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DOENÇAS MENTAIS À LUZ DO CONHECIMENTO ESPIRITA - DR. RICARDO DI BERNADI

Added 18/10/2011


(final)


10 - No âmbito do perispírito, como podemos entender as deficiências físicas e mentais? São sempre provas?

RDB-  Não , são muitas vezes oportunidades que pedimos pra desenvolver novas habilidades, novas percepções ,novas sensibilidades. Um grande missionário entre cegos solicitou que  antes deste trabalho pudesse reencarnar como cego para associar todo seu amor e sabedoria a experiência de, também, ter sido cego. Associar teoria, amor, sabedoria  e vivência  prática.

 

 11 - Os processos obsessivos prolongados podem resultar em danos mentais permanentes?

Sim, podem. Lembremos, no entanto,  que esta história tem antecedentes. Ninguém está sendo obsediado sem uma longa história anterior que precisa ser detalhada, conhecida , analisada  com amor e sabedoria.   

 

 12 - Explique a síndrome de Down.

RDB- Dá um livro bem grande... São espíritos que estão,por amor, tendo uma oportunidade de drenarem algumas deficiências perispirituais para o novo corpo físico. Estão se libertando de deficiências no corpo espiritual através desta drenagem. Cada caso é um caso específico. Seus pais ou afins que convivem, tem um histórico que os une e uma oportunidade de crescimento. Nunca devemos pensar em castigo nem punição  esta é uma idéia distorcida e de influência judaico-cristã medieval. Exemplificando na síndrome de Down (= Mongolismo)  como o fenômeno ocorre: Um espírito possui  lesões no corpo astral , ao sintonizar   as suas vibrações  com a psicosfera materna, e com o chakra genésico materno, o seu magnetismo perispiritual  determina, automaticamente, que a ovulação se faça de forma patológica. O óvulo ao ser formado ao invés de conter 1 cromossomo de cada par, ( numero haplóide)  levará um dos pares colados,( o par número 21 irá  em número diplóide)  não se separam na meiose ou seja no processo em que o óvulo divide cada par em sua metade (daí  meio = meiose ) seus cromossomos. Antes de ser fecundado, este óvulo é envolvido pelas vibrações do espírito reencarnante  refletindo  o distúrbio perispiritual.   As vibrações do óvulo , que correspondem  as vibrações do espírito,  atrairá  o espermatozóide  cujos genes estão na freqüência vibratória do merecimento ou necessidades evolutivas do espírito.Assim se oportuniza  sejam drenadas  os desequilíbrios energéticos para o corpo físico, visando  libertar o corpo astral de campos energéticos ainda não harmonizados.   

 

 13 - Há sofrimento para o portador de deficiência física ou mental acentuada,que não pode usar o livre arbítrio e é  dependente integral de terceiros, ? 

RDB- Depende de cada espírito, não se pode generalizar um conceito para todos os casos. Na realidade , o que importa é que está sendo muito beneficiado. Alguns (não todos!) podem estar nesta condição para serem protegidos de grandes equipes de perseguidores espirituais que o deixavam desesperado, outros estão , por amor, se exercitando para outras vidas, outros ainda drenando defeitos do perispírito,  e outros se propondo a auxiliar os pais a vencerem dificuldades etc... 

 

 14 - Os filhos de mães dependentes químicos podem ser afetados em sua gênese PSICOFÍSICA e apresentarem deficiência mental ao nascer? 

RDB - Sim. Ambos estariam entrelaçados por provas e expiações comuns.

 

 15 - Qual a situação do deficiente mental durante o sono físico? Seu espírito emancipa-se do corpo físico? Ele tem percepção de sua situação atual? Ele goza de lucidez? Mantém a deficiência mental ou liberta-se dela?

RDB - É variável. Às vezes é importante que ele fique preso ao corpo biológico  para sua proteção dos obsessores, ás vezes se emancipa  e retorna a consciência de seus conhecimentos, pois sua passagem aqui é para fins de experiência que solicitou. Às vezes é um espírito violento e, igualmente aos não-deficientes que são violentos, ao se libertar do corpo buscam companhias espirituais trevosas. Vejam , depende de cada caso. Não é possível generalizar.

 

16 - Os deficientes mentais comunicam-se com o mundo espiritual?

RDB - Sim. Pela emancipação da alma no sono, pela  sintonia e influência dos protetores, pela sintonia e influência dos obsessores.

 

17 - Como ocorrem suas vivências espirituais e emocionais? Como é a percepção deles destes fenômenos?

RDB - Depende de cada caso. Alguns buscam ou são levados durante o sono às colônias de tratamento na espiritualidade, outros guardam percepções de encontros em outras regiões, outros ainda,  registram no seu espírito-perispírito e cérebro novas  intuições ou estímulos para despertar pensamentos e sentimentos.  

 

 18 -  Ao desencarnar, o deficiente físico ou mental leva consigo, em seu perispírito,  a deficiência experimentada na última existência?

RDB -  A curto prazo, alguns sim, outros não.

A médio e longo prazo depende da mudança do padrão vibratório mental ou  seja da natureza do seu pensamento e sentimento

No seu futuro imediato ou longínquo,  todos serão não-deficientes . 

 

 19 - Uma encarnação é suficiente para curar uma deficiência mental grave?

RDB - Depende da mudança íntima do espírito.

 

20 - Como entender a evolução do espírito perante a deficiência física e mental?

RDB- Cada indivíduo tem um histórico:

Em alguns,  o desequilíbrio,  conseqüência  do passado, está sendo reequilibrado através da  drenagem no corpo físico. É  uma oportunidade, dada pela  Lei de Amor ,para que o espírito  não permaneça no estágio de desequilíbrio;

Para outros é como um momento de repouso mental  visando aliviar  suas angústias ou  seu desespero.

 

21 -  Nas famílias onde há portadores de deficiências físicas e mentais, é sempre prova para os pais de filhos portadores ou apenas para o reencarnante?

RDB- Geralmente todos ESTÃO envolvidos por um passado em comum. Lembro que este envolvimento pode ser, também,  por amor, ou  por se oferecerem pra auxiliar , mas não há o "acaso" simplesmente.

 

22 - Como podemos entender o caso de uma pessoa normal, que manifesta uma deficiência mental após ser vítima de um acidente, e fica tolhida do uso de seu livre arbítrio, já na idade adulta? Isto também é prova?

RDB- Já havia  nos arquivos do seu corpo espiritual regiões em desarmonia que não foram trabalhadas e, permanecendo em baixa vibração, atraíram  ou sintonizaram fatores ambientais que levaram ao acidente. Trata-se de uma conseqüência. Sempre será um aprendizado. 

 

 23 - O espírito que reencarnará com deficiência mental recebe antecipadamente auxílio daqueles que serão seus pais?

RDB- Alguns sim,  se os pais tem condições.

Outros tem pais que não possuem equilíbrio ou condições para tal, os protetores espirituais fazem este trabalho. 

 

 24 - Quais os aspectos do tratamento e da conduta do indivíduo que merecem maior ênfase, no caso dos transtornos mentais?

RDB- Disposição, na sua essência ,para Reforma Íntima.

 

 25 - Existe algum processo fisiopsíquico que permita a restauração do psicossoma de um deficiente mental? Como funcionaria?

RDB- Sim. Há casos de desencarnados que tratamos  nas  nossas sessões  espíritas. Iniciamos esta restauração,(  tive a ousadia de criar o verbete perispiritoplastia para este processo) A maioria deles continua o processo nos hospitais da espiritualidade.  

Funciona pela impregnação perispiritual no enfermo  de energias dos  presentes, ectoplasma, energias da natureza e auxílio dos mentores espirituais.Não é infalível, não depende só de nós,  sobretudo depende da  fruta estar madura para ser colhida. Mas é preciso existir quem possa colhê-la .

 

 26 - Quais as terapêuticas médica e espiritual indicada para o caso das deficiências mentais? E para os transtornos mentais?

RDB- Depende do cada tipo, melhor é associar várias frentes ou tratamento multidisciplinar com o espiritual. 

Psicológico ( espírita melhor ainda )

Médico Homeopático

Médico Clínico

Médico Psiquiátrico

Sessões de Desobsessão

Tratamento   e apoio aos familiares

Serviço Social de Caso  e de Grupo  com  Assistente social .

Educação

Educação Espírita  

Reunião  Semanal de Harmonização no Lar 

 

 27 - A terapêutica do passe pode auxiliar no tratamento de cura das deficiências mentais? E no caso dos transtornos mentais?

RDB- Sim, a transfusão de energias pode auxiliar em qualquer situação. Como sempre, depende de sintonia, ambiente adequado, conhecimento melhor do problema e dedicação   

 

 28 -  Quais as recomendações práticas, ao paciente e aos familiares, para lidar com as deficiências físicas e mentais e com os transtornos mentais?

RDB - Daria  um livro bem grande... Resumindo: AMOR

 29 - Qual a importância da convivência social para os portadores de deficiências mentais e transtornos mentais? (educação escolar, trabalho, esporte, etc.)

Aprendizado constante, exercício constante, renovação constante, oportunidade constante. 

30 - A Casa Espírita, através da Doutrina Espírita poderia evangelizar os portadores de deficiência e/ou transtorno mentais?

RDB - Sim,  porém, com trabalhos adequados e especializados

 

 http://www.mundoespiritual.com.br/doencas.mentais.htm

 

  por  SONIA GOMES  portaldosanjos.ning.com/

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A GRUTA DE MIGUEL ARCANJO NO MONTE GARGANO

Added 1/10/2011

Aparição de São Miguel no Monte Gargano


No  fim do século V, um pastor que apascentava uma manada de vacas no alto do Monte Gargano, na Itália, província da Puglia, querendo obrigar um novilho a sair de uma caverna onde se refugiara, desferiu lá dentro uma flecha, a qual retrocedeu com a mesma velocidade,vindo ferir quem a lançara.  Este fato causou admiração nos que presenciaram este acontecimento e a notícia foi longe e chegou também aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava no sopé da montanha. Julgou ele tratar-se de algum misterioso sinal da parte de DEUS e ordenou um jejum de três dias em toda a diocese, pedindo ao SENHOR se dignasse revelar-lhe do que se tratava. DEUS escutou as orações do Prelado e, passados três dias, apareceu-lhe o Arcanjo São Miguel declarando-lhe que o SENHOR queria que a ele, Anjo tutelar da Igreja, e aos outros Anjos, se edificasse naquela caverna, onde se manifestou o prodígio, uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e proteção, como Anjo custódio da Igreja Católica. 

  Tendo o Bispo comunicado ao povo a visão que tivera e o que lhe fora pedido, foi ele próprio, com muita gente, observar o local. Encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóbada, de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso que pôr um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios. Levantado o altar, o Bispo consagrou-o. Todos os povos vizinhos acudiram para a cerimônia cheios de alegria e a festa durou vários dias.  Nunca mais até hoje se deixou de celebrar ali a Santa Missa, como também os outros ofícios litúrgicos,e DEUS consagra este lugar através dos séculos, com graças e milagres de toda a espécie, em favor dos que lá acorrem, doentes de corpo e alma, mostrando quanto Lhe é grata a devoção em honra do glorioso arcanjo São Miguel que defendeu, quando da revolta de lúcifer, a fidelidade ao DEUS Uno e Trino, soltando este grito:  QUEM É COMO DEUS? 
O Santuário do glorioso Arcanjo na gruta do Monte Gargano, é considerado um dos mais célebres e devotos de todo o Mundo. A Igreja, para atestar este fato histórico, marcou para o Calendário Litúrgico Universal a Festa Comemorativa desta aparição, no dia 8 de maio. Esta festa foi obrigatória para toda a Igreja até à nova reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.  Atualmente, só é obrigatória na diocese de origem e em alguns calendários particulares. 



Postado por Regina Sylvia anjosdeluz.ning.com/

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RESGATES COLETIVOS - ANDRÉ LUIZ (início)

Added 12/9/2011




Nos entendíamos com Silas, acerca de variados problemas, quando expressivo chamamento de Druso nos reuniu ao diretor da casa, em seu gabinete particular de serviço.
O chefe da Mansão foi breve e claro.
Apelo urgente da Terra pedia auxílio para as vítimas de um desastre aviatório.

Sem alongar-se em minúcias, informou que a solicitação se repetiria, dentro de alguns instantes, e conviria esperar a fim de examinarmos o assunto com a eficiência precisa.
Com efeito, mal terminara o apontamento e sinais algo semelhantes aos do telégrafo de Morse se fizeram notados em curioso aparelho. Druso ligou tomada próxima e vimos um pequeno televisor em ação, sob vigorosa lente, projetando imagens movimentadas em tela próxima, cuidadosamente encaixada na parede, a pequena distancia.
Qual se acompanhássemos curta noticia em cinema sonoro, contemplamos, surpreendidos, a paisagem terrestre.

Sob a crista de serra alcantilada e selvagem, destroços de grande aeronave guardavam consigo as vítimas do acidente. Adivinhava-se que o piloto, certamente enganado pelo traiçoeiro oceano de espessa bruma, não pudera evitar o choque com os picos graníticos que se salientavam na montanha, silenciosos e implacáveis, à maneira de medonhos torreões de fortaleza agressiva.

Em pleno quadro inquietante, um ancião desencarnado, de semblante nobre e digno, formulava requerimento comovedor, rogando à Mansão a remessa de equipe adestrada para a remoção de seis das catorze entidades desencarnadas no doloroso sinistro.
Enquanto Druso e Silas combinavam medidas para a tarefa assistencial, Hilário e eu olhávamos, espantados, o espetáculo inédito para nós ambos.
A cena aflitiva parecia desenrolar-se ali mesmo.

Oito dos desencarnados no acidente jaziam em posição de choque, algemados aos corpos, mutilados ou não; quatro gemiam, jungidos aos próprios restos, e dois deles, não obstante ainda enfaixados às formas rígidas, gritavam desesperados. em crises de inconsciência.
Contudo, amigos espirituais, abnegados e valorosos, velavam ali, calmos e atentos.
Figurando-se cascata de luz vertendo do Céu, o auxílio do Alto vinha, solícito, em abençoada torrente de amor.

O quadro patético era tão real à nossa observação, que podíamos ouvir os gemidos daqueles que despertavam desfalecentes, as preces dos socorristas e as conversações dos enfermeiros que concertavam providências à pressa...
De alma confrangida, vimos desaparecer a noticia televisada, enquanto Silas cumpria as ordens do comandante da instituição com admirável eficiência.
Em poucos instantes, diversos operários da casa puseram-se em marcha, na direção do local minuciosamente descrito.

Voltando ao gabinete em que lhe aguardávamos o retorno, Silas ainda se entendeu com o orientador, por alguns minutos, com respeito ao serviço em foco.
Foi então que Hilário e eu indagamos se não nos seria possível a participação na obra assistencial que se processava, no que Druso, paternalmente, não concordou, explicando que o trabalho era de natureza especialíssima, requisitando colaboradores rigorosamente treinados.
Cientes de que o generoso mentor poderia dispensar-nos mais tempo, aproveitamos o ensejo para versar a questão das provas coletivas.

Hilário abriu campo livre ao debate, perguntando, respeitoso, por que motivo era rogado o auxílio para a remoção de seis dos desencarnados, quando as vítimas eram catorze.
Druso, no entanto, replicou em tom sereno e firme:
— O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não podemos esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte é diferente para cada um. No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes dizem respeito.

— Quantos dias? — clamou meu colega, incapaz de conter a emoção de que se via possuído.
— Depende do grau de animalização dos fluídos que lhes retém o Espírito à atividade corpórea — respondeu-nos o mentor. — Alguns serão detidos por algumas horas, outros, talvez, por longos dias... Quem sabe? Corpo inerte nem sempre significa libertação da alma. O gênero de vida que alimentamos no estágio físico dita as verdadeiras condições de nossa morte. Quanto mais chafurdamos o ser nas correntes de baixas ilusões, mais tempo gastamos para esgotar as energias vitais que nos aprisionam à matéria pesada e primitiva de que se nos constitui a instrumentação fisiológica, demorando-nos nas criações mentais inferiores a que nos ajustamos, nelas encontrando combustível para dilatados enganos nas sombras do campo carnal, propriamente considerado. E quanto mais nos submetamos às disciplinas do espírito, que nos aconselham equilíbrio e sublimação, mais amplas facilidades conquistaremos para a exoneração da carne em quaisquer emergências de que não possamos fugir por força dos débitos contraídos perante a Lei. Assim é que «morte física» não é o mesmo que «emancipação espiritual».

— Isso, no entanto — considerei —, não quer dizer que os demais companheiros acidentados estarão sem assistência, embora coagidos a temporária detenção nos próprios restos.
— De modo algum — ajuntou o amigo generoso —, ninguém vive desamparado. O amor infinito de Deus abrange o Universo. Os irmãos que se demoram enredados em mais baixo teor de experiência física compreenderão, gradativamente, o socorro que se mostram capazes de receber.
— Todavia — reparou Hilário —, não serão atraídos por criaturas desencarnadas, de inteligência perversa, já que não podem ser resguardados de imediato?
Druso estampou significativa expressão facial e ponderou:
— Sim, na hipótese de serem surdos ao bem, é possível se rendam às sugestões do mal, a fim de que, pelos tormentos do mal, se voltem para o bem. No assunto, entretanto, é preciso considerar que a tentação é sempre uma sombra a atormentar-nos a vida, de dentro para fora. A junção de nossas almas com os poderes infernais verifica-se em relação com o inferno que já trazemos dentro de nós.

A explicação não poderia ser mais clara.
Talvez por isso, algo desconcertado pelo esclarecimento direto, meu companheiro que, tanto quanto eu, não desejava perder a oportunidade de mais ampla conversação, acentuou, humilde:
— Nobre instrutor, decerto não temos o direito de questionar qualquer determinação que lhe dimane da autoridade; ainda assim, estimaria conhecer mais profundamente as razões pelas quais nos é defeso o trabalho de colaboração nos serviços pertinentes ao socorro nos resgates de conjunto. Não poderíamos, acaso, cooperar com os obreiros desta casa, nas expedições de auxílio às vítimas de acidentes diversos, de modo a pesquisar as causas que os determinaram? Indiscutivelmente a Mansão, com as responsabilidades de que se encontra investida, desincumbir-se-á de trabalhos dessa espécie todos os dias...
— Quase todos os dias — corrigiu Druso, sem pestanejar.

E, fitando Hilário de estranha maneira, aduziu:
— É imperioso observar, porém, que vocês coletam material didático para despertamento de nossos irmãos encarnados, quase todos eles em fase importante de luta, no acerto de contas com a Justiça Divina. Analisando os resgates dessa ordem, vocês fatalmente seriam compelidos à autópsia de situações e problemas suscetíveis de plasmar imagens destrutivas no ânimo de muitos daqueles que ambos se propõem auxiliar.

Esboçando leve sorriso em que deixava transparecer a humildade que lhe adornava o espírito de escol, aditou:
— Parece-me que não seríamos capazes de comentar um desastre de grandes proporções, no campo dos homens, sem lhes insuflar o vírus do medo, tanta vez portador do desânimo e da morte.
A palavra do orientador, serena e evangélica, reajustava-nos os impulsos menos edificantes.

Inegavelmente, a Terra jaz repleta de criaturas, tanto quanto nós, algemadas a escabrosos compromissos, carentes de ação contínua para o necessário reequilíbrio. Não seria justo atormentá-las com pensamentos de temor e flagelação, quando através do bem, sentido e praticado, podemos cada hora arredar de nossos horizontes as nuvens de sofrimentos prováveis.

Assinalando-nos a atitude inequívoca de compreensão e de obediência, como não podia deixar de ser, o chefe da instituição continuou em tom afável, depois de ligeira pausa:

(segue)

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RESGATES COLETIVOS - ANDRÉ LUIZ (final)

Added 12/9/2011


— Imaginemos que fossem analisar as origens da provação a que se acolheram os acidentados de hoje... Surpreenderiam, decerto, delinqüentes que, em outras épocas, atiraram irmãos indefesos do cimo de torres altíssimas, para que seus corpos se espatifassem no chão; companheiros que, em outro tempo, cometeram hediondos crimes sobre o dorso do mar, pondo a pique existências preciosas, ou suicidas que se despenharam de arrojados edifícios ou de picos agrestes, em supremo atestado de rebeldia, perante a Lei, os quais, por enquanto, somente encontraram recurso em tão angustioso episódio para transformarem a própria situação. 

Quantos milhares de irmãos encarnados possuímos nós, em cujas contas com os Tribunais Divinos figuram débitos desse jaez? Entretanto, não desconhecemos que nós, consciências endividadas, podemos melhorar nossos créditos, todos os dias. Quantos romeiros terrenos, em cujos mapas de viagem constam surpresas terríveis, são amparados devidamente para que a morte forçada não lhes assalte o corpo, em razão dos atos louváveis a que se afeiçoam!... Quantas intercessões da prece ardente conquistam moratórias oportunas para pessoas cujo passo já resvala no cairei do sepulcro?... Quantos deveres sacrificiais granjeiam, para a alma que os aceita de boamente, preciosas vantagens na Vida Superior, onde providências se improvisam para que se lhes amenizem os rigores da provação necessária? 

Bem sabemos que, se uma onda sonora encontra outra, de tal modo que as “cristas” de uma ocorram nos mesmos pontos dos “vales” da outra, esse meio, em conseqüência aí não vibra, tendo-se como resultado o silêncio. Assim é que, gerando novas causas com o bem, praticado hoje, podemos interferir nas causas do mal, praticado ontem, neutralizando-as e reconquistando, com isso, o nosso equilíbrio. 

Desse modo, creio mais justo incentivarmos o serviço do bem, através de todos os recursos ao nosso alcance. A caridade e o estudo nobre, a fé e o bom ânimo, o otimismo e o trabalho, a arte e a meditação construtiva constituem temas renovadores, cujo mérito não será lícito esquecer, na reabilitação de nossas idéias e, conseqüentemente, de nossos destinos.
Entregara-se o chefe a mais longa pausa e, movido pelo propósito de aprender, indaguei de Druso se ele mesmo não teria acompanhado algum processo de resgate coletivo, em que os Espíritos interessados não teriam outro recurso senão a morte violenta, como remate aos dias do corpo denso, ao que o instrutor respondeu, presto:

— Guardo em minha experiência alguns casos expressivos que seria justo relacionar, no entanto, reportar-nos-emos simplesmente a um deles, pois nossas obrigações são inadiáveis.
Depois de momentos rápidos em que naturalmente apelava para a memória, comentou, benevolente:
— Há trinta anos, desfrutei o convívio de dois benfeitores, a cuja abnegação muito devo neste pouso de luz. Ascânio e Lucas, Assistentes respeitados na Esfera Superior, integravam-nos a equipe de mentores valorosos e amigos... 

Quando os conheci em pessoa, já haviam despendido vários lustros no amparo aos irmãos transviados e sofredores. Cultos e enobrecidos, eram companheiros infatigáveis em nossas melhores realizações. Acontece, porém, que depois de largos decênios de luta, nos prélios da fraternidade santificante, suspirando pelo ingresso nas esferas mais elevadas, para que se lhes expandissem os ideais de santidade e beleza, não demonstravam a necessária condição específica para o vôo anelado. Totalmente absortos no entusiasmo de ensinar o caminho do bem aos semelhantes, não cogitavam de qualquer mergulho no pretérito, por isso que, muitas vezes, quando nos fascinamos pelo esplendor dos cimos, nem sempre nos sobra disposição para qualquer vistoria aos nevoeiros do vale... 

Dessa forma, passaram a desejar ardentemente a ascensão, sentindo-se algo desencantados pela ausência de apoio das autoridades que lhes não reconheciam o mérito imprescindível. Dilatava-se o impasse, quando um deles solicitou o pronunciamento da Direção Geral a que nos achamos submissos. 

O requerimento encontrou curso normal até que, em determinada fase, ambos foram chamados a exame devido. A posição imprópria que lhes era característica foi carinhosamente analisada por técnicos do Plano Superior, que lhes reconduziram a memória a períodos mais recuados no tempo. Diversas fichas de observação foram extraídas do campo mnemônico, à maneira das radioscopias dos atuais serviços médicos no mundo e, através delas, importantes conclusões surgiram à tona... 

Em verdade, Ascânio e Lucas possuíam créditos extensos, adquiridos em quase cinco séculos sucessivos de aprendizado digno, somando as cinco existências últimas nos círculos da carne e as estações de serviço espiritual, nas vizinhanças da arena física; no entanto, quando a gradativa auscultação lhes alcançou as atividades do século 15, algo surgiu que lhes impôs dolorosa meditação... Arrebatadas ao arquivo da memória e a doer-lhes profundamente no espírito, depois da. operação magnética a que nos referimos, reapareceram nas fichas mencionadas as cenas de ominoso delito por ambos cometido, em 1429, logo após a libertação de Orleãs, quando formavam no exército de Joana dArc...

Famintos de influência junto aos irmãos de armas, não hesitaram em assassinar dois companheiros, precipitando-os do alto de uma fortaleza no território de Gâtinais, sobre fossos imundos, embriagando-se nas honrarias que lhes valeram, mais tarde, torturantes remorsos além do sepulcro. Chegados a esse ponto da inquietante investigação, pela respeitabilidade de que se revestiam foram inquiridos pelos poderes competentes se desejavam ou não prosseguir na sondagem singular, ao que responderam negativamente, preferindo liquidar a dívida, antes de novas imersões nos depósitos da subconsciência.

Desse modo, em vez de continuarem insistindo na elevação a níveis mais altos, suplicaram, ao revés, o retorno- ao campo dos homens, no qual acabam de pagar o débito a que aludimos.
— Como? — indagou Hilário, intrigado.
— Já que podiam escolher o gênero de provação, em vista dos recursos morais amealhados no mundo íntimo — informou o orientador —, optaram por tarefas no campo da aeronáutica, a cuja evolução ofereceram as suas vidas. Há dois meses regressaram às nossas linhas de ação, depois de haverem sofrido a mesma queda mortal que infligiram aos companheiros de luta no século XV.
— E o nosso caro instrutor visitou-os nos preparativos da reencarnação agora terminada? — inquiri com respeito.
— Sim, por várias vezes os avistei, antes da partida. Associavam-se a grande comunidade de Espíritos amigos, em departamento específico de reencarnação, no qual centenas de entidades, com dívidas mais ou menos semelhantes às deles, também se preparavam para o retorno à carne, abraçando, assim, trabalho redentor em resgates coletivos.
— E todos podiam selecionar o gênero de luta em que saldariam as suas contas? — perguntei, ainda, com natural interesse.
— Nem todos — disse Druso, convicto. — Aqueles que possuíam grandes créditos morais, qual acontecia aos benfeitores a que me reporto, dispunham desse direito. 

Assim é que a muitos vi, habilitando-se para sofrer a morte violenta, em favor do progresso da aeronáutica e da engenharia, da navegação marítima e dos transportes terrestres, da ciência médica e da indústria em geral, verificando, no entanto, que a maioria, por força dos débitos contraídos e consoante os ditasses da própria consciência, não alcançava semelhante prerrogativa, cabendo-lhe aceitar sem discutir amargas provas, na infância, na mocidade ou na velhice, através de acidentes diversos, desde a mutilação primária até a morte, de modo a redimir-se de faltas graves.

— E os pais? — inquiriu meu colega, alarmado. —Em que situação surpreenderemos os pais dos que devem ser imolados ao progresso ou à justiça, na regeneração de si mesmos? a dor deles não será devidamente considerada pelos poderes que nos controlam a vida?
— Como não? — respondeu o orientador — as entidades que necessitam de tais lutas expiatórias são encaminhadas aos corações que se acumpliciaram com elas em delitos lamentáveis, no pretérito distante ou recente ou, ainda, aos país que faliram junto dos filhos, em outras épocas, a fim de que aprendam na saudade cruel e na angústia inominável o respeito e o devotamento, a honorabilidade e o carinho que todos devemos na Terra ao instituto da família. A dor coletiva é o remédio que nos corrige as falhas mútuas.

Estabelecera-se longa pausa.
A lição como que nos impelia a rápidos mergulhos no mundo de nós mesmos.
Hilário, contudo, insatisfeito como sempre, perguntou, irrequieto:
— Instrutor amigo, imaginemos que Ascânio e Lucas, após a vitória de que nos dá notícia, continuem anelando a subida aos planos mais altos... Precisarão, para isso, de nova consulta ao passado?
— Caso não demonstrem a condição específica indispensável, serão novamente submetidos à justa auscultação para o exame e seleção de novos resgates que se façam precisos.
— Isso quer dizer que ninguém se eleva ao Céu sem quitação com a Terra?
O interlocutor sorriu e completou:
— Será mais lícito afirmar que ninguém se eleva a pleno Céu, sem plena quitação com a Terra, porquanto a ascensão gradativa pode verificar-se, não obstante invariavelmente condicionada aos nossos merecimentos nas conquistas já feitas. 

Os princípios de relatividade são perfeitamente cabíveis no assunto. Quanto mais céu interior na alma, através da sublimação da vida, mais ampla incursão da alma nos céus exteriores, até que se realize a suprema comunhão dela com Deus, Nosso Pai. Para isso, como reconhecemos, é indispensável atender à justiça, e a Justiça Divina está inelutavelmente ligada a nós, de vez que nenhuma felicidade ambiente será verdadeira felicidade em nós, sem a implícita aprovação de nossa consciência.

O ensinamento era profundo.
Cessamos a inquirição e, como serviço urgente requeria a presença de Druso, em outra parte, retiramo-nos em demanda do Templo da Mansão, com o objetivo de orar e pensar.

postado por SONIA GOMES   http://anjodeluz.ning.com/

 

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O SUICÍDIO E O ESPIRITISMO (2/2)

Added 11/9/2011

((final))


SUICÍDIO - PERGUNTAS E RESPOSTAS

 

 

 Quais as principais motivações que podem levar alguém ao suicídio nos dias de hoje?

 

A primeira delas é a falta da noção da Idéia de Deus. O restante é tudo conseqüência, como por exemplo uma noção deturpada da vida após a morte. Hoje, como conseqüência destas duas idéias citadas acima, vemos as pessoas a procurar necessidades que as fazem sofrer por não atingir o padrão que os meios de comunicação e a sociedade impõem; estes cobram das criaturas que elas tenham determinado padrão de beleza, determinado padrão social, determinado padrão de cultura determinado padrão de pensamentos e se as pessoas não alcançam este padrão, entram num desânimo, num sentimento de menos valia, na depressão e daí, como lhes faltam o conhecimento da Idéia de Deus e de Suas Leis, para o suicídio faltam poucos passos, pois a noção de mundo espiritual também é frágil.

 

Todo aquele que se suicida sofre muito ao chegar ao plano espiritual, ou existe alguma exceção a esta regra?

 

Cada caso é um caso. Não podemos esquecer que mesmo o suicídio sendo um crime, as Leis de Deus usarão todos os nossos créditos que tenhamos no sentido do socorro. Por exemplo, pode existir uma pessoa que se tenha suicidado por qualquer razão, mas que traga alguns méritos, de ser um indivíduo trabalhador, honesto, de ter sido bom pai, de ter auxiliado as pessoas, até aquela data. É claro que este será visto de maneira diferente daquele que não traz nenhuma qualidade, pois ele próprio dificultará o socorro.

 

Ao reencarnar, absorvemos uma quantidade de fluido vital. O suicida antecipa a sua morte. Como se extingue, então, este fluido?

 

Com o passar do tempo, este fluido vai se extinguindo neles. Muitas vezes pode levar até anos. No Livro "Memórias de Um Suicida" vemos que os suicidas que estão na região chamada Vale dos Suicidas, que já é uma região de socorro, pois os suicidas ali estão a ser monitorizados, quando estes fluidos começam a extinguir-se, eles tornam-se capazes de perceber o socorro junto deles, e é nestas horas que são levados para ambientes hospitalares no Plano Espiritual. No livro citado, o Hospital Maria de Nazaré.

 

No caso de uma criança, por volta dos 12/13 anos, que conseqüências terá para ela o suicídio?

 

O erro é sempre um erro, mas a percepção desse erro estará na medida do entendimento daquele que errou, pois muitas das vezes a criança que se mata fá-lo sem a devida noção dos seus actos, até mesmo as leis humanas as olham de maneira diferente quando apreciam os seus erros e crimes.

 

O suicida carrega para outra vida a recordação "inconsciente" deste ato? Esta recordação pode fazer surgir, em algum momento da sua vida, este desejo novamente?

 

O suicida em determinada época já reencarnado, se trazia no mundo espiritual plena consciência após ser socorrido, traz com ele não só o mapa das expiações, conseqüência direta do suicídio, como também a necessidade da prova, e é nessas horas que encontra situações semelhantes àquela que o fizeram desistir da luta, procurando o suicídio. Embora não exista uma regra, o facto se dá quase sempre  numa idade próxima daquela em que ocorreu o suicídio.

 

No suicídio inconsciente (tabagismo, alcoolismo) o espírito terá de sofrer-lhe também as conseqüências, embora minoradas. Como entender as penas deste?

 

Sofrerá as conseqüências de ter lesado determinadas partes do seu corpo, como também sofrerá as conseqüências morais de ter cedido as paixões que o levou ao vício.

 

Como ajudar uma pessoa que diz que pretende se suicidar? É indicado um tratamento com psicólogo para estes casos?

 

Há necessidade de se usar todos os recursos  de que se puder dispor para cada caso específico. A psicologia será de grande auxílio, alguns casos será necessário até o auxílio da psiquiatria (nos casos de depressão) mas não podemos esquecer que o conhecimento da Doutrina Espírita, fortalecendo em nós a idéia de Deus e mostrando-nos que não vale a pena o suicídio como porta de saída, será sempre o antídoto perfeito contra o suicídio, principalmente porque poderemos valer-nos não só dos conhecimentos, da fluidoterapia que nos recompõem corpo e mente, como também nos indicará o trabalho do bem como elemento sustentador da nossa harmonia íntima. Diz Kardec, no livro A Viagem Espírita de 1862 da editora "O Clarim" que muitos poderiam rir das nossas crenças na Doutrina Espírita, mas jamais poderiam rir quando vissem homens transformados. O Espírito Hilário Silva no livro O Espírito de Verdade (FEB), conta-nos uma história, que ocorreu na França no tempo de Kardec, de um livreiro que manda para Kardec um livro ricamente encadernado e narra na dedicatória que estava prestes a suicidar-se, atirando-se ao rio Sena, quando tocou em algo que caiu no chão. Era O Livro dos Espíritos e na contracapa estava escrito: “Este livro salvou a minha vida”. Curioso, ele leu o livro e quando o remeteu a Kardec acrescentou: “Também salvou a minha.”

 

 

DEPOIMENTOS de SUICIDAS

 

 

Camilo Castelo Brancoin Memórias de um Suicida (Ivone A. Pereira)

 

“(...) O vale dos leprosos, lugar repulsivo da antiga Jerusalém de tantas emocionantes tradições, e que no orbe terráqueo evoca o último grau da abjeção e do sofrimento humano, seria consolador estágio de repouso comparado ao local que tento descrever. Pelo menos, ali existiria solidariedade entre os renegados! Os de sexo diferente chegavam mesmo a amar-se! Adotavam-se em boas amizades, irmanando-se no seio da dor para suavizá-la! Criavam a sua sociedade, divertiam-se, prestavam-se favores, dormiam e sonhavam que eram felizes!

 

Mas no presídio de que vos quero dar contas nada disso era possível, porque as lágrimas que se choravam ali eram ardentes demais para se permitirem outras atenções que não fossem as derivadas da sua própria intensidade!

 

No vale dos leprosos havia a magnitude compensadora do Sol para retemperar os corações! Existia o ar fresco das madrugadas com seus orvalhos regeneradores! Poderia o precitado ali detido contemplar uma faixa do céu azul! ... Seguir, com o olhar enternecido, bandos de andorinhas ou de pombos que passassem em revoada! (...)

 

Mas na caverna onde padeci o martírio que me surpreendeu além do túmulo, nada disso havia!

Aqui, era a dor que nada consola, a desgraça que nenhum favor ameniza, a tragédia que idéia alguma tranqüilizadora vem orvalhar de esperança! 

Não há céu, não há luz, não há sol, não há perfume, não há tréguas!”

 

Antero de Quental

 

“Ah! Que se soubessem por que preço pagamos a libertação pelo suicídio, ninguém se suicidaria!

 

Os maiores martírios da Terra são doces consolações em comparação com os mais suaves sofrimentos de um suicida!

 

E é porque Deus castigue? Não, é porque tem de ser.

 

É da lei. É fatal como é da lei girar a Terra no seu eixo, e as estrelas na sua órbita.

 

Esse sofrimento não é cego e igual. É harmônico, equitativo, justo, como é justo, equitativo e harmônico tudo o que obedece à lei imutável do Universo,

que Deus firmou com a sua vontade e perfeição.

 

E nós, aí na Terra, a querermos apreciar com a nossa inteligência microscópica a grandeza do infinito!

É querermos iluminar o mundo na treva de uma noite, coma luz de uma lamparina!

 

Avalias tu, ou alguém, o que é o infinito?

 

Se avaliares, terás apreciado Deus e a sua obra!”

 

Fonte: http://www.nervespiritismo.com/suicidio_e_o_espiritismo-.html

Publicado por Verdade WWW.portaldosanjos.ning.com


Category : RELIGIÕES, RITUAIS, ORAÇÕES, MEDITAÇÕES, REFLEXÕES
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