única solução amorte do próprio indivíduo. Este processo desenvolve-se, regra geral,gradualmente num sentido negativo provocando um estado dicotômico em que passama existir apenas duas soluções possíveis para um problema ousituação: viver ou morrer.

Concorrem para estecomportamento fatores psicológicos diversos, entre os quais se destacam adepressão, o abuso de drogas ou álcool, doenças do foro psicológico, tais comoesquizofrenia e distúrbio de stress pós-traumático, entre outros.

A OrganizaçãoMundial de Saúde estima em 150 milhões os deprimidos do mundo. É de notar queentre os mais acometidos, neste capítulo das depressões, se encontram os pastoresevangélicos e os psiquiatras, entre os quais as taxas de suicídio são oitovezes maiores do que no resto da população. Estes números parecem indicar que,na realidade, ninguém salva ninguém e que as religiões ditas salvadoras nem asi mesmas se salvam.

 

 Segundo avisão do sociólogo Émile Durkheim, podemos falar de três tipos de suicídio:

 

  O egoísta –

é aquele queresultaria de uma individualização excessiva nas sociedades onde a moral seesforça para incutir no indivíduo a ideia do seu grande valor, fazendo com quea sua personalidade se sobreponha à coletiva. O egoísmo é tema estudado nasobras básicas da Doutrina Espírita em diversas oportunidades. Assim, no cap. XIde O Evangelho Segundo o Espiritismo, Emmanuel ensina que o egoísmo é a chagada Humanidade, o objetivo para o qual todos os verdadeiros crentes devemdirigir as suas armas, suas forças e sua coragem. Coragem porque é preciso maiscoragem para vencer a si mesmo do que para vencer os outros. Allan Kardec, em OLivro dos Espíritos, relaciona o egoísmo à perda de pessoas amadas, à vida deisolamento, às desigualdades sociais, às ingratidões, ao problema da fome e aoslaços de família.

 

  O altruísta –

é aquele praticadonos meios onde o indivíduo deve abrir mão da sua personalidade e ter espíritode abnegação e entrega de si às causas coletivas.

      Porexemplo, o espírito militar, que exige que o indivíduo esteja desinteressado desi mesmo em função da defesa patriótica. Nesse particular a questão n.º 951 deO Livro dos Espíritos comenta que todo o sacrifício feito à custa da suaprópria felicidade é um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque éa prática da lei da caridade. Ora, a vida sendo o bem terrestre ao qual o homematribui maior valor, aquele que a renuncia para o bem do seu semelhante nãocomete um atentado: ele faz um sacrifício. Mas, antes de o cumprir, ele deve refletirse a sua vida não pode ser mais útil que a sua morte.

 

  O anônimo –

é aquele que ocorrenos meios onde o progresso é e tem que ser rápido, levando a ambições e desejosilimitados. O dever de progredir tira do homem a capacidade de viver dentro desituações limitadas, tira-lhe a capacidade de resignação e, conseqüentemente,tem-se o aumento dos descontentes e irrequietos. A doutrina espírita nãopoderia omitir-se face a este tema e são várias as obras básicas da Codificaçãoque se debruçam sobre a resignação humana.

 

FatoresDesencadeadores e Sinais de Alerta

 

      Atentativa de suicídio ou o suicídio em si não têm uma causa específica, mas simum conjunto de fatores atuando sobre um indivíduo com transtornos emocionaisgraves. Na lista que se segue estão alguns dos fatores que podem agir comodesencadeadores:

 

  Crise deidentidade

  Baixaauto-estima

  Distúrbiospsiquiátricos (depressão)

  Crisesfamiliares (separação dos pais, violência doméstica, alcoolismo de um dos pais,doença grave ou morte)

  Falta deapoio no meio familiar

  Perda deum familiar ou amigo querido

  Crisedisciplinar com os pais, na escola ou no trabalho

  Situaçõesde desapontamento, rejeição ou humilhação

  Separaçãocom o namorado ou cônjuge

  Fracassoem alguma atividade valorizada

  Exposiçãoao suicídio (meios de comunicação, família, comunidade...)

  Falta deesperança

  Abusofísico ou sexual

  Abuso dedrogas

  Gravidezindesejada

  Instrumentosdisponíveis em casa (arma carregada, comprimidos para dormir...)

 

Sinaisde alerta

 

      Amaioria das pessoas que tentam o suicídio ou o levam a termo, demonstram a suaintenção de alguma forma:

 

Sinaisverbais:

 

  Nãoquero viver mais.

  A vidajá não tem sentido.

  Não voucriar mais problemas a ninguém.

  Em breveo meu sofrimento vai acabar.

  Gostariade estar morto.

  Ninguémse importa se estou vivo ou morto.

 

Planejamento:

 

  Inventáriodos bens.

  Ritualde despedida ( cartas, emails, etc.)

 

Comportamentos naescola ou no trabalho:

 

  Declíniona produção, absentismo, pouca concentração.

  Comportamentosrebeldes repentinos.

  Abordagemde temas sobre a morte.

  Perda deinteresse em atividades antes agradáveis.

 

Comportamentointerpessoal:

 

  Abandonodas relações habituais.

  Mudançasrepentinas nas relações.

  Evitaenvolvimento com amigos e encontros sociais.

 

       Aspessoas que apresentavam um quadro depressivo e repentinamente melhoram devemser observadas com atenção, principalmente se demonstram algumas atitudes acimadescritas, como o inventário dos bens. Esta súbita alegria pode ser devida aofato de que concluíram que não têm outra saída e encontraram a solução para osseus problemas: o suicídio.

 

 

O Suicídioe as Crianças

 

Existem três etapasdiferentes na infância para a interpretação da morte:

 

·          Atéaos 5 anos a criança não tem a noção da morte definitiva, não reconhece que amorte envolve a total cessação da vida e não compreende a não reversibilidadeda morte.

·          Entreos 5 e os 9 anos há uma forte tendência para personificar a morte. É compreendidacomo irreversível, porém não como inevitável.

·          Sóentre os 9 e os 10 anos a criança reconhece a morte como cessação das atividadesdo corpo e como inevitável. Somente na adolescência será capaz de apreenderverdadeiramente o conceito de morte e o significado da vida.

 

Nos Estados Unidosda América (EUA)  o suicídio é considerado como a 4ª causa mais freqüentede óbitos em adolescentes. A taxa de suicídios entre adolescentes nos EUAaumentou mais de quatro vezes da década de 50 à de 90. Nos anos 50, em cada 100mil pessoas entre os 15  e os 19 anos apenas 2,7 se matavam por ano.Agora, esse número é de 11,1. Os índices de suicídio em jovens adultos (dos 20aos 24 anos) duplicaram no mesmo período.

           Segundo uma pesquisa efetuada pelo governo dos EUA, o aumento dos índices desuicídio entre os jovens ocorreu em todos os segmentos da população, contudo épossível constatar picos quando algum personagem famoso se mata e o fato recebegrande cobertura dos meios de comunicação.

 

“Espera pelo amanhã,quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te pareceminsuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia”.

 


O SUICÍDIO  e o  OLIVRO DOS ESPÍRITOS

 

            944. Tem o homem o direito de dispor dasua vida?

           “Não, só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário transforma-se numatransgressão desta lei.”

 

           944 a) Não é sempre voluntário o suicídio?

           “O louco que se mata não sabe o que faz.”

 

            945. Que se deve pensar do suicídio que temcomo causa o desgosto da vida?

           Insensatos! Por que não se esforçavam? A existência não lhes teria sido tãopesada.”

 

            946. E do suicídio cujo fim é fugir, aquele que ocomete, às misérias e às decepções deste mundo?

           “Pobres espíritos, que não têm a coragem de suportar as misérias da existência!Deus ajuda aos que sofrem e não aos que carecem de energia e de coragem. Astribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem sequeixar, porque serão recompensados! Ai, porém daqueles que esperam a salvaçãodo que, na sua impiedade, chamam acaso, ou fortuna! O acaso, ou a fortuna, parame servir da linguagem deles, podem, com efeito, favorecê-los por um momento,mas para lhes fazer sentir mais tarde, cruelmente, a vacuidade dessaspalavras.”

 

           957. Quais são, emgeral, em relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?

 

           “Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e,em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém,uma conseqüência a que o suicida não pode escapar: é o desapontamento. Mas, asorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam afalta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquelacujo curso interromperam”. (...)

 

A afinidade quepermanece entre o Espírito e o corpo produz, nalguns suicidas, uma espécie derepercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, senteos efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias ede horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vidaque sofreu interrupção. Não é geral este efeito; mas, em caso algum, o suicidafica isento das conseqüências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia,de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu.

 

Assim é que certosEspíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado naexistência precedente e submetido voluntariamente a novas provas para tentaremsuportá-las com mais resignação. Em alguns verifica-se uma espécie de ligação àmatéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem paramundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior partedeles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepçõesencontram.

 

A religião, a moral,todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza.Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviarvoluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por quenão é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estavareservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram que o suicídio não é umafalta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de poucopeso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganhaquem o pratica, antes o contrário se dá, como no-lo ensinam, não a teoria,porém os fatos que ele nos revela.

 

Conclusão

 

Era de se esperarque, com o avanço da civilização, o homem tomasse consciência das verdadesimutáveis e da razão por que estamos a viver, neste mundo, uma vida material.Isto não acontece no entanto, verificando-se a incidência de taxas de suicídiotanto mais elevadas, quanto mais evoluídas são as comunidades!

 

Este fatodenuncia-nos que, na sua maioria, a causa está no afastamento de Deus da vidahumana, na quebra do sentido e da necessidade de aperfeiçoamento e ainda nodesconhecimento de que o sofrimento é o melhor meio que temos ao nosso alcance,para obtermos cada vez mais elevação espiritual, preferindo fazer com que odesânimo predomine, apoderando-se da vontade e conduzindo  o homem àtresloucada resolução do suicídio, na esperança de que assim acabará tudo,deixando de sofrer, deleitando-se nesta enganosa libertação.

 

Como os homens estão enganados! E a surpresa não se fará esperar e será dolorosa, angustiante,porque em breve verificarão que a “morte”  não é o fim absoluto, masapenas o fim de uma etapa da vida... como se fosse o fim de um ato, da infinitacena da vida, que, para cada um, será uma comédia ou uma tragédia e esta o serásempre, para todos aqueles que recorram ao suicídio.

 

 continua...


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SALVE DEUS GANESHA !!!

Added 1/9/2011

Jaya Ganesha

Sai Ram, um lindo dia de Ganesha !

O primeiro Deus a ser adorado durante os cultos é Ganesha.

Ele nasceu muitos milênios atrás, passou por problemas familiares e sua aparência não é exatamente o que se
 espera de uma divindade.

Ainda assim o Deus- elefante ocupa posição privilegiada no panteão hindu.

É conhecido como Ganesha, Vinayak , que significa "inteligente, informado ou instruido", Vigneshwar
quer dizer "Deus que remove os obstáculos" e outros quase mil nomes que identificam a figura robusta com cabeça de elefante , uma só presa, quatro braços e cor amarela.

E mais - Ele está sempre acompanhado de um rato minúsculo, que é seu veículo  (todos os Deuses tem um veículo diferente), além de ter nas mãos, um prato, um laço, um gancho, um machado e uma flor de lótus.

TUDO É SIMBÓLICO E TEM UM SIGNIFICADO

Mas o mais importante é encontrá-Lo no nosso coração.

Desenvolver seus atributos e vivê-los intensamente, incansavelmente ...

E sermos muito felizes !

A repetição constante  deste mantra , remove todos os obstáculos e energias bloqueadas em seus corpos físicos e astrais!  

" Om Gam Ganapataye Namah " é um mantra especial !
 
 Este é um mantra de Ganapati Upanishad!
  
" Este mantra invoca o Senhor Ganesha para remover todos os obstáculos em sua vida , em seus negócios.

 Mas Ganesha  é mais  conhecido como o removedor " de Obstáculos ". 
  
Esta é a mula Senhor Ganesha ( "root") mantra.

É também conhecido como Seu bija mantra, pois combina bija Ganesha ( "seed") o som, "gam", com a frase: " Louvado seja Ganapati ."
 
Este mantra é usado para sadhana ioga, em que nós invocamos Ganesha a juntar a nós mesmos, com o Seu conhecimento supremo e paz absoluta!
  
Pode-se usar sempre este mantra antes de iniciar uma viagem , um novo curso na escola , nova carreira ou trabalho, ou antes de entrar em qualquer novo contrato ou negócio de modo que os obstáculos são removidos e o seu esforço pode ser coroado de êxito!
  
Mantras de Ganesha são mantras siddhi. Cada mantra contém determinadas competências específicas do Senhor Ganesha.
 
Quando cantado com o bom Pranayama (respiração rítmica) e sincera devoção, eles vão te abençoar com bons resultados!
 
Em geral, os mantras de Ganesha irá afastar todo o mal e abençoar os devotos com a abundância , proteção e sucesso em sua vida!
 
Os espíritos malignos não se atrevem a entrar na casa ou na mente do devoto, onde mantras de Ganesha são recitados! 
  
Ganesha entende os corações e nossas orações , mesmo quando não conseguimos encontrar palavras para dizer à Ele !!!
  
E  por ocasião do Ganesh Chaturthi, este bhajan scintiallting 
cantada por Madhvi Sai & Grupo 

"Aum Gam Ganapate Namo Namah "


postado por Sonia Gomes 

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BARDO THODOL - O LIVRO TIBETANO DOS MORTOS

Added 30/8/2011


 reencarnacao

O Livro Tibetano dos Mortos parece destinar-se aos mitos, às tradições e aos rituais a respeito de uma pessoa morta, a exemplo de uma obra antiga semelhante, O Livro Egípcio dos Mortos. Mas é muito mais que isso. O Livro Tibetano dos Mortos diz como se deve tratar do nascimento da morte e justamente por esta razão trata de um nascimento e não se baseia na morte em si. Bardo quer dizer intervalo, mas não é apenas o intervalo da suspensão após a morte, mas das suspensões em que vivemos em todas as situações da vida, em experiências cotidianas de paranóias e incertezas.

 

Embora se apresente como uma mensagem que deve ser dita aos que estão morrendo e aos que já morreram, os seus ensinamentos destinam-se especialmente aos que já nasceram. Ele trata então deste espaço que contém o nascimento e a morte, ou seja, o meio ambiente no qual vivemos todas essas experiências. É esse ambiente que inspira o livro, criado pela civilização pré-budista bön do Tibete, para indicar como tratar a força psíquica deixada para trás por uma pessoa morta.

 

Esta tradição estabelece a existência de seis divindades pacíficas e coléricas, que habitam seis reinos, nos quais as pessoas circulam em vida e, nos momentos do bardo, do nascimento ou da morte, conseguem alcançar uma neutralidade energética para se distanciar ou apaziguar as emoções vividas em cada um deles. São os reinos do inferno, este o mais intenso, que reúne vontade de lutar e terror, com situações de tortura e dor que não passam de retratos psicológicos; o reino dos fantasmas famélicos, marcado pelos sentimentos de riqueza e acúmulo de posses e, ao mesmo tempo, de total despojamento de não ter nada e daí a busca por mais e mais posses. A satisfação é a da busca e sempre a cada possessão vem a vivência de nada possuir.

 

Há o reino animal, que se caracteriza pela ausência de humor, apesar das vivências de satisfação e dor dos animais. Há o reino dos humanos, baseado na paixão e na tendência para explorar e gozar. É o reino da pesquisa e do desenvolvimento, sempre dirigidos ao enriquecimento. Há o reino do deus ciumento, o de comunicação e inteligência mais elevados, mas só funciona em terrenos de intriga e todas as experiências são vividas como algo ameaçador.

 

É como se uma pessoa nascesse diplomada, crescesse e morresse diplomada, fazendo das intrigas o seu estilo de vida. Há por fim o reino dos deuses, que é o reino da paz e do orgulho de se constituir como um corpo centralizado, preservando a saúde e a vida. Esses reinos são a fonte da vida no mundo, mas as visões do bardo são do vir a ser, de um outro mundo, transcendente.

 

 Elas podem ser alcançadas com exercícios de meditação e ajudam a transcender cada um desses seis reinos. As visões do bardo, transmitidas por mestre iogues, devem ser lidas para quem está morrendo, na mais fina demonstração de amizade e comunicação. Esta é a grande libertação através do ouvir, usadas pelos antigos tibetanos para os mortos, mas que atuam como instrumento de transcendência para os que estão vivos. Há no livro preces antigas e poderosas para vivos e mortos contra o medo, para pedir socorro aos budas, para se libertar, que fazem parte das instruções que devem ser dadas à pessoa que está morrendo ou a que já morreu, mas que trata, na essência, da vida.

     

www.portaldosanjos.ning.com/

 Postado por Sonia Gomes

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ORAÇÃO DA SINTONIA COM "O TODO"

Added 18/8/2011

 o todo


Do Coração de Luz do Sol Central, o Coração de LUZ da nossa Estrela,

Que a Força vital de ativação chegue à Terra e envolva os Seres.

 

Que o Fogo do Amor do Centro da Terra acenda a tocha do Espírito

Humano,

Que se ilumine a sua fronte e se abram os seus braços

E que estes recebam a LUZ Cósmica do Grande Centro Galáctico.

 

Que a recordação consciente, o Amor e o Serviço ao Plano

 

Sejam a conseqüência da grande Transformação.

Que o Perdão Estelar, que espera silente em nossos Corações,

 

Grite o seu Amor a todos os confins do Universo.

 

Que o Sinal do Retorno às Origens, a mudança futura na qual cremos

Prepare o advento iminente do Mestre e Senhor do Tempo,

Porque por ele estamos aqui,

Porque por ELE, SOMOS.

E por ELE SEREMOS!.

 

Do ponto de Luz da Galáxia Central,

Andrômeda ilumina as Mônadas e as Almas

O símbolo de União com a Fraternidade se expressa no Amor da

Consciência

O Retorno glorioso do Mestre se concretiza na evolução da matéria.

 

O Perdão Universal se plasma nas mentes redimidas.

Os sendeiros do Plano se unem ao Plano da Confederação.

A Luz emerge do Coração da Galáxia e a Humanidade Ascende em

Fraternidade.

Todas as Consciências do Plano descendem à Terra.

O Plano concretiza suas metas e o Planeta se torna um Mundo

Confederado.

Em irmandade estamos.

A ti, Confederação, pertencemos.

Somos Frutos do Amor e Sementes para a nova Raça.

Amém.

contribuição Magdalena Piga (redeaquarianabrasil)

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"Liberte-se do Passado, Aprenda a se Conhecer"

Added 29/7/2011


Textos de J.Krishnamurti

Se considerais importante conhecerdes a vós mesmo só porque eu ou outro disse que é importante, receio então que esteja terminada toda comunicação entre nós. Mas, se concordamos ser de vital importância compreendermos a nós mesmos, totalmente, torna-se então diferente a relação entre vós e mim e poderemos explorar juntos, fazer com agrado uma investigação cuidadosa e inteligente.


Eu não vos exijo fé; não me estou arvorando em autoridade. Nada tenho para ensinar-vos - nenhuma filosofia nova, nenhum sistema novo, nenhum caminho novo para a realidade; não há caminho para a realidade, como não o há para a verdade. Toda autoridade, de qualquer espécie que seja, sobretudo no campo do pensamento e da compreensão, é a coisa mais destrutiva e danosa que existe. Os guias destroem os seguidores, e os seguidores destroem os guias. Tendes de ser vosso próprio instrutor e vosso próprio discípulo. Tendes de questionar tudo o que o homem aceitou como valioso e necessário.

 

Se não seguis alguém, vos sentis muito solitário. Ficai solitário, pois. Porque tendes medo de ficar só? Porque vos defrontais com vós mesmo, tal como sois, e descobris que sois vazio, embotado, estúpido, repulsivo, pecador, ansioso - uma entidade insignificante, sem originalidade. Enfrentai o fato; olhai-o e não fujais dele. Tão logo começais a fugir, começa a existir o medo. Ao investigar-nos não nos estamos isolando do resto do mundo. Não se trata de um processo mórbido. O homem, em todo o mundo, se vê enredado nos mesmos problemas diários, tal como nós, e, assim, investigando a nós mesmos, não estamos de modo nenhum procedendo como neuróticos, porque não há diferença entre o individual e o coletivo. Este é um fato real.

 

Criei o mundo tal como sou. Portanto, não nos desorientemos nesta batalha entre a parte e o todo. Tenho de estar cônscio de todo o campo de meu próprio ser, que é constituído da consciência individual e social. É só quando a mente transcende a consciência individual e social, que posso tornar-me a luz de mim mesmo, a luz que nunca se apaga.

 

Pois bem; onde começarmos a compreender a nós mesmos?

Aqui estou eu, e como é que vou estudar-me, observar-me, ver o que realmente está sucedendo em meu interior? Só posso observar-me em relação, porque a vida é toda de relação. De nada serve ficar sentado num canto a meditar sobre mim mesmo. Não posso existir sozinho. Só existo em relação com pessoas, coisas e idéias e, estudando minha relação com as pessoas e coisas exteriores, assim como com as interiores, começo a compreender a mim mesmo.Qualquer outra forma de compreensão é mera abstração, e não posso estudar-me abstratamente; não sou uma entidade abstrata; por conseguinte, tenho de estudar-me na realidade concreta - assim como sou, e não como desejo ser.

 

A compreensão não é um processo intelectual. A aquisição de conhecimentos a vosso próprio respeito e o aprendizado de vós mesmo são duas coisas diferentes, porque o conhecimento que a vosso respeito acumulais é sempre do passado, e à mente que leva a carga do passado é uma mente lamentável. O aprendizado de vós mesmo não é como o aprendizado de uma língua, uma técnica ou uma ciência; neste último caso, naturalmente, tendes de acumular e memorizar, pois seria absurdo voltar sempre de novo ao começo. Mas, no campo psicológico, o aprendizado de vós mesmo está sempre no presente, ao passo que o conhecimento está sempre no passado e, como a maioria de nós vive no passado e está satisfeita com o passado, o conhecimento se torna sumamente importante para nós. É por essa razão que endeusamos o homem erudito, talentoso, sagaz. Mas, se estais aprendendo a todo momento, a cada minuto, aprendendo pelo observar e pelo escutar, aprendendo pelo ver e atuar, vereis então que o aprender é um movimento infinito, sem o passado.

 

Se dizeis que aprendereis a conhecer-vos gradualmente, acrescentando sempre mais alguma coisa, pouco a pouco, não vos estais estudando agora como sois, porém por meio do conhecimento adquirido.

 

O aprender requer muita sensibilidade.

Não há sensibilidade se existe alguma idéia, que é do passado, dominando o presente. A mente já não é então ágil, flexível, alertada. A maioria de nós não é sensível, nem mesmo fisicamente.Comemos em excesso, sem nos importarmos com o regime mais adequado; abusamos do fumo e da bebida, e, dessa maneira, o nosso corpo se torna pesado e insensível; a capacidade de atenção do próprio organismo se embota.

Como pode haver uma mente muito alertada, sensível, clara, se o próprio organismo está embotado e pesado? Podemos ser sensíveis a certas coisas que nos atingem particularmente, mas, para sermos completamente sensíveis a tudo o que decorre das exigências da vida, não deve haver separação entre o organismo e a psique. Trata-se de um movimento total.

 

Para compreendermos qualquer coisa, temos de viver com ela, observá-la, conhecer-lhe todo o conteúdo, a natureza, a estrutura, o movimento.

 

Já experimentastes viver com vós mesmos?

Se o experimentardes, começareis a ver que "vós" não sois uma entidade estática, porém uma coisa vigorosa, viva. E, para poder viver com uma coisa viva, vossa mente também tem de estar viva. Não pode, porém, estar viva, se está enredada em opiniões, juízos e valores.

 

Para observardes o movimento de vossa mente e de vosso coração, de vosso ser inteiro,necessitais de uma mente livre; e não de uma mente que concorda e discorda, que toma partido numa discussão, disputando por causa de meras palavras, porém que acompanha a discussão com a intenção de compreender. Isso é dificílimo, porque não sabemos olhar nem escutar o nosso próprio ser, assim como não sabemos olhar a beleza de um rio, ou escutar o murmúrio da brisa entre as árvores.

Quando condenamos ou justificamos, não podemos ver com clareza, e também não podemos fazê-lo quando nossa mente está a tagarelar incessantemente; não observamos então o que é; só olhamos nossas próprias "projeções". Temos, cada um de nós, uma imagem do que pensamos ser ou deveríamos ser, e essa imagem, esse retrato, nos impede inteiramente de vermos a nós mesmos como realmente somos.

 

Uma das coisas mais difíceis do mundo é olharmos qualquer coisa com simplicidade. Como nossa mente é muito complexa, perdemos a simplicidade. Não me refiro à simplicidade no vestir ou no comer, no usar apenas uma tanga ou bater um recorde de jejum, ou qualquer outra das absurdas infantilidades que os santos praticam; refiro-me àquela simplicidade que nos torna capazes de olhar as coisas diretamente e sem medo, capazes de olhar a nós mesmos sem nenhuma deformação, de dizer que mentimos quando mentimos e não esconder o fato ou dele fugir.

 

Outrossim, para compreendermos a nós mesmos, necessitamos de muita humildade.

Se começais dizendo: "Eu me conheço" - já travastes o processo do auto-aprendizado; ou, se dizeis: "Não há muito que aprender a meu respeito, porque sou apenas um feixe de memórias, idéias, experiências e tradições" - tereis também parado o processo de aprendizado a vosso próprio respeito.

 

No momento em que alcançais qualquer alvo, perdeis o atributo da inocência e da humildade; no momento em que chegais a uma conclusão ou começais a examinar com base no conhecimento, está tudo acabado, porque então estais traduzindo tudo o que é vivo em termos do velho. Mas se, ao contrário, não tendes nenhum ponto de apoio, nenhuma certeza, nenhuma perfeição, estais em liberdade para olhar, e quando olhais uma coisa em liberdade, ela é sempre nova. Um homem seguro de si é um ente morto.

 

Mas, como ser livre para olhar e aprender, quando nossa mente, da hora do nascimento à hora da morte, é moldada, por uma determinada cultura, no estreito padrão do "eu"?

Há séculos vimos sendo condicionados pela nacionalidade, a casta, a classe, a tradição, a religião, a língua, a educação, a literatura, a arte, o costume, a convenção, a propaganda de todo gênero, a pressão econômica, a alimentação que tomamos, o clima em que vivemos, nossa família, nossos amigos, nossas experiências - todas as influências possíveis e imagináveis - e, por conseguinte, nossas reações a cada problema são condicionadas.

 

Percebeis que estais condicionado?

 Esta é a primeira coisa que deveis perguntar a vós mesmo, e não como vos libertardes do condicionamento. Pode ser que nunca vos livrareis dele, e se disserdes "Preciso livrar-me dele", podereis cair noutra armadilha, noutra forma de condicionamento.

 

Assim, percebeis que estais condicionado?

Sabeis que até mesmo quando olhais uma árvore e dizeis "Aquela árvore é uma figueira" ou "Aquela árvore é um carvalho", o dar nome à árvore, que é conhecimento botânico, de tal maneira vos condiciona a mente que a palavra se interpõe entre vós e o real percebimento da árvore? Para entrardes em contato com a árvore tendes de tocá-la com a mão, e a palavra não vos ajudará a tocá-la.

 

Como podeis saber que estais condicionado? Que é que vos diz isso? Que é que vos diz que estais com fome? - não como teoria, porém o fato real da fome? Do mesmo modo, como é que descobris o fato real de que estais condicionado? Pela vossa reação a um problema, a um desafio, não é? Reagis a cada desafio segundo o vosso condicionamento e como vosso condicionamento é inadequado reagirá sempre inadequadamente.

 

Quando vos tornais cônscio dele, esse condicionamento de raça, de religião e cultura vos faz sentir aprisionado? Considerai uma única modalidade de condicionamento, a nacionalidade, considerai-a seriamente, com pleno percebimento, para verdes se vos agrada ou se vos revolta, e se vos revolta, se sentis vontade de libertar-vos de todo condicionamento.

 

Se vosso condicionamento vos satisfaz, é óbvio que nada fareis a respeito dele; mas, se não vos sentis satisfeito ao vos tornardes cônscio dele, percebereis que nunca fazeis coisa alguma sem ele. Nunca Por conseguinte, estais sempre vivendo no passado, com os mortos.

 

Só percebereis por vós mesmo o quanto estais condicionado quando se manifestar um conflito na continuidade do prazer ou na fuga à dor.

Se tudo ao redor de vós decorre de maneira perfeitamente feliz, vossa esposa vos ama, vós a amais, tendes uma bonita casa, filhos interessantes e dinheiro à farta, nesse caso não estais cônscio de vosso condicionamento. Mas, quando surge uma perturbação, quando vossa esposa olha para outro homem, ou perdeis vossa fortuna, ou vos vedes ameaçado pela guerra ou qualquer outra coisa que cause dor ou ansiedade - então sabeis que estais condicionado. Quando lutais contra uma perturbação qualquer ou vos defendeis de uma dada ameaça exterior ou interior, sabeis então que estais condicionado. E, como a maioria se vê perturbada na maior parte do tempo, seja superficialmente, seja profundamente, essa nossa própria perturbação indica que estamos condicionados. Enquanto um animal é mimado, reage agradavelmente, mas no momento em que se vê hostilizado, toda a violência de sua natureza se revela.

 

Vemo-nos perturbados a respeito da vida, da política, da situação econômica, do horror, da brutalidade e do sofrimento existentes tanto no mundo como em nós mesmos, e essa perturbação nos revela quão estreitamente condicionados estamos. Que devemos fazer? Aceitar a perturbação e ir vivendo com ela, como o faz a maioria dos homens? Acostumar-nos com ela, assim como nos acostumamos com uma dor nas costas? Conformar-nos com ela?

 

É tendência de todos nós conformar-nos com as coisas, acostumar-nos com elas, delas culpando as circunstâncias. "Ah, se as coisas estivessem correndo bem, eu seria diferente", dizemos, ou"Dai-me a oportunidade e eu me preencherei", ou "Esmaga-me a injustiça de tudo isso" - sempre a culparmos das nossas perturbações os outros ou o nosso ambiente ou a situação econômica.

 

Se nos acostumamos com a perturbação, isso significa que nossa mente se embota, assim como uma pessoa pode acostumar-se de tal maneira com a beleza que a cerca, que nem a nota mais. Tornamo-nos indiferentes, calejados, insensíveis, e nossa mente se embota mais e mais.

 

Se não podemos acostumar-nos com a perturbação, dela tratamos de fugir, recorrendo a uma certa droga, ou ingressando num partido político, bradando, escrevendo, assistindo a uma partida de futebol, indo a uma igreja ou templo, ou procurando outro tipo de divertimento.

 

Por que razão fugimos dos fatos reais?

Temos medo da morte - isso apenas para exemplo - e inventamos teorias, esperanças e crenças de toda espécie, para disfarçarmos o fato da morte, mas esse fato continua existente. Para compreendermos um fato cumpre olhá-lo e não fugir dele. Em geral, temos tanto medo do viver como do morrer. Temos medo de nossa família, da opinião pública, de perder nosso emprego, nossa segurança, medo de centenas de outras coisas. O fato simples é que temos medo, e não que temos medo disto ou daquilo.


Mas, porque é que não podemos enfrentar esse fato?

Só podemos enfrentar um fato no presente; mas, se nunca o deixais estar presente, porque estais sempre a fugir dele, nunca podereis enfrentá-lo, e, tendo criado uma verdadeira rede de fugas, estamos dominados pelo hábito da fuga.

 

Ora, se sois sensível, sério, por pouco que seja, não só estareis cônscio de vosso condicionamento, mas também dos perigos dele decorrentes, da brutalidade e do ódio a que ele conduz. Por que então, se estais vendo o perigo de vosso condicionamento, não agis? É por que sois indolente? Indolência é falta de energia; entretanto, não vos faltará energia em presença de um perigo físico imediato - uma serpente no vosso caminho, um precipício, um incêndio.

 

Por que então não agis ao verdes o perigo de vosso condicionamento? Se vísseis o perigo do nacionalismo para vossa própria segurança, não agiríeis?

A resposta é que não vedes. Por um processo intelectual de análise podeis ver que o nacionalismo leva à autodestruição, mas nisso não há nenhum conteúdo emocional. Só quando há esse conteúdo emocional, tendes vitalidade.

 

Se vedes o perigo de vosso condicionamento como um mero conceito intelectual, jamais fareis coisa alguma em relação a ele. No perceber um perigo como uma mera idéia, há conflito entre a idéia e a ação e esse conflito tira-vos a energia. Só quando vedes o condicionamento e o seu perigo imediatamente, tal como vedes um precipício, é só então que agis; portanto, ver é agir.

 

A maioria de nós percorre a vida desatentamente, reagindo sem pensar, de acordo com o ambiente em que fomos criados, e tais reações só acarretam mais servidão, mais condicionamento; mas, no momento em que aplicardes toda a atenção ao vosso condicionamento, ver-vos-eis inteiramente livres do passado; ele se desprenderá naturalmente de vós.


Extraído de: http://www.jiddu-krishnamurti.net/pt/krishnamurti-liberte-se-do-pas...

http://www.jiddu-krishnamurti.net/

postado por Andrea Cortiano (www.portaldosanjos.ning.com)


Category : RELIGIÕES, RITUAIS, ORAÇÕES, MEDITAÇÕES, REFLEXÕES
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